sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A CIA matou Lino Oviedo?



A história da CIA na América Latina é marcada pelo assassinato de diversos presidentes e autoridades nacionalistas. A defesa da soberania dos países e da nacionalidade contrariam os interesses criminosos do governo norte-americano em nosso continente, cujo único interesse é explorar impunemente as riquezas naturais dos povos e países, pela força das armas ou pela corrupção de políticos e imprensa.
Diversos publicitários brasileiros, da cidade de Curitiba, que trabalhavam na campanha de Lino Oviedo no Paraguai, contaram que nos dias que antecederam o assassinato do general, havia uma tensão muito forte em Assunção.
Lino Oviedo havia conseguido unir forças de esquerda e de direita no apoio à sua candidatura, o que o levaria à vitória na atual campanha presidencial. Do outro lado existe um candidato ligado ao crime organizado, à máfia paraguaia.
Algumas reuniões realizadas por autoridades paraguaias que apoiavam Lino Oviedo tiveram de ser realizadas no país vizinho, Uruguai, diante do clima de pressão e perseguição aos apoiadores de Oviedo.
Alguns brasileiros informaram que tiveram de se registrar no escritório da CIA em Assunção, com a desculpa de impedir que fossem atacados pela máfia paraguaia. Haveria dois escritórios da CIA em Assunção, um deles formado pela “banda podre”, e outro escritório mais “diplomático”, isto é, não envolvido diretamente com o crime organizado.
A derrubada do helicóptero que transportava Lino Oviedo no chaco paraguaio foi uma explosão programada. Partes dos corpos dos ocupantes foram encontradas há mais de 140 metros de distância do local da queda, revelando que houve sabotagem, possivelmente realizada pela CIA, porque o governo norte-americano não tem interesse em eleger um presidente nacionalista para presidir o Paraguai, dentro de sua estratégia de fomentar conflitos entre os países latino-americanos, tentando dividir o bloco Mercosul.
Durante o governo do presidente Luiz Gonzalez Macchi (1999-2003) houve uma tentativa de vender a Binacional Itaipu para um grupo norte-americano ligado ao então presidente George W. Bush. O projeto não prosperou porque o general Lino Oviedo e seus apoiadores impediram que fosse levado à votação no Congresso.
Entre as causas da morte do general Lino Oviedo está sua honra, coragem, nacionalismo à toda prova, que contrariava interesses poderosos em um país onde o crime organizado é muito forte, envolve grande parte dos políticos, e atua em conluio com a CIA.

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