quinta-feira, 26 de abril de 2012

Associação dos Jornais de Bairros faz homenagem à administração Luciano Ducci


A administração municipal foi homenageada pela Associação dos Jornais de Bairros de Curitiba, nesta quarta-feira (25) à noite. Em nome da equipe dos gestores municipais, o prefeito Luciano Ducci recebeu um diploma de “reconhecimento pelos serviços comunitários”, entregue pelo presidente da Associação, Elencar Antonio Marcelino. Foi durante confraternização dos associados, no bairro Água Verde.

Ducci disse que esses jornais cumprem um importante papel ao acompanhar os fatos da vida da cidade, como a realização de projetos e obras municipais, e levar essas informações aos cidadãos dos bairros de Curitiba. “Nossa cidade vive um momento muito especial em seu desenvolvimento. Curitiba vem recebendo diversas obras, em seus 75 bairros, e isso a torna mais dinâmica e mais moderna”, afirmou o prefeito.

Além das chamadas obras estruturantes, como trincheiras, viadutos ou Eixo de Integração, Metrô Curitibano em fase de implantação, a Prefeitura também investe fortemente na área social e em obras que resultam em melhor qualidade de vida para os moradores dos bairros. “Como vocês estão bem próximos de suas comunidades, são também seus representantes e podem testemunhar que no seu bairro agora tem outra creche, que foi construído uma nova Unidade de Saúde na região, que o asfalto novo beneficia mais famílias”, disse o prefeito aos integrantes da Associação.

O presidente da Associação dos Jornais de Bairros, Elencar Antonio Marcelino, disse que os moradores têm esses jornais como fonte de informação e instrumento para aproximá-los das mais diferentes áreas da administração municipal, no atendimento de demandas do dia a dia.

Atletiba continua gerando violência



Diversas ocorrências mantiveram a tradição de violência na cidade durante realização de jogos do Atletiba, mesmo com torcida única nos estádios. Destas ocorrências, duas são mais graves. A primeira delas ocorreu por volta das 17h30 na Rua Brasílio Itiberê esquina com o Brigadeiro Franco, no posto Chaparral. A PM foi chamada porque vários torcedores com camisetas do Atlético teriam invadido e saqueado a loja de conveniência do local. Ao chegar lá, as equipes policiais orientaram as vítimas, mas ninguém foi preso porque os rapazes já haviam se misturado à multidão. “As imagens das câmeras de segurança da loja devem ser enviadas à Policia Civil que vai investigar o caso e identificar os suspeitos.


Mais tarde, as 18h43, a PM foi chamada para atender uma ocorrência na Avenida Visconde de Guarapuava, no Centro da cidade. A denúncia informou que cerca de 30 pessoas com camisetas do Atlético atiravam pedra nos carros, intimidavam pessoas na rua e seguiram sentido Praça Rui Barbosa. O grupo não foi localizado pela PM. De acordo com a URBS sete ônibus foram apedrejados.


Além destas duas ocorrências, a PM também foi acionada para dar atendimento a sete situações de tumulto, desordem e arrastão e apedrejamento, todas encerradas antes da chegada das equipes. “Estivemos presentes em todas as regiões o que facilitou o trabalho de presença policial em qualquer situação solicitada, ou até mesmo de patrulhamento”, destaca o Coronel Cesar.


Às 09h59 da manhã deste domingo a PM foi chamada ao centro de Curitiba para dar atendimento à ocorrência no Tubo Central. Denúncia anônima dizia que torcedores do Atlético ficariam sem uniforme nos terminais para confrontar com torcedores do Coritiba. Nada foi constatado. Mais tarde, às 10h25, uma informação levou a PM até o Terminal de Campina do Siqueira, onde cerca de 30 torcedores estariam promovendo desordens. A Guarda Municipal atendeu a ocorrência.


Três minutos depois, às 10h28, a PM foi acionada para ir até o Terminal Campo Comprido, onde várias pessoas estariam promovendo arrastão no interior do Terminal. Guarda Municipal atendeu. Depois, às 12h35, a PM foi até o Terminal Santa Cândida, no qual várias pessoas supostamente promoviam desordem. A equipe da PM não constatou o fato. Às 13h48, a PM seguiu até o Terminal Alto Maracanã, onde também haveria desordem. ns e arrastão no interior do terminal. O tumulto generalizado foi dispersado.


