terça-feira, 26 de junho de 2012

Prefeitura de Piraquara investe em segurança pública


A Prefeitura de Piraquara paga uma dívida histórica com os cidadãos através da conquista do Batalhão de Polícia de Guarda da Polícia Militar do Paraná, que será inaugurado no próximo dia 3 de julho. A implantação do BPGd - PMPR ainda tem um desdobramento que é a 1ª CiaPM, a Companhia da Polícia de Guarda, que vai auxiliar o Batalhão no policiamento dentro da cidade de Piraquara.
A segurança em Piraquara foi motivo de debate político durante os últimos 30 anos, e nunca se avançou para uma solução definitiva. A Prefeitura sempre teve a segurança pública como prioridade máxima, mas melhorar a segurança da cidade era tarefa difícil, face à arrecadação do município, uma das menores do estado do Paraná. Isto se dá por que quase 93% dos seu território é composto por áreas de manancial e protegido por lei ambiental. Esta proteção impediu o desenvolvimento industrial, econômico e dificultou ainda mais o investimento em segurança.
Além disto, Piraquara sempre foi uma região de segurança máxima por abrigar o Presídio Central do Estado - PCE. E foi pensando nesta segurança que a Prefeitura implantou diversos programas de Inclusão Social na cidade, como Adolescente Aprendiz, Mulheres da Paz, Cidadania Feminina - Trabalho e Renda, Programa Atitude, além dos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos.
Mas, de agora em diante a população passa a ter garantido o seu direito à segurança, por meio desta conquista histórica da Prefeitura Municipal, que muda a realidade atual e consolida a vinda da Polícia Militar do Paraná para Piraquara.
A vinda do contingente para Piraquara começou a ser discutida com as autoridades no início da gestão, mas a solução esbarrou em falta de vontade política, o que fez com que a vinda do Batalhão e da Cia, demorasse mais do que o esperado. O empenho e o engajamento da Prefeitura, e de toda a nossa sociedade, fez com que as condições de implantação fossem providenciados, e assim a parceria pôde ser concretizada. É uma conquista da Prefeitura Municipal e do povo de Piraquara para toda a nossa cidade. Uma conquista para ficar registrada na história de Piraquara.

O BPGd
O novo Batalhão da Polícia de Guarda da Polícia Militar – BPGd-PMPR, que funcionará ao lado da APAE, vai contar com 500 homens. Além do Batalhão, Piraquara também vai ganhar mais 200 homens, que vão integrar o contingente da Companhia, substituindo o atual Destacamento localizado na Vila Rosa, e que até agora nunca pôde contar com mais do que 20 homens e duas viaturas para mais de 95 mil habitantes.
O BPGd vai oferecer ainda o Curso de Formação de Soldados, para os aprovados em concursos. A primeira aula, chamada Aula Magna, aconteceu no último dia em 28 de maio de 2012, na Câmara Municipal dos Vereadores de Piraquara e contou com a presença do prefeito da cidade e de diversas autoridades municipais e da PMPR. Ao todo 59 soldados da Polícia Militar de 2ª Classe fazem parte do corpo discente.
No curso eles terão aulas práticas e teóricas para que estejam aptos a atender a população, na profissão de Policiais Militares, trabalhando com compromisso e humanidade, protegendo e garantindo a segurança da população.
Com a vinda do BPGd e da 1ª Cia., a segurança da cidade passa por uma reforma histórica, colocando Piraquara como o município com o maior número de policiais por cidadão, o que aumenta a segurança contra crimes de todas as naturezas, evita o tráfico de drogas, além de aumentar o policiamento no trânsito da cidade.
A PMPR hoje, em Piraquara, representa uma conquista da determinação da Prefeitura Municipal de Piraquara e da determinação do Estado, que vem para garantir que sejam respeitadas a liberdade e a segurança de todos.

sábado, 23 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

As torturas que Dilma sofreu na prisão por lutar pela liberdade e contra a ditadura


A presidenta Dilma Vana Rousseff foi torturada nos porões da ditadura em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira, e não apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, como se pensava até agora. Em Minas, ela foi colocada no pau de arara, apanhou de palmatória, levou choques e socos que causaram problemas graves na sua arcada dentária.

