segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Fim de uma Era: a queda de Derosso



Curitiba tinha deixado claro, quando as denúncias começaram contra o mau uso do dinheiro público na Câmara Municipal de Curitiba: não havia condições para João Claudio Derosso continuar como Presidente e mesmo como vereador de Curitiba.
Não foi fácil para quem esperava continuar uma dinastia ou mesmo vôos mais altos na política curitibana: queria ser o manda-chuva da capital.
Tentou de tudo para manter-se no cargo e até evitar sua condenação política, mas não foi feliz - o Tribunal Regional Eleitoral por unanimidade não deu chances a Derosso.
Primeiro foi a saída da Presidência da Câmara Municipal para sair dos foco das denúncias feitas pelo Ministério Público do Paraná e da imprensa. Depois uma saída do PSDB para tentar não ser punido pelo partido que o abrigou durante anos.
Não é possível pois a lei partidária é clara: quem sai do partido é punido com a perda do mandato. E a suplente dele, Maria Goretti David Lopes, enfermeira do setor público de saúde, não o teme e entra com ação de perda de mandato por infidelidade partidária no TRE do Paraná.


Maria Goretti consegue vitórias contra “Era Derosso”

A enfermeira Maria Goretti consegue uma liminar do juiz Luciano Carrasco, através de seu advogado Leandro Souza Rosa, pela chamada tutela antecipada e que determina em 28 de junho a sua posse em até 10 dias, o que ocorreu no dia 7 de julho, num sábado.
Não pensem que João Claudio Derosso não esperneou: foram muitas entrevistas atacando a todos e principalmente vários mandados de segurança e liminares pedidas no TRE e Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Foram 7 vitórias de Maria Goretti nos tribunais eleitorais, tornando-se a sétima mulher como vereadora.
Até que no dia 28 de agosto de 2012 (sessenta dias após a liminar): todos os juízes do TRE dão a vitória para a enfermeira que não teve medo em processar o então todo-poderoso manda chuva da Câmara Municipal de Curitiba.

Começa a renovação da Câmara Municipal de Curitiba

Maria Goretti, assumiu com o compromisso de iniciar a renovação na Câmara Municipal, desempenhar um mandato ético,competente e de respeito ao cidadão, apresentou, em pouco mais de dois meses, seis projetos de interesse dos curitibanos, além de se empenhar, pessoalmente, pelo decreto e regulamentação da isenção de ICMS na aquisição de veículos novos para mulheres e homens que passam pela retirada da mama (mastectomia).
Um dos projetos apresentados pela nova vereadora propõe a alteração na Lei 13.620/2010 (que instituiu o potencial construtivo relativo ao Estádio Joaquim Américo). Maria Goretti quer a inclusão de dois artigos que obriguem os beneficiários do potencial construtivo a investirem parte do valor ou quotas em cultura, saúde, esporte e inovação científica. Outro já foi aprovado por unanimidade na Câmara, foi a moção para que Curitiba faça parte das cidades que receberão jogos de futebol nas eliminatórias das Olímpiadas de 2016, já que estava fora do anúncio da Autoridade Pública Olímpica.


Metrô

As obras do metrô também preocupam a vereadora, que apresentou proposta para criação de Comitês de Vizinhança. Esses comitês, formados por moradores e empresários do entorno da obra, principalmente das treze estações de embarque, fariam a fiscalização sobre o andamento da construção, barulho, tráfego e outros assuntos pertinentes. “A formação de comitês está previsto em outra lei que trata de grandes eventos e me parece que nenhum será maior do que a obra do metrô”, afirma.
A vereadora pediu informações da Prefeitura sobre o projeto de reutilização das pistas exclusivas do transporte coletivo, as canaletas, após a implantação do metrô. “O projeto do metrô prevê apenas o fim das canaletas, que seriam transformadas em áreas exclusivas de pedestres e lazer, o que impedirá o uso por exemplo de veículos de urgência e emergência, bombeiros ou carros de polícia em toda a extensão da extensão da Linha Azul”, analisa Maria Goretti.

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