Outra informação de que cerca de 30 torcedores do Atlético apedrejaram ônibus próximo ao Teatro Paiol, na Rua João Negrão, também levou a Polícia Militar ao local. No Centro cívico, também houve um atendimento feito pela PM que recebeu a informação de que aproximadamente 20 torcedores invadiram um ônibus Inter II e provocaram tumulto.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Família Marinho (Globo) constrói mansão em reserva ambiental


Mansão da família Marinho, dona da Globo, construída em reserva ambiental proibida, sem autorização. Juiz mandou demolir. Os Marinhos apelaram da decisão.
Essa notícia não sairá no Jornal Nacional:
A família Marinho, dona da TV Globo, assim como outros milionários brasileiros, foram alvos de reportagem da Bloomberg, dizendo que "Ricos brasileiros não tem vergonha de construírem suas casas em áreas de preservação ambiental".
Um trecho diz que os Marinho violaram leis ambientais para construir, sem permissão, uma mansão de 1300 metros quadrados em Paraty (RJ), além de anexarem uma área pública na praia e desmatarem floresta protegida para construir um heliporto (local para pouso de helicópteros).
Graziela Moraes Barros, inspetora do ICMBio (Instituto Chico Mendes), que participou de uma autuação na propriedade movida pelo Ministério Público, foi ouvida na reportagem. Ela disse:
"Essa casa é um exemplo de um dos mais sérios crimes ambientais que nós vimos na região...
... muitas pessoas dizem que os Marinhos mandam no Brasil. A casa de praia mostra que a família certamente pensa que está acima da lei...... Dois seguranças armados com pistolas patrulham a área, espantando qualquer um que tenta usar a praia pública", diz ela.
Um juiz federal, em novembro de 2010, ordenou a família para demolir a casa e todos os outros edifícios na área. Os Marinhos apelaram a recurso na justiça ainda não julgado. (Com informações da Bloomberg, em inglês.

domingo, 22 de abril de 2012

Lerner e Cachoeira


Jantando com o diabo
Diz El Supremo que, se você tirar o diabo pra dançar, vai ter que seguir o ritmo dele, referindo-se aos bingos. Em janeiro de 2003, pouco depois da posse, o governador recebeu a visita do senador Maguito Vilela, seu colega de bancada e ex-governador de Goiás.
A tiracolo de Maguito, ninguém menos que Carlos Cachoeira, sócio da empresa Larami, que administra jogos on-line, e bicheiro do caso Waldomiro Diniz, a mais nova estrela do PT. Para entender: o tal Cachoeira é goiano, tem o seu QG naquele Estado. E a Larami assinou contrato com a Lotopar no apagar das luzes do governo Lerner.
Não se deve chamar o diabo pra dançar. Nem dar pão pra ele.

http://www.parana-online.com.br/colunistas/14/14969/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Candidato a prefeito de Foz será Gilmar Piolla


A disputa interna do Partido dos Trabalhadores (PT) em Foz do Iguaçu, para os pré-candidatos à prefeitura, foi esclarecida na manhã desta quarta-feira durante o programa Contraponto, pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek e seu assessor Joel de Lima. Os petistas falaram sobre as prévias do partido local e orientação já definida.
Jorge Samek, que até o momento era o nome mais cotado para disputar as eleições municipais, encabeçando a chapa formada pelo PT, deixou claro que neste momento não será candidato à prefeitura de Foz do Iguaçu, observando que uma pessoa não poderia ser a definição para uma eleição, mas sim um grupo. "É claro que minha visibilidade como diretor de Itaipu e ter nascido em Foz, me colocaram em uma situação favorável, mas existem outras pessoas preparadas também", disse.
Sem Samek, a disputa interna do partido começou a apontar Joel de Lima e o superintendente de Comunicação de Itaipu, Gilmar Piolla, como pré-candidatos, onde um entendimento entre os dois resultou em Piolla como então o escolhido para o pleito. Samek enfatizou ainda, que a empresa (Itaipu) não poderá interferir na política da cidade. "Temos um bom relacionamento com os 59 municípios e não podemos misturar isso.".
"Fechamos um entendimento de que seria interessante que alguém vinculado a Itaipu, com as experiências, expertise e relações que a Itaipu mantém com o governo federal, pudesse ser apresentado pelo PT de Foz do Iguaçu, para discutir com outros partidos um nome para chegarmos a um consenso. Esse candidato é o Piolla, é o nome que PT apresentará para discussão junto as outros partidos", disse Joel de Lima.
Joel ressalta que o PT tem um candidato próprio e que acredita nessa candidatura, buscando apoio e composições necessárias com os partidos da base. "É um nome que tem demonstrado trabalho e competência naquilo que se propôs a fazer, colocando Foz do Iguaçu em evidência no cenário internacional", completou.
Para a cidade de Foz o nome de Gilmar Piolla representa uma oportunidade concreta de acabar de vez com os políticos profissionais que se revezam na política local, fazendo da administração pública um instrumento de defesa de interesses pessoais ou de grupos minoritários, em detrimento da maioria da população. Apesar de Foz contar com orçamento milionário, a população não é beneficiada, e a cidade não tem uma estrutura à altura do seu potencial turístico.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Maia reduz a Veja a pó. E a mídia inteira silencia