Por Sandra Kiefer, no jornal Estado de Minas
É o que revelam documentos obtidos com exclusividade pelo Estado de Minas , que até então mofavam na última sala do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG). As instalações do conselho ocupam o quinto andar do Edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte. Um tanto decadente, sujeito a incêndios e infiltrações, o velho Maletta foi reduto da militância estudantil nas décadas de 1960 e 70.
Perdido entre caixas-arquivo de papelão, empilhadas até o teto, repousa o depoimento pessoal de Dilma, o único que mereceu uma cópia xerox entre os mais de 700 processos de presos políticos mineiros analisados pelo Conedh-MG. Pela primeira vez na história, vem à tona o testemunho de Dilma relatando todo o sofrimento vivido em Minas na pele da militante política de codinomes Estela, Stela, Vanda, Luíza, Mariza e também Ana (menos conhecido, que ressurge neste processo mineiro). Ela contava então com 22 anos e militava no setor estudantil do Comando de Libertação Nacional (Colina), que mais tarde se fundiria com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), dando origem àVAR-Palmares.
As terríveis sessões de tortura enfrentadas pela então jovem estudante subversiva já foram ditas e repisadas ao longo dos últimos anos, mas os relatos sempre se referiam ao eixo Rio-São Paulo, envolvendo a Operação Bandeirantes, a temida Oban de São Paulo, e a cargeragem na capital fluminense. Já o episódio da tortura sofrida por Dilma em Minas, onde, segundo ela própria, exerceu 90% de sua militância durante a ditadura, tinha ficado no esquecimento. Até agora.

Com a palavra, a presidenta: “Algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite.
Geralmente, o básico era o choque”. Ela continua: “(...) se o interrogatório é de longa duração, com interrogador experiente, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes usava palmatória; usaram em mim muita palmatória. Em São Paulo, usaram pouco este ‘método’”.

Bilhetes

Dilma foi transferida em janeiro de 1972 para Juiz de Fora, ficando presa possivelmente no quartel da Polícia do Exército, a 4ª Companhia da PE. Nesse ponto do depoimento, falham as memórias do cárcere de Dilma e ela crava apenas não ter sido levada ao Departamento de Ordem e Política Social (Dops) de BH. Como já era presa antiga, a militante deveria ter ido a Juiz de Fora somente para ser ouvida pela auditoria da 4ª Circunscrição Judiciária Militar (CJM). Dilma pensou que, como havia ocorrido das outras vezes, estava vindo de São Paulo a Minas para a nova fase do julgamento no processo mineiro. Chegando a Juiz de Fora, porém, ela afirma ter sido novamente torturada e submetida a péssimas condições carcerárias, possivelmente por dois meses.
Nesse período, foi mantida na clandestinidade e jogada em uma cela, onde permaneceu na maior parte do tempo sozinha e em outra na companhia de uma única presa, Terezinha, de identidade desconhecida.Dilma voltou a apanhar dos agentes da repressão em Minas porque havia a suspeita de que Estela teria organizado, no fim de 1969, um plano para dar fuga a Ângelo Pezzuti, ex-companheiro da organização Colina, que havia sido preso na ex-Colônia Magalhães Pinto, hoje Penitenciária de Neves. Os militares haviam conseguido interceptar bilhetinhos trocados entre Estela (Stela nos bilhetes, codinome de Dilma) e Cabral (Ângelo), contendo inclusive o croqui do mapa do presídio, desenhado à mão (veja reproduções ao lado).
Seja por discrição ou por precaução, Dilma sempre evitou falar sobre a tortura. Não consta o depoimento dela nos arquivos do grupo Tortura Nunca Mais, nem no livro Mulheres que foram à luta armada, de Luiz Maklouf, de 1998. Só mais tarde, em 2003, ele conseguiria que Dilma contasse detalhes sobre a tortura que sofrera nas prisões do Rio e de São Paulo. Em 2005, trechos da entrevista foram publicados. Naquela época, a então ministra acabava de ser indicada para ocupar a Casa Civil.
O relato pessoal de Dilma, que agora se torna público, é anterior a isso. Data de 25 de outubro de 2001, quando ela ainda era secretária das Minas e Energia no Rio Grande do Sul, filiada ao PDT e nem sonhava em ocupar a cadeira da Presidência da República. Diante do jovem filósofo Robson Sávio, que atuava na coordenação da Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura (Ceivt) do Conedh-MG, sem remuneração, Dilma revelou pormenores das sessões de humilhação sofridas em Minas. “O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão.
Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, disse.

