quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Abuso de drogas caiu pela metade em país que adotou descriminalização



Dez anos após descriminalização, abuso de drogas caiu pela metade em Portugal. Nada disso é possível quando se está numa guerra
Os guerreiros da guerra às drogas muitas vezes afirmam que a legalização ou descriminalização das drogas nos Estados Unidos aumentaria o consumo vertiginosamente. Felizmente, temos um exemplo real dos verdadeiros efeitos de acabar com a violência, a caríssima Guerra às drogas e substitui-la por um sistema de tratamento para usuários.
Dez anos atrás, Portugal descriminalizou todas as drogas. Uma década após esta experiência sem precedentes, o abuso de drogas caiu pela metade:
Especialistas da área da saúde em Portugal disseram nesta sexta-feira que a decisão de Portugal há 10 anos para descriminalizar o uso de drogas e tratar os viciados em vez de puni-los é uma experiência que deu certo.
“Não há dúvida de que o fenômeno da dependência está em declínio em Portugal”, disse João Goulão, Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, numa conferência de imprensa para marcar o 10º aniversário da nova lei de drogas.
O número de viciados considerados “problemáticos” – aqueles que repetidamente usam drogas “pesadas” e usuários de intravenosas – tinham caído pela metade desde o início dos anos 90, quando o valor era estimado em cerca de 100.000 pessoas, disse Goulão.
Outros fatores também tiveram parte nesse avanço, Goulão, médico acrescentou.
“Este desenvolvimento não pode ser apenas atribuído a descriminalização, mas a uma confluência tratamento e políticas de redução de danos.”
Muitos desses procedimentos de tratamento inovador não teriam emergido se viciados continuassem a ser presos e criminalizados em vez de tratados por médicos especialistas e psicólogos. Atualmente 40 mil pessoas em Portugal estão sendo tratadas por abuso de drogas. Esta é uma maneira muito mais barata e muito mais humana para enfrentar esse problema. Ao invés de trancar 100.000 criminosos, os Portugueses estão trabalhando para curar 40.000 pacientes e afinar uma abordagem totalmente nova de conhecimento de tratamento ao mesmo tempo.
Nada disso é possível quando se está numa guerra.

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