Há, até agora, um silêncio completo dos sites dos grandes jornais sobre a nota emitida ontem, às 19 horas, pelo presidente da Câmara dos Deputados – a terceira posição na hierarquia de poder deste país – sobre o comportamento da revista Veja, que lhe imputa atitudes conspiratórias (?) ao defender a instalação de uma CPI sobre o caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
A nota não podia ser mais clara e lúcida, a partir de seu título: “Por que a Veja é contra a CPMI do Cachoeira?”.
Nela, Maia diz o óvio, que toda a grande imprensa nega-se a admitir: que a CPI sairá por agordo quase unânime de todas as forças políticas.
- a decisão de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal, resultou do entendimento quase unânime por parte do conjunto de partidos políticos com representação no Congresso Nacional sobre a necessidade de investigar as denúncias que se tornaram públicas, envolvendo as relações entre o contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira com integrantes dos setores público e privado, entre eles a imprensa;
Qual é o problema, é chamar Cachoeira de contraventou e não de “empresário do ramo de jogos”, como faz a Veja? Ou é dizer que suas ligações com a imprensa devam ser também investigadas? A imprensa (ou a Veja,claro) está acima da lei?
O presidente da Câmara dá um basta a essa indignidade de dizer que apurar notórias irregularidade seria “cortina de fumaça”:
- não é verdadeira, portanto, a tese que a referida matéria tenta construir (de forma arrogante e totalitária) de que esta CPMI seja um ato que vise tão somente confundir a opinião pública no momento em que o judiciário prepara-se para julgar as responsabilidades de diversos políticos citados no processo conhecido como “Mensalão”;
E não tergiversa, como é comum acontecer no mundo da política, nem entra na conversa fiada de que conhecer a verdade é ameaçar a imprensa. Ora, isso só seria ameaça se a imprensa mente, não é verdade?
- também não é verdadeira a tese, que a revista Veja tenta construir (também de forma totalitária), de que esta CPMI tem como um dos objetivos realizar uma caça a jornalistas que tenham realizado denúncias contra este ou aquele partido ou pessoa. Mas posso assegurar que haverá, sim, investigações sobre as graves denúncias de que o contraventor Carlinhos Cachoeira abastecia jornalistas e veículos de imprensa com informações obtidas a partir de um esquema clandestino de arapongagem;
Maia manda o recado: ínvestigar isso é próprio de países civilizados e das democracias. E vai onde dói:
- vale lembrar que, há pouco tempo, um importante jornal inglês foi obrigado a fechar as portas por denúncias menos graves do que estas. Isto sem falar na defesa que a matéria da Veja faz da cartilha fascista de que os fins justificam os meios ao defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos;
O presidente da Câmara porta-se com uma altivez cada vez mais rara de encontrar-se nos homens públicos e brinda o país com um raríssimo momento em que se vê um deles indignar-se e reagir contra o abuso sistemático de uma publicação que se arvora em dona do país:
- afinal, por que a revista Veja é tão crítica em relação à instalação desta CPMI? Por que a Veja ataca esta CPMI? Por que a Veja, há duas semanas, não publicou uma linha sequer sobre as denúncias que envolviam até então somente o senador Demóstenes Torres, quando todos (destaco “todos”) os demais veículos da imprensa buscavam desvendar as denúncias? Por que não investigar possíveis desvios de conduta da imprensa? Vai mal a Veja!;
- o que mais surpreende é o fato de que, em nenhum momento nas minhas declarações durante a última semana, falei especificamente sobre a revista, apontei envolvidos, ou mesmo emiti juízo de valor sobre o que é certo ou errado no comportamento da imprensa ou de qualquer envolvido no esquema. Ao contrário, apenas afirmei a necessidade de investigar tudo o que diz respeito às relações criminosas apontadas pelas Operações Monte Carlo e Vegas;
- não é a primeira vez que a revista Veja realiza matérias, aparentemente jornalísticas, mas com cunho opinativo, exagerando nos adjetivos a mim, sem sequer, como manda qualquer manual de jornalismo, ouvir as partes, o que não aconteceu em relação à minha pessoa (confesso que não entendo o porquê), demonstrando o emprego de métodos pouco jornalísticos, o que não colabora com a consolidação da democracia que tanto depende do uso responsável da liberdade de imprensa.
O deputado Marco Maia vai ser jurado de morte por essa organização, como diz ele, autoritária e totalitária. Mas abre, à custa de seu próprio pescoço, uma gigantesca esperança de que a verdade possa surgir e que este país seja, de verdade, libertado das máquinas de poder político que, derrotadas sucessivamente nas eleições, continuam a impingir, pela via da manipulação, a decisão sobre que é ou não é honesto.
E que não se acanha em fazer, sobre as instituições políticas e judiciais, o lobby do terror, do medo, da intimidação.
É escandaloso que o restante da imprensa mantenha este silêncio. Gostem ou não do que disse Marco Maia isso é notícia e notícia das mais importantes.
Se esse silêncio orquestrado não é golpismo, o que é?