Humilde
Apesar de ser ainda apenas a secretária das Minas e Energia, a postura de Dilma impressionou Robson: “A secretária tinha fama de durona. Ela já chegou ao corredor com um jeito impositivo, firme, muito decidida. À medida que foi contando os fatos no seu depoimento, ela foi se emocionando. Nós interrompemos o depoimento e ela deixou a sala com uma postura diferente em relação ao momento em que entrou.
Saiu cabisbaixa”, conta ele, que teve três dias de prazo para colher sete depoimentos na capital gaúcha. Na avaliação de Robson, Dilma teve uma postura humilde para a época ao concordar em prestar depoimento perante a comissão. “Com ou sem o depoimento dela, a comissão iria aprovar a indenização de qualquer jeito, porque já tinha provas suficientes. Mas a gente insistia em colher os testemunhos, pois tinha a noção de estar fazendo algo histórico”, afirma o filósofo.

"Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu"
Dilma chorou. Essa é uma das lembranças mais vivas na memória do filósofo Robson Sávio, que, ao lado de outra voluntária do Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG), foi ao Rio Grande do Sul coletar o testemunho da então secretária das Minas e Energia daquele estado sobre a tortura que sofrera nos anos de chumbo. Com fama de durona, a então moradora do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre, tirou a máscara e voltou a ter 22 anos. Revelou, em primeira mão, que as torturas físicas em Juiz de Fora foram acrescidas de ameaças de dano físico deformador: “Geralmente me ameaçavam de ferimentos na face”.
Não eram somente ameaças. Segundo fez constar no depoimento pessoal, Dilma revelou, pela primeira vez, ter levado socos no maxilar, que podem explicar o motivo de a presidente ter os dentes levemente projetados para fora. “Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, disse. Para passar a dor de dente, ela tomava Novalgina em gotas, de vez em quando, na prisão. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (o implacável capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, completou.
Mais tarde, durante a campanha presidencial, em 2010, Dilma faria pelo menos três correções de ordem estética, que incluíram uma plástica facial, a troca dos óculos por lentes de contato e a chance de, finalmente, realinhar a arcada dentária. Na mesma época, Dilma combateu e venceu um câncer no sistema linfático. Guerreira, a presidente suavizou as marcas deixadas pelo passado na pele. Não tocou, porém, nas marcas impressas na alma. “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”, definiu Dilma em 2001, no depoimento emocionado à comissão mineira, 11 anos antes de ser criada a Comissão Nacional da Verdade, no mês passado. Leia a seguir trechos do depoimento de Dilma.

Fuga pela Rua Goiás
“Eu comecei a ser procurada em Minas nos dias seguintes à prisão de Ângelo Pezzuti. Eu morava no Edifício Solar, com meu marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, e numa noite, no fim de dezembro de 1968, o apartamento foi cercado e conseguimos fugir, na madrugada. O porteiro disse aos policiais do Dops de Minas que não estávamos em casa. Fugimos pela garagem que dá para a rua do fundo, a Rua Goiás.”

