quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nota sobre as declarações de Gilmar Mendes

Ao povo brasileiro: como todos e todas puderam recentemente testemunhar, o ex-presidente do STF, Sr. Gilmar Mendes, fez declarações à revista Veja, ao site Conjur, aos jornais Globo e Folha de S. Paulo nesta semana, repercutido em diversos meios de comunicação, envolvendo o ex-presidente Lula e também o ex-ministro Nelson Jobim. Tanto foi assim que o próprio Gilmar Mendes teve que retificar tais declarações em seguida, na Rede Globo em 29/05.
Desta vez a tentativa de blindar o crime organizado não deu certo. Felizmente, o trabalho da CPMI do Cachoeira já transcendeu o poder de obstrução dos corruptos, corruptores e do Sr. Gilmar Mendes. Não adianta mais tentar ganhar no grito ou querer dispersar o foco objetivo da CPMI por meio de mentiras.
Convém lembrar que, há pouco menos de quatro anos, em 2008, quando o mesmo Gilmar Mendes, então presidente do STF, concedeu dois habeas-corpus em 48 horas ao banqueiro condenado Daniel Dantas, previa e devidamente preso por desviar bilhões de reais dos cofres públicos. Inaugurou naquela época o “foro privilegiado” para banqueiro bandido.
Naquele momento de crise institucional no Brasil, advindo da operação Satiagraha, a falta de credibilidade na justiça brasileira foi alertada, também, pelo ministro Joaquim Barbosa, ocasião em que abriu o debate na própria corte com o ex-presidente do STF Gilmar Mendes.
Os atos incomuns praticados no STF pelo ex-presidente Gilmar Mendes tinha, então, respaldo de um super poder judicial acima da lei e da Constituição da República. Hoje ele não tem mais. As coisas mudaram no Brasil. E continuarão mudando.
As afirmações mentirosas e criminosas dirigidas por ele contra mim, serão apreciadas em instrumentos próprios e no foro adequado, registrando que não tem indícios e documentos que classifiquem qualquer conduta na minha atividade como policial ou parlamentar vinculados ao esquema Cachoeira.
Talvez, o destempero, nervosismo e arrogância de Gilmar Mendes se explique ao longo da CPMI do Cachoeira na ampliação da coleta de dados, documentos e informações que aprofundem as investigações com o objetivo final de revelar as infiltrações nos Poderes da República, que ameaçam o Estado Democrático de Direito.
Por isso, é bom lembrar que as mudanças abrem novos caminhos para o futuro da mesma forma em que resgatam a memória. Assim, retroativamente, podemos desimpedir a evolução de um país que permanece obstruído por um legado de corrupção ética, moral e material. Ressalto ao final que a instauração da Comissão da Verdade e do Acesso à Informação dá para entender que a busca pela verdade é a ordem do dia no Brasil de hoje e de amanhã.

Deputado Delegado Protógenes

A mídia golpista tenta esconder a tentativa de golpe civil no Brasil

O escândalo Cachoeira é muito mais que um simples bate-boca entre autoridades (algumas suspeitas) e veículos de comunicação muito mais suspeitos: é a ponta do iceberg que revela tentativa de golpe civil no Brasil.
O chamado escândalo do “mensalão”, que abalou o governo do PT é considerado uma tentativa de golpe civil das elites no Brasil, insatisfeitas com a vitória de Lula.
Tudo começou quando um araponga do extinto Doi-Codi, Jairo Martins de Souza, gravou a corrupção nos Correios para que o deputado Roberto Jefferson (PDT-RJ) detonasse o governo do PT. O espião brasileiro foi regiamente pago pelo contraventor Carlos Cachoeira, que também pagou por serviços de espionagem no Hotel Naoum em Brasília para incriminar o ex-ministro José Dirceu. Pelo trabalho sujo, o araponga recebeu de Cachoeira como pagamento duas caminhonetes blindadas (uma para Jairo e outra para a esposa), e mais a extorsão de 1 milhão de reais que Jefferson pagou e não piou. As gravações no Denit também foram financiadas por Cachoeira.
Após as revelações das cenas nos Correios, o governo quase veio à baixo. A grande imprensa publicava em horário nobre longas horas de exaustivas denúncias sobre a corrupção no governo. Dessa forma o grupo de políticos ladrões ligados à quadrilha de Cachoeira festejavam o papel covarde e criminoso da grande imprensa.
A união entre veículos de comunicação e crime organizado nunca foi novidade no país, mas desta vez extrapolou todos os limites do bom senso, levando a nação a um quase golpe civil, ou uma quase guerra civil, porque o povo brasileiro não aceitaria de braços cruzados a reedição de 64, desta vez nas mãos de civis.
Na Venezuela o golpe civil fracassou porque militares leais a Hugo Chávez fizeram valer a verdade na força das arma. Mas deu certo no Paraguai, onde o presidente Raul Cubas foi derrubado em tentativa semelhante. No Brasil o golpe civil não avançou porque Lula tem prestígio e apoio concreto entre as camadas mais pobres da população.
O circo midiático que estamos assistindo revela que alguns veículos de comunicação são mercenários, e contam com a cumplicidade de autoridade nos Três Poderes. Procuram a todo custo confundir a opinião pública para desviar a atenção do foco principal das investigações: o domínio do governo de Goiás pelo crime organizado. O crime organizado pautando os principais veículos de comunicação do país.
Na Inglaterra, um dos principais jornais que fez 10% do que fazem no Brasil foi fechado e seus diretores respondem a processos que estão levando alguns à prisão. No Brasil a mídia mercenária e traidora dos interesses nacionais continua alimentando um circo de mentiras e besteiras.
A denúncia bombástica do ministro Gilmar Mendes que concedeu dois habeas corpus ao banqueiro bandido (segundo o deputado Protógenes Queiroz) de encontro com o ex-presidente Lula para impedir o chamado mensalão é suspeita, extremamente suspeita por que veio a público um mês após o aludido encontro, cujo teor foi negado pelo ex-ministro Nelson Jobin. Suspeito porque está servindo para desviar a atenção de Carlos Cachoeira.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dilma veta Código Florestal ruralista. Parabéns presidenta!