Fonte: Tijolaço

domingo, 15 de abril de 2012

Imprensa cúmplice quer salvar Daniel Dantas e tirar foco de Demóstenes


O deputado Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) enviou ofício ao novo engavetador, isto é, procurador-geral da República, Roberto Gurgel, perguntando se tem procedência as notícias veiculadas pelos órgãos da famiglia Mesquita sobre sua participação no esquema do empresário do ramo de jogos – como diria a Folha – Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira.
Tudo leva a crer que a imprensa cúmplice de políticos corruptos, Veja e os Mesquitas, com essas “notícias”, querem detonar as investigações da Operação Satiagraha, onde o banqueiro Daniel Dantas foi denunciado e preso, e tirar o foco de cima do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que foi sua fonte (ou Cachoeira?!) durante muitos anos.
Para quem não sabe, Protógenes é o autor do pedido de CPI na Câmara dos Deputados para o caso Cachoeira, além de também ser o autor do pedido da CPI da Privataria Tucana (que a “grande imprensa” não dá nenhum piu!), em que o governo FHC, José Serra e família têm muito a se explicar. Aliás, nas eleições presidenciais de 2010, o Grupo Estado, por meio do editorial “O mal a evitar” (no caso a presidenta Dilma), declarou seu apoio a Serra.
As ligações telefônicas do delegado Protógenes ao ex-agente do SNI, Dadá, que passou a trabalhar para o crime organizado (Senador Demóstenes e Cachoeira), foram feitas durante investigações para o Operação Satiagraha. Tentar levantar suspeitas sobre um delegado que foi violentamente perseguido porque atuou com honestidade e patriotismo ao investigar e prender um banqueiro, é algo sujo, que faz parte da história dessa mídia mercenária a serviço dos poderosos e criminosos.

Agentes secretos dos EUA fazem turismo sexual na Colômbia



Esse tipo de escândalo não é de hoje. Em todos os países onde os Estados Unidos da América instalam ou mantém bases militares, as denúncias são constantes, e esbarram no silêncio da imprensa corrupta. Mas este caso mereceu destaque na imprensa porque envolveu os agentes secretos que fazem a segurança direta do presidente Barack Hussein Obama.
Na semana passada, durante a realização da Reunião de Cúpula das Américas, 11 agentes secretos norte-americanos fizeram turismo sexual em Cartagena, organizando orgias com prostitutas.
"Os integrantes envolvidos foram levados para a sede do Serviço Secreto, em Washington, para serem interrogados hoje", informou o subdiretor da força, Paul Morrissey. "Esses 11 funcionários foram suspensos."
Tentando minimizar o caso, Morrisey declarou que "A natureza das acusações, somada a uma política de tolerância zero frente a casos de má conduta, resultou na decisão do Serviço Secreto de retirar essas pessoas de sua missão e substituí-las por outros membros do Serviço Secreto".
"Estes atos não afetam a capacidade do Serviço Secreto de colocar em prática um plano de segurança completo para a visita do presidente a Cartagena", acrescentou o subdiretor.
Um jornalista de Cartagena publicou em sua coluna a seguinte explicação: “Se o presidente Obama pode f(*) com a América Latina, porque seus seguranças não podem f(*) as prostitutas colombianas?”.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Gleisi critica valores abusivos do pedágio no Paraná