Ligações com Ângelo
“Fui interrogada dentro da Operação Bandeirantes (Oban) por policiais mineiros que interrogavam sobre processo na auditoria de Juiz de Fora e estavam muito interessados em saber meus contatos com Ângelo Pezzuti, que, segundo eles, já preso, mantinha comigo um conjunto de contatos para que eu viabilizasse sua fuga. Eu não tinha a menor ideia do que se tratava, pois tinha saído de BH no início de 69 e isso era no início de 70. Desconhecia as tentativas de fuga de Pezzuti, mas eles supuseram que se tratava de uma mentira. Talvez uma das coisas mais difíceis de você ser no interrogatório é inocente. Você não sabe nem do que se trata.”

Dente podre
“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban. Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente.”

Pau de arara
“...algumas características da tortura. No início, não tinha rotina. Não se distinguia se era dia ou noite.
O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘Em 1968 o que você estava fazendo?’ e acabava no Ângelo Pezzuti e sua fuga, ganhando
intensidade, com sessões de pau de arara, o que a gente não aguenta muito tempo.”

Palmatória
“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em São Paulo usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito.”
Local da tortura
“Acredito hoje ter sido por isso que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para Minas Gerais, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para São Paulo), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá.”
“Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em Minas. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo (Pezzutti) que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com as polícias Militar ou Civil mineiras que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar.”

Tortura psicológica
“Tinha muito esquema de tortura psicológica, ameaças. Eles interrogavam assim: ‘Me dá o contato da organização com a polícia?’ Eles queriam o concreto. ‘Você fica aqui pensando, daqui a pouco eu volto e vamos começar uma sessão de tortura.’ A pior coisa é esperar por tortura.”

Ameaças
“Depois (vinham) as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você.
Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em São Paulo me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco.”
“Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato.”

Sozinha na cela
“Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban (Operação Bandeirantes), as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em Minas sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que eu estava presa: por exemplo, Maria Celeste Martins e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo.”

Visita da mãe
“Em Minas, estava sozinha. Não via gente. (A solidão) era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em São Paulo, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la ”

Cena da bomba
“Em Minas, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 72 para Juiz de Fora (nunca me levaram para BH). Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª Região Militar, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro.”

Frio de cão
“Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora.
Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o comandante general Sílvio Frota, que posteriormente me colocaria na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego.”

Motivos
“Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas.”

domingo, 17 de junho de 2012

Prefeito Luciano Ducci desmente a Revista Veja






Cartazes de campanhas realizadas pela internet denunciando as mentiras publicadas na Revista Veja.
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Prefeito Luciano Ducci desmente a Revista Veja

Nota pública de esclarecimento

A reportagem da revista Veja é profundamente injusta, difamatória e infundada. Não há qualquer irregularidade na evolução patrimonial do prefeito Luciano Ducci e de sua família, como pretende insinuar nota publicada pela revista. Todos os recursos e bens declarados têm origem comprovada junto à Receita Federal.
A suposta notícia de que o Ministério Público abriria investigação sobre a referida variação patrimonial carece de fundamento fático. O Ministério Público não iniciou, até o momento, qualquer procedimento a respeito.
Para provar que não tem nada a esconder, o prefeito Luciano Ducci vai nesta segunda-feira ao Ministério Público para entregar as declarações de Imposto de Renda dos últimos cinco anos e se colocar à disposição do procurador geral Gilberto
Giacóia para qualquer esclarecimento que se fizer necessário.
Todos os bens declarados no Imposto de Renda do prefeito Luciano Ducci e de sua família têm origem e estão registrados, assim como a origem de todos os recursos.
A referida reportagem carece de credibilidade, na medida em que ignora os documentos oficiais sobre o patrimônio e a sua evolução. A revista Veja foi "usada" por fonte mal-informada e evidentemente determinada a fabricar um falso escândalo.
As duas fazendas mencionadas pela Veja, na verdade são cinco fazendas situadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, e pertencem a Marry Dal Prá Ducci, recebidas, em sua origem, em herança ou adquiridas e registradas legalmente pela mulher e pelos filhos do prefeito.
No que se refere ao "apartamento de cobertura no Batel", no qual, segundo a Veja, residiria o prefeito Luciano Ducci, mais uma vez a informação é falsa. O prefeito e sua família vivem, desde 2007, no 5º andar do edifício Le Mirage e não na cobertura. O referido apartamento foi adquirido com recursos da família, como está registrado nas declarações de Imposto de Renda do prefeito e de sua família.
Em relação ao sr. Cícero Paulino, citado pela Veja como capataz das fazendas da família do prefeito, trata-se de contador com MBA em administração pública, que presta serviços profissionais a diversas empresas. Em maio de 2010, foi nomeado funcionário em cargo em comissão na Prefeitura de Curitiba, lotado no gabinete do então vice-prefeito.
Em janeiro de 2012, Cícero Paulino foi desligado de sua função na Prefeitura de Curitiba. Durante todo o período em que prestou serviços à Prefeitura, não houve sobreposição entre função pública e atividade privada.

