quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dr. Miltom Luiz Pereira recebe homenagem da Câmara Municipal




O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, Dr. Miltom Luiz Pereira, recebeu “Votos de Congratulações e Aplausos” da Câmara Municipal de Curitiba, através de Proposição de autoria do vereador Algaci Tulio, nos seguintes termos: “O vereador Algaci Tulio requer à Mesa, na forma regimental, que seja inserido em ata, Votos de Louvor ao excelentíssimo Ministro Miltom Luiz Pereira, pela participação ativa e cidadã em prol a comunidade, como Presidente de Honra do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde.”
O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, ex-prefeito de Campo Mourão e ex-radialista em Curitiba, Dr. Miltom Luiz Pereira, Cidadão Honorário de Curitiba, é pessoa querida da comunidade aguaverdeana. Homem honrado, culto, religioso, pai de família exemplar, é considerado parte da reserva moral do Poder Judiciário e da sociedade paranaense.
Em sua justificativa o vereador Algaci Tulio escreveu: “A todo momento observamos ações de despreendimento, voluntarismo e solidariedade, mas são poucas as vezes que tomamos conhecimento de tais fatos. Acreditamos que o papel de uma Câmara Municipal como representante dos cidadãos, também é enaltecer atos gloriosos de pessoas dignas. Uma dessas pessoas é o excelentíssimo ministro Miltom Luiz Pereira, aposentado compulsoria-mente do Superior Tribunal de Justiça em 9 de dezembro de 2002, onde atuou por 10 anos, e que em seu discurso de despedida ressaltou: “... que nunca esquecerá as lições que aprendeu na corte. Nestes dez anos, aprendi todos os dias, todas as horas. Quando mais tarde, ao reler os livros de minha vida, quiser tirar a maior lição de todas, saberei que o mais importante é ser humilde”. Em pronunciamento, o ministro Peçanha Martins lamentou a aposentadoria de Miltom Luiz Pereira, ao afirmar que “o Superior Tribunal de Justiça perderá seu maior mestre.”
Em sua gestão (1964 à 1967) como prefeito de Campo Mourão, aos 27 anos de idade, a cidade foi considerada como Município Modelo do Paraná, pelas realizações administrativas e desenvolvimento social e econômico experimentado.

sábado, 17 de outubro de 2009

O silêncio criminoso sobre o roubo de 19 bilhões dos paranaenses


É incrível verificar como alguns setores da mídia paranaense ainda tem a cara de pau de tentar ressuscitar um nome que está ligado aos maiores escândalos financeiros – corrupção e roubo do dinheiro público – de toda a nossa história. O ex-governador Jaime Lerner vem recebendo nos últimos tempos elogios de alguns setores da imprensa paranaense. Elogios criminosos porque o ex-governador patrocinou, com a maioria de seus Secretários de Estado, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, conforme podemos verificar com o Banestado, onde todos os paranaenses foram roubados, porque o Estado do Paraná paga mensalmente pela corrupção realizada, aproximadamente 52 milhões de reais, dinheiro que poderia ser investido em segurança, habitação, educação e saúde.
As atuais e futuras gerações de paranaenses estão pagando – e continuarão a pagar até 2029 – um roubo milionário de um banco que (até o governo Jaime Lerner) era banco sólido, com 70 anos de história, gerador de empregos e financiamentos para o progresso e desenvolvimento do nosso Estado.
O Banestado tinha cerca de 400 agências e 500 postos de atendimento. Sob o governo Lerner, rapidamente o Banestado começou a apresentar prejuízos oriundos de financiamentos fraudulentos e desvio de recursos para pagar campanhas políticas, conforme provas levantadas pela CPI do Banestado na Assembléia Legislativa do Paraná, reveladas à população na época pelo deputado Neivo Beraldin.
Após apresentar sucessivos prejuízos – quando na época os bancos apresentavam lucros astronômicos – o Banestado apresentou em 1998 um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Foi iniciado um processo de saneamento do banco, onde o governo federal injetou recursos da ordem de R$ 5,6 bilhões. Alguns meses depois (seguindo acordos possivelmente secretos com o Itaú), o banco foi vendido por R$ 1,6 bilhão e o povo do Paraná herdou uma dívida (paga com impostos dos contribuintes) de quase R$ 19 bilhões.
Durante os meses que se seguiram à “quebra” do Banestado, comprovou-se a existência de pequenas e grandes quadrilhas dilapidando o patrimônio público com a conivência ou cumplicidade das autoridades políticas da época, e com o silêncio criminoso da maioria dos órgãos de imprensa do Paraná, que se beneficiava dessa roubalheira através de propaganda massiva e milionária feita pelo governo da época, para silenciar sobre as denúncias que surgiam.
Para elogiar o governo Lerner na época, os veículos de imprensa recebiam publicidade milionária. Para se ter uma idéia do volume do dinheiro gasto em publicidade pelo Banestado, vamos lembrar que em outubro de 1998 o Banestado gastou com publicidade o valor de R$ 15.387.000,00, enquanto o Banespa gastou R$ 7.870.735,00 e o Banrisul R$ 5.085.224,17.
No ano de 2003 surgiram notícias de que o Banestado havia sido usado para que US$ 30 bilhões fossem retirados ilegalmente do País em pouco mais de cinco anos, o que determinou a criação da CPI na Assembléia Legislativa para apurar os desvios e roubalheiras. O então presidente do Banestado, empresário Manoel Campinha Garcia Cid respondeu a diversos processos na Justiça, tendo sido condenado em dezenas deles.
Esses fatos foram amplamente divulgados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância”, de Wilson J. Gasino, um livro que foi praticamente boicotado pela mídia nativa, uma vez que mostrava a participação da imprensa – ainda que de forma indireta – como beneficiária dos escândalos do Banestado.
Apenas para citar uma das grandes operações que sangraram o Banestado, no dia 21 de maio de 1996 o Banestado liberou R$ 8 milhões para a construção do Shopping Aspen Park em Maringá. Em 1998, após a conclusão da obra, a Banestado Leasing vendeu a sua parte no empreendimento para a empresa Kadima, pertencente a Miguel Krigsner, na época proprietário do Grupo O Boticário, pelo valor de R$ 2.100.000,00. “Desta forma, o banco assumiu um prejuízo de R$ 5.900.000,00, sem falar nos juros e correção monetária do período decorrido entre a compra e a venda da participação no empreendimento. Além disso, pelo fato da obra já estar concluída, é óbvio que o seu valor teria de ser muito maior na época da venda, e não menor do que o que foi pago dois anos antes, na compra”.
E mais: “Mas a CPI apurou também a participação minoritária como capitalistas os empresários Moisés Bergerson, Artur Noêmio Grynbaun e Miguel Gellert Krigsner. Essa participação foi crescendo com o passar do tempo e existe a hipótese de que Amasta e Ghesti fossem apenas laranjas no negócio”.