A chefe da Casa civil, Gleisi Hoffmann, comentou o relatório do Tribunal de Contas da União – TCU – durante uma entrevista a rádio Banda B, que demonstram que os valores dos pedágios no Paraná estão muito caros: “O Tribunal de Contas da União concluiu que a taxa de retorno das empresas de pedágio no Paraná está muito alta, acima da realidade da economia. Com esse argumento temos justificativa para reavaliar os contratos. Agora, ou os preços dos pedágios vão abaixar ou os investimentos terão de aumentar”. O levantamento do TCU foi pedido por Gleisi em 2011, então senadora. “Este estudo técnico dá condições para um debate e, se for o caso, até uma discussão na Justiça Federal sobre os valores cobrados nas rodovias do Paraná”.
O relatório do TCU revela que a supressão de obras previstas não foi proporcional às perdas de arrecadação alegadas pelas seis concessionárias que administram as estradas, e determina um prazo de 360 dias para que o Governo do Paraná promova o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, e mais: que inclua uma revisão periódica nos termos das concessões.
Gleisi afirmou também que “as concessionárias não podem mais dizer que não é possível fazer alterações contratuais, que é um dos argumentos que vem sendo utilizados por elas. O relatório diz que pelo princípio da razoabilidade, as revisões nos contratos de concessão devem evitar o ônus insuportável a qualquer uma das partes, mesmo que o contrato, por uma má redação, permita isso”.
A ministra também considera os preços dos pedágios absurdos: “É um absurdo o cidadão ter que pagar R$ 13,90 para ir daqui ao litoral, mas tem situações ainda piores como o trecho da BR 277, entre Medianeira e Cascavel, que não foi duplicado lá atrás com o argumento de que o preço do pedágio teve que baixar, mas depois o valor subiu e a duplicação também não foi feita”.
Os valores abusivos cobrados pelas concessionárias do Paraná são parte da “herança maldita” do governo Jaime Lerner, que penalizam até os dias de hoje os setores produtivos do nosso Estado para beneficiar seis concessionárias.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Revista Controle Social lança a segunda edição


Como a sociedade pode fiscalizar os maus políticos.
Leia em
http://issuu.com/revistacontrolesocial/docs/net_revista_controle_social_ed_02

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gilmar Piolla deve ser o candidato do PT a prefeito de Foz do Iguaçu


O primeiro petista de Foz do Iguaçu a assinar a ficha de candidatos dispostos a disputar a eleição para prefeito de Foz do Iguaçu é o jornalista Gilmar Piolla, superintendente de comunicação da Itaipu Binacional.
Segundo o presidente do PT em Foz, ex-deputado federal Pedro Tonelli, o partido fará uma reunião nesta segunda-feira para avaliar a possibilidade e viabilidade do postulante ao cargo, dentro do prazo para que pré-candidatos deixem os cargos públicos conforme exigência do Tribunal Superior Eleitoral. A data final para que pré-candidatos a prefeito coloquem seu nome a disposição termina à zero hora do dia nove de abril de 2012.
Havia uma grande expectativa quanto à candidatura de Jorge Samek à prefeito, que contaria com o apoio de sete legendas, mas até o momento a única pré candidatura registrada é a de Gilmar Piolla.
O superintendente de comunicação da Itaipu, Gilmar Piolla, é um jornalista jovem dos mais atuantes. Destacou-se em diversas atividades, programas e projetos em defesa do meio ambiente e da valorização do turismo na região da tríplice fronteira. Foi o comandante da campanha vitoriosa pelo reconhecimento das Cataratas do Iguaçu como uma das Sete Maravilhas do mundo. Perante o eleitorado de Foz, Piolla é visto como a grande novidade desta eleição, um candidato sem ligações com as velhas raposas políticas que nos últimos anos só tem prejudicado o progresso e o desenvolvimento da cidade.

sábado, 7 de abril de 2012

Wikileaks revela sabotagem contra Brasil


Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira.

Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.

O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial
O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa
O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA.
Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!
O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks recentemente e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Giráo publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998, Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas , os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil , chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o ex-Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral
A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad , presidente do Irà, apresentou à Assembléia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente
O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso : “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.