Curitiba, 16 de junho de 2012.

Luciano Ducci
Prefeito de Curitiba

sábado, 16 de junho de 2012

PT indica Mirian Gonçalves para vice de Gustavo Fruet


O PT de Curitiba definiu na noite deste sábado (16) que a advogada Mirian Gonçalves será pré-candidata a vice-prefeita na chapa liderada por Gustavo Fruet (PDT). A decisão ocorreu em eleição direta dos Delegados que participaram do Encontro Municipal. Foram 113 votos para Mirian contra 100 para a presidenta do PT de Curitiba, Roseli Isidoro. Foram registrados 7 votos nulos.
“Todos ganhamos. Vamos sair unidos para uma campanha que há muito tempo não se via em Curitiba. Vamos fazer uma campanha nos bairros. Vamos amassar barro”, comemorou Mirian.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou ao final do Encontro que entrou em contato com Fruet assim que a decisão do PT foi oficializada. “O Gustavo recebeu muito bem o nome da Mirian para a vice e disse que iria ligar em seguida para ela”.
As decisões tiradas no encontro municipal serão oficializadas na convenção do PT, que acontecerá no final do mês. O que o encontro deste fim de semana remeteu à decisão da convenção foi decidir se vai coligar na proporcional com os partidos que estão aliados à pré-candidatura de Fruet e que integram a base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Jornalista: Renato Sordi
Foto: Edson Rimonatto

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Claudio Edinger lança livro sobre sertão baiano, dia 23, em Curitiba


O livro “De bom Jesus a Milagres” é o 13º lançado pelo artista que já teve suas obras publicadas em veículos como o The New York Times, Time e El País. O lançamento ocorre durante a palestra “Capturando o invisível – o trabalho autoral na fotografia”, no dia 23, às 9h30, no auditório Positivo da Itupava, nas atividades de comemoração dos 20 anos do Omicron Centro de Fotografia
O renomado fotógrafo brasileiro, Claudio Edinger, lança seu novo livro “De Bom Jesus a Milagres”, obra produzida a partir de seu trabalho no sertão baiano. O livro de fotografias, com 176 páginas, será lançado no dia 23 durante a palestra “Capturando o invisível – o trabalho autoral na fotografia”, no 1º Stop Fotográfico promovido pelo Omicron Centro de Fotografia em comemoração aos seus 20 anos.
Para Edinger, o fotógrafo descobre imagens impossíveis de se ver a olho nu. “Este é o nosso papel na engrenagem do mundo, mostrar o que não existe, registrar o oculto o irreal”, afirma.
Na introdução do livro, Claudio Edinger afirma que o fotógrafo é o alquimista que transforma oxigênio em imagens e a fotografia é “ao mesmo tempo, um instrumento do conhecimento e uma viagem ao desconhecido, ao mistério – mas que deixa pistas, provoca reflexão, excita a imaginação”.
Este é o 13º livro de um fotógrafo que já teve suas fotos publicadas em importantes veículos de comunicação, como The New York Times, Time e El País. Além disso, Edinger já teve sua obra exposta no ICP New York, Pompidou Center, na França, Phogrhapher’s Gallery (Inglaterra), Museu da Arte de São Paulo, entre outros.
Entre os prêmios recebidos por Claudio Edinger, estão: Leica Medal of Excellence, The Ernst Hass Award, Pictures of the Year Award e Higashikawa. Ele já foi condecorado por duas vezes com o prêmio Porto Seguro (2007 e 2010).
Stop Fotográfico – A palestra “Capturando o invisível – o trabalho autoral na fotografia” será realizada no sábado, dia 23, às 9h30, no auditório Positivo, na Rua Itupava. No mesmo dia, Edinger também participará da Leitura de Portfólio na categoria documental.
Nessa atividade, realizada no sábado e domingo à tarde, os participantes poderão apresentar seus trabalhos para que os avaliadores deem dicas sobre quais caminhos os alunos poderão seguir para se aperfeiçoar profissionalmente. Além da categoria documental, os trabalhos serão avaliados nas seguintes áreas: fotojornalismo (Alexandre Mazzo), casamento (Ana Vanin) e natureza (Zig Koch)
O 1º Stop Fotográfico terá início na sexta-feira (22), com a Festa de 20 anos, no Armazém Tavares. No domingo, o evento continua com a Experiência Fotográfica – onde os alunos serão orientados na prática sobre o trabalho profissional na área de foto documental e book para gestante.
Essas duas atividades acontecem na Feira do Largo da Ordem e no Jardim Botânico e serão ministradas, respectivamente, pelo fotógrafo Osvaldo Santos Lima e pelos profissionais Anderson e Marina, proprietários da Meliess Fotografia.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que é cupcake?