O Código Florestal ruralista, aprovado pela maioria de congressistas fazendeiros, seria um incentivo à destruição do que restou das florestas brasileiras, e passaporte para poluir cada vez mais nossos rios. Felizmente, ouvindo o clamor da sociedade – e não da mídia corrupta -, a presidenta Dilma Rousseff vetou 12 artigos do Código Florestal e realizou 32 modificações com o objetivo de não permitir anistia a desmatadores, impedir a redução da área de proteção ambiental e evitar insegurança jurídica.
Segundo o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, os vetos e as alterações que serão feitas por meio de Medida Provisória serão publicados na edição desta segunda-feira (28) do Diário Oficial da União.
“Temos confiança na qualidade do que está sendo proposto. A discussão que fazemos agora e que vamos levar aos parlamentares são as questões, os elementos que levaram à adoção dessa MP. Essa discussão nos traz muita confiança. O foco claro é atender o pequeno produtor”, explicou.
Segunda a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os vetos e modificações foram feitos com base nas seguintes premissas: preservação das florestas e dos biomas brasileiros, produção agrícola sustentável e atendimento à questão social sem prejudicar o meio ambiente.
Ainda de acordo com a ministra, não haverá anistia para desmatadores, tal como previa o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, todos os agricultores “terão que contribuir” para recomposição das áreas de preservação permanente (APPs).
O governo decidiu ainda fazer um escalonamento das faixas de recuperação das APPs de acordo com o tamanho da propriedade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Convido todos para Reunião do Conselho de Segurança do Agua Verde com a seguinte programação:
1 - Apresentação de folder com dicas de segurança e telefones úteis a ser distribuído em nosso bairro;
2 - Proposta de Reuniões itinerantes;
4 - Analisar nomes de todos os integrantes do Conselho e eventualmente substituir aqueles que não estejam participando ativamente;
5 - estabelecer estratégia de ação com autoridades Policiais, Prefeitura Municipal, etc.. ;
6 - Assuntos Gerais.


Data: 25/05/2012;
Horário: 19h30;
Local: Restaurante Ancoradouro;
Endereço: Av. Agua Verde, 663;
Obs.: Após a reunião serviremos “iscas de peixe a milaneza” a todos os presentes. Solicitamos confirmação de presença respondendo ao email consegaguaverde@gmail.com

Att

Paulo Roberto Goldbaum Santos
Presidente

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ex-delegado diz que queimou corpos de militantes em usina

Cláudio Antônio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (o temido Dops), acaba de lançar um livro revelando parte dos crimes da ditadura militar: “Memórias de uma guerra suja”. Neste livro ele faz revelações sobre a bomba colocada na mansão de Roberto Marinho, a pedido do próprio jornalista, e a colaboração da imprensa com os militares. Entre as dezenas de denúncias, ele conta que queimou pelo menos 10 corpos de militantes de esquerda em uma usina de açúcar.
De acordo com Guerra, dez pessoas foram atiradas ao incinerador da usina, de propriedade de empresário Heli Ribeiro, hoje morto. O casal Ana Rosa Kucinski e Wilson Silva, João Batista e Joaquim Pires Cerveira, que foram presos na Argentina, os militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML) Fernando Augusto Santa Cruz e Eduardo Collier Filho, e os líderes do PCB David Capistrano, João Massena Mello, Luiz Ignácio Maranhão Filho e José Roman.
O ex-delegado Claudio Guerra, que chefiou o DOPS do Espírito Santo e participou da rede informações e investigações da repressão, afirmou ter recebido do Estado brasileiro carta branca para “julgar, torturar, matar e desaparecer com o corpo” dos militantes de esquerda. Guerra, que se prepara para virar pastor de igreja, é acusado de tortura, homicídios, formação de quadrilha, tráfico de drogas, roubo de armas e até de chefiar grupos de extermínio, além de responder a pelo menos duas condenações por assassinato.
Leia trecho do livro “Memórias de uma Guerra Suja”:
“Em nome da segurança do Estado brasileiro, os membros da comunidade de informações podiam tudo: perseguir, grampear, investigar, julgar, condenar, interrogar, torturar, matar, desaparecer com o corpo e alijar famílias do paradeiro de seus entes queridos. Não havia um código de ética, nem formal nem informal, que direcionasse nossas condutas. Tudo era permitido.
Essa foi a comunidade de informações em que eu transitei, e fui um eficiente membro, um matador implacável que ajudou a ganhar uma guerra da qual o povo não tomava conhecimento por causa da censura aos meios de comunicação.
Ninguém nunca soube, nem mesmo minha família, o poder que tive nas mãos.
Não tenho orgulho disso”.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Faleceu o padre Manoel Correa