Fonte: Pragmatismo Político

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Petistas pró-Fruet repudiam ataques de militantes contrários nas redes sociais


Nota de Repúdio
Nossa bandeira é a da unificação partidária em torno de uma aliança vitoriosa

Companheiros e companheiras petistas,
Vimos a público manifestar nossa indignação e nosso repúdio à forma destrutiva com que militantes de pensamento contrário ao nosso têm se posicionado na imprensa e por meio das redes sociais da internet para defender sua visão de organização partidária. Lamentamos o ponto em que chegou o debate interno de forças que divergem da avaliação que temos sobre a construção de uma aliança forte e competitiva em torno da candidatura do pedetista Gustavo Fruet, que nos remete à possibilidade concreta de vir a governar Curitiba e abrir espaço em nossa cidade para a promoção plena das políticas sociais do nosso governo federal, que tanto farão a diferença na qualidade de vida do povo curitibano, especialmente das camadas mais vulneráveis de nossa população.
A democracia interna que fortalece e dignifica a história de 32 anos do PT permite a divergência de opiniões, o debate construtivo e o pluralismo na concepção das estratégias e planos de ação, mas é inaceitável que se confunda essa diversidade de ideias com a autofagia ou com a manifestação de ilações e de denúncias irresponsáveis, pois isso só serve à desconstrução do próprio PT – partido dos trabalhadores e das trabalhadoras -, à agressão e desqualificação de pessoas que se dedicam há décadas ao projeto coletivo e, em última análise, só favorece às forças de direita que querem ver nossa legenda enfraquecida e sem capacidade de liderar uma grande oposição ao grupo que se instalou há praticamente 30 anos no poder em Curitiba.
Sem sombra de dúvidas, a violência com que integrantes da chapa que defende a candidatura própria à prefeitura se manifestam só beneficia àqueles que querem atacar o PT e não contribui para fortalecer um projeto maior que é o que nos levou, com passos seguros e com muito discernimento, a virar a página da história depois de mais de 500 anos de exploração e a governar este país. Também queremos e sonhamos muito com a candidatura própria à prefeitura de Curitiba, mas sabemos que, hoje, isso não é possível e que o mais viável é somarmos forças com os partidos aliados e comprometidos com as políticas e ações programáticas do governo federal. Desde o governo Lula, até o presente governo da companheira Dilma.
Temos de estar atentos à conjuntura para, com muita seriedade, maturidade política e pé no chão, darmos passos seguros em direção a uma nova Curitiba, inclusiva, participativa, democrática e socialmente justa. Nosso compromisso maior é com a população desta cidade que tanto tem esperanças de um futuro promissor. É por isso que lamentamos os acontecimentos recentes e empunhamos a bandeira da unificação partidária em torno de uma aliança sólida e vitoriosa para governar a cidade de Curitiba.

Saudações petistas.

Curitiba-PR, 4 de abril de 2012

Assinam:

Jairo Graminho de Oliveira – Fundador do PT (Portão)
Eliton Henrique Torno (Boa Vista)
Ezequiel Westphal (Portão)
Ézio Alves Faganello (Boa Vista)
José Bento Strassacapa (Santa Felicidade)
Juliana Escher (Matriz)
Luciano Márcio de Andrade – UFPR (Cajuru)
Marlene Lucinda de Castro (Portão)
Mário Luiz de Mello (Portão)
Paulo Henrique Vida Vieira (Matriz)
Regina Zanchi (Matriz)
Silvana Glaser Boabaid (Matriz)


Foto: Joel Rocha

terça-feira, 3 de abril de 2012

Senador Demóstenes: a ponta do iceberg?


O caso Demóstenes Torres, senador por Goiás, até ontem tido como porta-voz da Rede Globo e dos grandes jornais e revistas de circulação nacional par atacar o governo Dilma, pode revelar apenas uma pequena ponta do grande iceberg da política nacional.
Grande parte – ou maioria – dos políticos brasileiros sobrevive na selva dos mandatos comprando votos, corrompendo e sendo corrompidos - todo mundo sabe disso. No grande leilão de votos, onde a compra da imprensa, de lideranças sindicais, comunitárias e religiosas definem o resultado do pleito eleitoral, com algumas exceções, o senador Demóstenes Torres (DEM) não é minoria; ao contrário. Políticos financiados e ligados a máfias que atuam na saúde, educação, habitação, transporte público etc, são comuns, e talvez maioria. Ora, se temos políticos – como Demóstenes Torres – defendendo interesses criminosos de quadrilheiros de caça-níqueis, porque não teríamos defensores do PCC e do Primeiro Comando da Capital, de Fernandinho Beira Mar e outros menos famosos? Se no México e na Colômbia a maioria dos políticos é financiada pelo narcotráfico, porque não haveria alguns políticos brasileiros na mesma situação?
O Democratas (DEM) tenta defenestrar o outrora líder Demóstenes Torres de suas fileiras ao anunciar que abrirá um processo de expulsão depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, na semana passada, abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar o envolvimento de parlamentares num esquema de exploração de jogos ilegais.
Demóstenes é um dos parlamentares que mantinha relações próximas com Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira (atualmente preso), acusado pela Polícia Federal de ser o chefe da quadrilha, investigada na Operação Monte Carlo.
O senador tinha prometido se reunir com a cúpula do partido nesta segunda-feira para apresentar sua defesa, mas não compareceu ao encontro e apenas telefonou para o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) dizendo que precisaria de mais tempo para esclarecer as denúncias contra ele.
"Ele não veio, disse que precisava de mais tempo. E agora o partido vai notificá-lo por ofício amanhã (terça) sobre a abertura do processo de expulsão", disse o líder do DEM na Câmara, o suplente de deputado federal ACM Neto (BA).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral - TSE – o DEM é o partido político mais corrupto do Brasil, de acordo com a quantidade de políticos cassados por corrupção desde 2000:
1º) DEM (69);
2º) PMDB (66);
3º) PSDB (58);
4º) PP (26);
5º) PTB (24);
6º) PDT (23);
7º) PR (17);
8º) PPS (14);
9º) PT (10);
10º) PV, PHS, PRONA, PRP (1)