Delicados, atraentes e cheios de sabor, os famosos bolinhos, hoje tão conhecidos como cupcakes, surgiram no Reino Unido, onde eram chamados de "Fairy Cakes", em português "Bolo das Fadas", e confeitados com cobertura de fondant.
Acredita-se que os bolinhos chegaram aos Estados Unidos no século XIX, onde passaram a ser conhecidos como "Cup Cakes". Isso porque todos os ingredientes eram medidos em xícaras (cup, em inglês, significa xícara), um marco para o mundo culinário, facilitando muito a vida das donas de casa e dos apaixonados por doces e confeitaria.
Hoje, tanto a massa quanto os ingredientes usados para incrementá-los são super saborosos e eles são tão lindos que, na maioria das vezes, não dá nem coragem de comer.
Fofos e deliciosos, assim são os cupcakes, esses pequenos bolinhos super decorados que cabem na palma da mão e que, nos últimos anos, vêm fazendo sucesso desde festas de casamentos (em alguns casos, substituindo o bolo) até recepções mais elaboradas, ganhando cada vez mais adeptos que incrementam as receitas com criatividade e muita delicadeza.
Prova disso são as incríveis decorações desses bolinhos super charmosos, que enfeitam e tornam muito mais bonito qualquer tipo de evento ou comemoração.


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Participem da reunião do Conselho de Segurança do bairro Água Verde


Convidamos todos os moradores da Comunidade do bairro para Reunião Mensal do Conselho de Segurança Comunitário Água Verde com a seguinte programação:

1) Data: 26.06.2012;
2) Local: Restaurante Ancoradouro;
3)Endereço: Av. Agua Verde, 663 – Água Verde;
4)Pauta da Reunião:
A)Segurança Pública do nosso Bairro com a presença de autoridades da Policia Civil, Policia Militar, Guarda Municipal, Prefeitura Municipal de Curitiba da Regional do Portão e do Sentran;
B) Estabelecer cargos e funções dos integrantes para Diretoria e Conselho.

Curitiba, 07 de Junho de 2012

Paulo Roberto Goldbaum Santos - Presidente
Conselho de Segurança Água Verde

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ladrões de automóveis e moto foram presos