Continua na próxima edição.

Artigo publicado na edição impressa do Jornal Água Verde desta semana.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Acidente hoje na Avenida Getulio Vargas: pai e filho, como dois inimigos.

Hoje, dia 5 de outubro, por volta do meio-dia uma caminhonete Mitsubishi, último modelo, entrou em alta velocidade em um poste na Avenida Getulio Vargas; ao descer a rua Maurício Caillet, o jovem não conseguiu fazer a curva e quase destruiu um poste de concreto, cortando a iluminação das quadras próximas. O air-bag do passageiro funcionou, mas não o do motorista. De qualquer forma, ele usava cinto de segurança e não se feriu.
Minutos depois chegou o pai do jovem em outra caminhonete importada, super nova, e devia ser autoridade porque entrou com o carro na calçada e não se intimidou com os policias militares que chegaram para atender a ocorrência.
Ao ver o estrago no carro, o pai partiu para cima do filho, agredindo-o com socos e pontapés. Gritava: “Cadê sua namoradinha para te ajudar agora, e assumir o prejuízo? Agora a namoradinha se foi, otário!”. E tome tapas e socos no rosto do jovem, que não reagia e apenas chorava.
O policial afastou o pai do filho algumas vezes, mas depois desistiu. Ao entrar no carro semi-destruído, o pai gritava: “Que pena que você não morreu!”.
Alguns minutos depois chegou um caminhão dos bombeiros e uma ambulância do Siate. Enquanto os paramédicos examinavam o jovem, o pai gritava: “Esperem mais um pouco que vocês vão salvar a vida desse animal. Depois que eu pegar ele vocês podem salvar a vida dele!” E a todo o momento o pai empurrava o jovem para sua caminhonete, mas o jovem se recusava a entrar porque sabia que seria violentamente espancado dentro do veículo com vidros fumê nas janelas blindadas.
As pessoas se aglomeravam na calçada para ver o triste espetáculo. Um dos transeuntes, operário, disse: “Se fossem pobres, estariam pai e filho algemados levando porrada no camburão!”.
A Copel levou mais de 6 horas para restabelecer a luz. Imaginem o prejuízo de diversas empresas, escritórios, consultórios, que ficaram sem energia elétrica durante toda a tarde de uma segunda-feira.
Pobre pai. Pobre filho. A riqueza de seus bens materiais não escondia a pobreza de seus bens espirituais. E pensando bem, não é de se admirar de ver tantos jovens viciados em drogas na alta sociedade.
“Ninguém pode servir a dois patrões, porque odiará a um e amará ao outro, ou se afeiçoará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Mateus 6,19 - 7,11

José Gil, presidente do Conselho de Segurança do bairro Água Verde