No ranking dos estados, Minas é que concentra o maior número de cassações (71), o equivalente a 11% do total. Em seguida, vem Rio Grande do Norte (60), São Paulo (55) e Bahia (54). O Rio de Janeiro está na 12ª posição, com 18 cassações neste período.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A cúpula do Brics e o boicote da mídia ocidental


A cada ano, quando chega a época da Cúpula Presidencial do Brics - a 4ª edição acaba de terminar em Nova Delhi - torna-se cada vez mais evidente, para o observador atento, o patético esforço da mídia "ocidental" (entre ela boa parte da nossa própria imprensa) de desconstruir a imagem de uma aliança geopólítica que reúne quatro das cinco maiores nações do planeta em território, recursos naturais e população e que está destinada a modificar a o equilíbrio de poder no mundo, no século 21.

Essa estratégia - com a relativa exceção dos meios especializados em economia - vai de simplesmente ignorar o encontro, à tentativa de diminuir sua importância, ou semear dúvidas sobre a unidade dos principais países emergentes, tentando ressaltar suas diferenças, no lugar do reconhecer o que realmente importa: a política comum do Brics de oposição à postura neocolonial de uma Europa e de um EUA cada vez mais instáveis, que se debatem com um franco processo de decadência econômica, diplomática e social. Para isso, a mídia ocidental - incluindo a "nossa" - ignora os despachos das agências oficiais do Brics, principalmente as russas e as chinesas, que ressaltam a importância do Grupo e de suas iniciativas para suas próprias nações - o Brasil inexplicavelmente ainda não possui serviços noticiosos em outros idiomas, coisa que até mesmo Angola utiliza, e muito bem - e se concentra em procurar e entrevistar observadores "ocidentais" ou pró-ocidentais situados em esses países, que se dedicam a repetir a cantilena da "impossibilidade" do estabelecimento de uma aliança geopolítica de fato entre o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, baseados nos seguintes argumentos:- A "distância" entre o Brasil, a África do Sul, e a Rússia, a Índia e a China, como se em um mundo em que a informação é instantânea e um míssil atinge qualquer ponto do globo em menos de quatro horas, isso tivesse a menor importância.

- O fato de a África do Sul, o Brasil e a Índia serem democracias, e a China e a Rússia não serem democracias "plenas " segundo o elástico conceito ocidental, que não considera a Venezuela uma democracia "plena", mas o Kuwait ou a Arábia Saudita - autocracias herdadas e governadas pelo direito de sangue - sim.

- A concorrência da Índia, da China e da índia no espaço asiático, como se esses três países não cooperassem, até mesmo no campo militar, e não mantivessem reuniões, há muitos anos, para resolução de problemas eventuais.

- A rotulagem desses países em "exportadores de commodities" como a Rússia e o Brasil, "provedores de serviços", como a India, e "fábricas do mundo", como a China, como se essa situação, caso fosse verdadeira, não pudesse ser usada a favor de uma aliança intercomplementar, ou como se Rússia, Brasil e índia também não produzissem manufaturados, e entre eles produtos industriais avançados, como aviões, por exemplo.