Nesta sexta feira, uma denúncia leva a equipe de investigação da DFRV checar em uma residencia localizada na rua Rio Pelotas no Bairro Alto, um veículo Fiat/Stilo placas AMB-0677 que seria produto de roubo. Quando os investigadores chegaram no local confirmaram que o veículo teria sido roubado por dois homens armados, em uma moto em data de 01/02, fato ocorrido na rua Marcelino Nogueira no Bairro Bacacheri.
Segundo o Delegado Gerson Alves Machado os policiais ficaram de campana no local até o suspeito aparecer, tratava-se da pessoa de Celso Aparecido Ferreira, 45 anos, ele que já contava com passagem por ter sido preso em flagrante por posse ilegal de arma em 2008, saindo da prisão em novembro de 2009.
Questionado sobre a procedência do veículo, ele disse ter recebido da pessoa de nome CHICO, que lhe negociou o carro dizendo ser proprietário dele e que não havia problemas pois o veículo estava segurado, Celso disse também que tentou revender o veículo para receptadores e como não conseguiu passar adiante, iria devolvê-lo ao tal CHICO no final da tarde de sexta mesmo.
Celso, então foi preso em flagrante por receptação Qualificada e conduzido a esta especializada onde encontra-se detido na carceragem à disposição da justiça.

EMPRESTA CARRO ROUBADO E VAI PRA CADEIA
Ao emprestar um veiculo Gol na cor prata placas ALP-2134 com alerta de Roubo, mal sabia Reginaldo Cunha de Souza, 29 anos, que este favor iria complicar a sua vida. Quando foi abordado por Policiais Militares do 13º batalhão em uma fiscalização de rotina na Cidade Industrial em Curitiba, em companhia de 02 moças e; foi apurado que o veículo era produto de roubo. Diante da confirmação Reginaldo revelou aos policiais que é usuário de Crack e havia emprestado o veículo de um conhecido para ir atrás de entorpecente.
Os policiais o conduziram para a DFRV onde foi preso em flagrante pelo crime de receptação, onde encontra-se na carceragem à disposição da justiça, haja visto que já possui passagens por tráfico de drogas e formação de quadrilha, as moças foram ouvidas em depoimento na delegacia e liberadas em seguida.

PRESO AO PEGAR CARONA NA HORA ERRADA
O fato aconteceu na na Rua Bispo Dom José no bairro Batel, quando policiais do 12º batalhão da PM flagrou 2 cidadãos empurrando uma moto com alerta de furto.
Os policiais levantaram suspeitas quando um dos indivíduos ficou bastante nervoso ao notar a presença da policia. Em abordagem, os policiais puderam confirmar que a Moto Honda/Biz na cor azul de placa AKU-6459, possuía registro de furto, esta estava de posse de Anderson Rodrigues de Souza, 23 anos, e Genilson da Silva dos Santos, 21 anos.
Os dois rapazes foram presos e encaminhados a DFRV para os procedimentos, onde na delegacia Anderson confessou ter comprado a moto por R$200,00 reais de um “NÒIA” (usuário de drogas), e que seu colega Genilson apenas tinha pego uma "CARONA" com o mesmo e não sabia que se tratava de uma moto furtada.
A dupla foi autuada por receptação e encontra-se à disposição da justiça na carceragem provisória desta especializada.


O Eike Batista que a imprensa mercenária não mostra


Eike Batista: "Paguei meu imposto de renda com um cheque de 670 MILHÕES DE REAIS”. Deve ser verdade. Mas de onde vem essa fortuna, que segundo ele, é a maior do Brasil? Do pai, o melhor do Brasil?

Ninguém duvida, as dúvidas estão todas na sua vida, ou melhor, na vida do pai, que montou sua herança, antes mesmo dele nascer. Ninguém tem uma trilha (que gerou o trilhão) de irregularidades tão grande quando Eliezer Batista. E em toda a minha vida profissional, nunca escrevi tanto e tão vastamente sobre irregularidades, prejuízo ao Brasil, ENRIQUECIMENTO COLOSSAL, quanto sobre Eliezer. E logicamente nem uma vez de forma POSITIVA, sempre naturalmente NEGATIVA.

