quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Livro sobre vida e obra de Zilda Arns

A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns (25/08/1934 -12/01/2010) foi moradora e professora do bairro Água Verde. Em nossa região ela deixou diversos parentes, entre os quais o atual vice-governador, Flávio Arns.
Ela teve uma trajetória de vida inspiradora e sempre voltada a fazer o bem. Seus atos continuam servindo de exemplo a ser seguido e sua lembrança será mantida sempre no coração daqueles que a conheceram.
Muitos, não cansam de homenageá-la. Entre eles, sua irmã Otília Arns, que acaba de lançar o livro Zilda Arns, a trajetória da médica missionária. A obra está com sua primeira edição praticamente esgotada e, em breve, deve ter lançada uma segunda edição.
“Despedi-me de Zilda antes de ela ir para o Haiti (onde a médica faleceu, vítima de um terremoto que atingiu a cidade de porto Príncipe) e, logo que tive a notícia de seu falecimento, imaginei que as pessoas conheciam muito sobre a Pastoral da Criança (entidade fundada por Zilda, em 1983), mas pouco sobre a vida de minha irmã. Foi então que tive a ideia de escrever o livro”, diz Otília.
Através da obra, é possível saber sobre os antepassados paternos e maternos de Zilda, seu nascimento e infância na cidade de Forquilhinha (SC), seu preparo para seguir a Medicina, seus filhos e a criação e desenvolvimento da Pastoral da Criança.
“Zilda foi muito cedo estimulada a ajudar as pessoas. Desde bastante pequena, ela ajudava a mãe a cuidar de crianças carentes e a fazer curativos. A mãe foi a grande incentivadora para que Zilda se tornasse médica”, afirma. 
No livro, com a ajuda do vice-governador Flávio Arns, Otília não exclui informações sobre a última palestra de Zilda no Haiti, sobre a busca pelo corpo da médica, o velório (no Palácio das Araucárias, onde centenas de pessoas formaram fila para dar o último adeus à médica) e as missas de corpo presente realizadas em Curitiba.
“Tia Zilda morreu em missão, no trabalho a favor do ser humano, para promover “vida e vida em plenitude’, no Brasil e no mundo”, comenta Flávio, em seu depoimento expresso no livro.

Serviço 
Zilda Arns, a trajetória da médica missionária foi editado pela Livraria do Chain e é comercializado ao preço acessível de R$ 29. Das unidades já vendidas, parte do valor arrecadado foi destinado à casa de treinamento da Pastoral da Criança localizada em Forquilhinha.
A Editora Livraria do Chain é hoje uma das principais incentivadoras dos novos autores, notadamente paranaenses.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Deputados brasileiros na Tunísia estão impedidos de chegar à Líbia




Determinada a verificar a situação na Líbia, uma comissão da Câmara, formada pelos deputados Brizola Neto (PDT-RJ)) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), não conseguiu entrar no país. Por meio dos seusblogs na internet, os dois parlamentares contaram que estão em Túnis, capital da Tunísia, à espera de garantias de segurança para chegar a Trípoli, capital líbia.
“Estamos retidos em Túnis. O governo líbio diz que, neste momento, não tem como oferecer garantias para o nossa deslocamento, sobretudo contra ações aéreas e disparos de longo alcance”, disse Brizola Neto em seublog.
Com texto mais longo e crítico, Protógenes reclama dos bombardeios comandados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo o deputado, os bombardeios da Otan impedem a entrada da comissão da Câmara e de ajuda humanitária na Líbia. Ele lembra que Túnis está a 750 quilômetros de Trípli.
Brizola Neto e Protógenes viajaram a convite da organização não governamental líbia Fact Finding Commision on the Current Events in Lybia, que tem como objetivo investigar e fiscalizar as irregularidades cometidas nos territórios em conflito naquele país.
“Assim que tivermos condições, vamos em frente”, avisou Brizola Neto, encerrando o texto na internet. “Entendemos que a única forma de acabar com a crise enfrentada pela Líbia é a realização de um plebiscito, sob a supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU), para que o povo decida o regime de sua preferência”, sugeriu Protógenes, no blog.
Desde março, a crise está instaurada na Líbia. Manifestantes protestam pedindo a renúncia do presidente líbio, Muammar Khadafi, há 42 anos no poder. O líder, porém, resiste. A situação se agravou com a decisão da Otan de instaurar uma área de exclusão aérea na região. Embates entre as forças de segurança do governo Khadafi, integrantes da oposição e da Otan são diários. Os bombardeios se tornaram comuns.
A paranaense Alzimara Bacelar, da Federação das Mulheres, também participa da comitiva de brasileiros a caminho da Líbia.