É óbvio que uma aliança como o Brics, que reúne um terço do território mundial, 25% do PIB, e praticamente a metade da população humana não se consolidará, política e militarmente, de uma hora para a outra. Mas também é igualmente claro, que não se trata de um grupo heterogêneo de nações que não tenham nada a ver uma com a outra.Se assim fosse, o Brasil não estaria fornecendo aviões-radares para a índia, não estaríamos desenvolvendo mísseis ar-ar e terra-ar com a DENEL sul-africana, ou comprando helicópteros russos de combate, ou não teríamos, há anos, um programa de satélites de sensoriamento remoto com a China. O primeiro traço comum entre os grandes "brics" como a Rússia, a China, a índia e o Brasil, e, em menor grau, a África do Sul, é, como demonstra a sua oposição à política ocidental para com a Libia e a Siria, o respeito ao princípio de não intervenção.Porque o Brasil, a Rússia, a índia, a China, não aceitam que se intervenha em terceiros países, em função de questões relacionadas aos "direitos humanos", por exemplo, ou devido à questão nuclear ?Porque, como são países que prezam a sua soberania, não aceitam que, amanhã, o mesmo "ocidente" que hoje ataca a Libia, a Siria, ou o Irã, venha se unir contra um deles, qualquer deles, por causa de outras questões, como poderia acontecer conosco, eventualmente, no caso dos " direitos" indígenas, ou da defesa da Amazônia, o "pulmão do mundo". Quem tem telhado de vidro não joga pedra nos outros. Que atire a primeira quem nunca pisou na bola. Qual é o país, hoje, que pode acordar pela manhã, olhar-se, enquanto sociedade, no espelho, e dizer que não tem nenhum problema de direitos humanos?E mais, quem arvorou à Europa e aos norte-americanos a missão de julgar o mundo? Pode um país como os Estados Unidos, que invadiu e destruiu o Iraque, por causa de outro mito intervencionista, o da existência - comprovadamente falsa - de armas de destruição em massa naquele país, falar em direitos humanos ?Pode uma Nação que inventou e usou, no Vietnam, centenas de toneladas de um veneno químico chamado agente laranja, contaminando para sempre o solo e as águas de milhares de hectares de selva, falar em defesa da natureza e das florestas tropicais?Ou pode um país que jogou duas bombas atômicas sobre dezenas de milhares de velhos, mulheres e crianças desarmadas, queimando-as até os ossos - quando poderia - se quisesse - tê-las testado sobre soldados do exército ou da marinha japonesa, falar, em sã consciência, de controle de armamento atômico e da não proliferação nuclear? A realidade por trás do discurso de defesa dos direitos humanos e da natureza é muito mais complexa do que Hollywood mostra às nossas incautas multidões em filmes como Avatar. Por mais que muitos espíritos de "vira-lata" queiram - mesmo dentro do nosso país - que Deus tivesse dado à Europa e aos Estados Unidos o direito de governar o mundo, para defender seu artificial e efêmero "american way of life", ele não o fez.Pequenos países, como a Espanha ou a Itália, na ilusão de se sentirem maiores, podem - assim o decidiram suas elites - abdicar de sua soberania política e econômica e bombardear a população civil na Líbia, no Iraque, no Afeganistão, em defesa de uma impossibilidade quimérica como a Europa do euro, e do mandato da "Pax Americana". Nações como o Brasil, a Índia, a China e a Rússia, se aferram ao direito à soberania, ao recurso à diplomacia, à primazia da negociação. Não se pode salvar vidas distribuindo armas para um bando descontrolado de açougueiros que espanca e mata prisioneiros indefesos, desarmados e ensanguentados - mesmo que eles se chamem Kadafi - e obriga jovens muçulmanos a desfilarem em fila, de joelhos, repetidas e infinitas vezes, sob a lente da câmera e a ameaça de armas e chicotes, para mastigar e engolir nacos de cadáveres de cães putrefatos. O futuro da humanidade no século 21 e nos próximos, depende cada vez mais da emergência de um mundo multipolar que se oponha à pretensa hegemonia "ocidental". E é isso - queiram ou não os jornais e comentaristas europeus e norte-americanos - que está em jogo a cada nova Cúpula do Brics, como a de Nova Delhi.

domingo, 1 de abril de 2012

Manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar


Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o "31 de Março" e contra a Comissão da Verdade.
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como "Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar". Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontrada, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 - e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. "Assassino!", "assassino!", "torturador!", gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: "Presente!". Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do "corredor", manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar l mesmo, com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: "A senhora quer um copo d'água?". Na mesma hora o copo d'água veio. O segurança do Clube ofereceu: "A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? ". "Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada mesmo". E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos "sonhos impossíveis" ao destemor idealista dos mais jovens?

Hildegard Angel