Morreu em Curitiba, dia 2, o padre Manoel Correa, nascido em Órgiva (Granada, na Espanha) no dia 9 de outubro de 1929. Fez o curso de Medicina nas Universidades de Granada e Barcelona e, nesta última, se formou. Mais tarde, em 1959, obteve o doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. . Optou pelo sacerdócio católico, veio para Curitiba em 1976, quando implantou os trabalhos da Prelazia do Opus Dei e Santa Cruz em Curitiba.
Com o tempo, e com o apoio de um então membro de grande liderança no Opus Dei brasileiro – o italiano Eugênio Zamperini – partiu para um amplo trabalho de aglutinação de católicos mais ou menos mornos na fé. E que se tornariam ardorosos defensores dos postulados pregados pelo hoje são Josemaria Escrivã, o fundador da instituição. Esses postulados resumem-se, basicamente, na chamada santificação do mundo do trabalho.
Durante os estudos teológicos e enquanto finalizava a sua preparação para o sacerdócio, teve a graça de conviver com o Fundador do Opus Dei em Roma nos anos de 1956 a 1960. Foi ordenado sacerdote em Madrid, no dia 14 de agosto de 1960.
Veio para o Brasil em fevereiro de 1962, atendendo ao pedido de São Josemaria, que desejava dar um forte impulso aos trabalhos do Opus Dei na Terra de Santa Cruz, que ele via – com muita fé – como um continente de entranha católica, capaz de ser foco de irradiação da fé de Cristo por todo o mundo.
Até finais de 1976, Pe. Correa exerceu o seu ministério pastoral em São Paulo, especialmente entre a juventude, e também, a pedido do Cardeal de São Paulo, com seminaristas e sacerdotes dessa arquidiocese. Muitos – leigos e padres – guardam dele até hoje uma lembrança e um grande agradecimento.
Foi capelão dos Centros Universitários do Pacaembu, da Vila Mariana e de Pinheiros, e do Centro Universitário Jacamar e da Escola ELCA. Quando São Josemaria veio ao Brasil, entre 22 de maio e 7 de junho de 1974, o Pe. Correa teve a alegria de acompanhá-lo de perto, porque residia na mesma casa que o Padre e também porque foi seu assistente em todos os atos litúrgicos celebrados por ele naqueles dias.
Correspondendo ao desejo de São Josemaria de ver o Opus Dei estendido cada vez mais “no Brasil e a partir do Brasil”, foi morar em Curitiba juntamente com alguns profissionais que iniciaram o trabalho da Prelazia na capital do Paraná. Por vários anos, foi o único sacerdote do Opus Dei naquela cidade, de onde atendia também, com viagens frequentes, os inícios do trabalho da Obra em Londrina.
Há sete anos foi-lhe diagnosticado um câncer intestinal. Durante a longa evolução da doença e dos repetidos tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos, manteve sempre, com uma fé viva e um grande amor a Deus e aos outros, uma atitude de aceitação serena, de alegria e de bom humor, que edificavam a todos os que se aproximavam dele.
Faleceu como tinha vivido ao longo desses duros anos da enfermidade: atendido constantemente com carinho e rodeado pelo calor de família dos fiéis do Opus Dei e dos muitos amigos que fez ao longo dos anos do seu ministério. Tinha completado 82 anos.
O padre Manoel Correa teve grande influência nos 36 anos em que atuou no Paraná, especialmente na formação de lideranças católicas, profissionais liberais e estudantes universitários. Foi orientador do atual pároco do Santuário Sagrado Coração de Jesus (Igreja do bairro Água Verde), padre Octávio Vaz.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sindicato denuncia venda de sentenças

Heródoto Barbeiro entrevista a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça. Ela denuncia VENDA DE SENTENÇAS cujos pagamentos são feitos com carros importados. Confirma que alguns juízes ganham até R$ 500.000,00 e desembargadores cerca de R$ 1.500.000,00.
A denúncia foi tão séria que a diretoria da emissora mandou encerrar a entrevista.
Por isso querem a cabeça da Presidente do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, que está investigando o Poder Judiciário, cujos membros se acham intocáveis e acima do bem e do mal.
Assita:
http://www.youtube.com/watch?v=Cas1FA7oCNU&feature=player_embedded