A partir do "Diário de Notícias" (1956/1962) e depois já na "Tribuna da Imprensa", Eliezer era personagem quase diário.
O roubo das jazidas de manganês do Amapá, assunto exclusivo deste repórter, ninguém participava, Eliezer era tão GENEROSO com os jornalões, como foi depois com o filho. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por ele, presidente eterno da Vale.
Eliezer devastou o Amapá, entregou todo o manganês aos americanos, a "preços de banana" (royalties para o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que inventou essa expressão para identificar os países debaixo do Rio Grande. Isso em 1902).
No Porto de Nova Iorque, os navios que vinham do Brasil com manganês, atracavam lá longe para não provocar comentários. E este repórter dava o número dos navios, os nomes, o total da carga, o miserável preço da venda, EMPOBRECENDO o Brasil, ENRIQUECENDO os "compradores" e o grande VENDEDOR (sem aspas) Eliezer.
Está tudo no arquivo da "Tribuna", fechada por necessidade de silenciar o jornal que contava tudo. Os jornalões, servos, submissos e subservientes, exaltavam as vendas destruidoras, elogiavam o PROGRESSO DO AMAPÁ, por ordem de ELIEZER e da VALE. Diziam: "O Amapá abre estradas, constrói escolas e hospitais, os pobres estão muito mais atendidos e alimentados".
Mistificavam a opinião pública, queriam convencer a todos, que EXPLORAR AS RIQUEZAS do então Território, deixando os milhares de pobres habitantes sem comer, sem morar, sem hospital e escola. Tudo transitório, enquanto ESBURACAVAM todas as terras, EXTRAÍAM o manganês e DOAVAM tudo aos trustes. (Como se chamavam, na época).
Gostaria de reproduzir tudo isso, a corrupção praticada pelo pai, beneficiando e enriquecendo ele mesmo e acumulando para o filho bem-aventurado. (Mas como o jornal Tribuna da Imprensa está fechado, tenho que ESQUECER essas matérias de 40 e 50 anos, mas a-t-u-a-l-i-z-a-d-í-s-s-i-m-a-s.
Quem nasce Batista se reproduz na riqueza de outro Batista. Só o manganês não se reproduz, dá apenas uma safra).
Mas como Eliezer foi sempre muito PREVIDENTE, controlou todos os minérios, que deixou para o filho, de "papel passado", ou então em indicações DEBAIXO DA TERRA. Mas com os mapas atualizados e do conhecimento APENAS DO FILHO, A MAIOR FORTUNA DO BRASIL, ANTES MESMO DE NASCER.

(O Brasil tem quase a totalidade da produção desses minérios, como tinha do manganês, raríssimos. E como tem do NIOBIO, ainda mais raro e IMPRESCINDÍVEL, 98 por cento de tudo o que existe no mundo).

Alternando de pai para filho, afinal onde termina Eliezer e começa o Eike? O pai já completamente identificado, mesmo como presidente, "DONO" da Vale, embora já carregasse como propriedade pessoal, a ICOMI, fundada para concorrer com a própria Vale. Utilizando a ESTATAL para produzir lucros PARTICULARES.

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PS - O filho Eike nasceu rico e poderoso. Se descuidou, foi preso em casa pela Polícia Federal. Seguiu a receita de Daniel Dantas, "só tenho medo da Polícia, lá em cima, eu resolvo", resolveu. Ninguém sabe onde está a conclusão do ato de prisão.

PS2 - Para o HOMEM MAIS RICO DO BRASIL SER PRESO, é necessário que a acusação esteja fundamentada. ESTAVA. Mas as providências LÁ DE CIMA, também ESTAVAM.

PS3 - Eike "funda" empresas que provocam notícias e permitem a concessão de favores. Nem é pelo lucro, e sim para exibição.

PS4 - Fora a herança "que meu pai me deixou", abriu ou comprou restaurantes, hotéis, espalhou através dos amestrados, "estou DESPOLUINDO a Lagoa Rodrigo de Freitas". Continua a mesma, ninguém conhece a Lagoa como este repórter. Mas as pessoas acreditam na DESPOLUIÇÃO. Ha!Ha!Ha! Não riam, é a tragédia da corrupção.

PS5 - É preciso que alguém obrigue Eike Batista a explicar como se tornou O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Acho que quem pode fazer isso é a RECEITA FEDERAL.

Por Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa