quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Policiais Federais dizem NÃO à proposta do governo



Policiais Federais do Paraná, que paralisaram as atividades por 48 horas no estado, rejeitaram a proposta apresentada pelo governo federal para a categoria, prevendo reajuste de 15,8%. Assembleias realizadas em Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Guaíra, Paranaguá, Ponta Grossa e Curitiba mantiveram o indicativo nacional de greve, seguindo orientação da Federação Nacional dos Policiais Federais.

O presidente do SINPEF/PR (Sindicato da Policia Federal no Paraná) Fernando Augusto Vicentine liderou as manifestações que pararam as atividades dos policiais federais por 48 horas em todas as delegacias da PF no estado. O movimento paredista teve início na segunda-feira (26/08) com uma concentração na sede da Policia Federal em Curitiba (PR), e na terça-feira (27/08) foi feita uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. “Esse é um ato político no Centro Cívico de Curitiba, na porta da nossa ‘Casa de Leis’ do estado. Queremos sensibilizar os deputados estaduais e chamar a atenção sobre a questão da precarização e o assédio moral promovido pelo governo federal na estrutura da policia federal em todo Brasil. E o Estado do Paraná vem sofrendo com o descaso da administração pública, principalmente na área da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina) e no porto de Paranaguá”, disse Vicentine.

Os policiais federais têm uma extensa pauta de reivindicações. Os principais temas são relacionados à reestruturação do plano de carreira; o fim imediato do assédio moral; e condições adequadas de trabalho.“Atualmente temos um efetivo de 100% com formação superior em diversos cursos universitários; mestres e doutores em várias áreas que não recebem o reconhecimento pelo esforço e dedicação ao serviço público. Queremos que haja de fato igualdade de oportunidades, com as garantias de uma gestão meritocrática, valorizando as atribuições de nível superior”, destacou Vicentine.

Na manifestação realizada em frente à Assembleia Legislativa estiveram presentes diversos dirigentes sindicais e membros da direção estadual e nacional da UGT. O presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, lembrou da importância da união da classe trabalhadora na luta por melhores salários e condições dignas de trabalho. “O que vemos no Brasil é muita politicagem e pouca administração. Reflexo da má gestão é a precarização do serviço público em todas as esferas. A UGT está aqui de braços dados com os policiais federais do Paraná e de todo Brasil nessa luta que é de toda classe trabalhadora”.

O presidente do SINPEF/PR fez questão de agradecer a presença dos sindicalistas da UGT: Alvacir Miguel Balthazar (SINDIFER); Paulo Bastos e Moacir Correia (SELETROAR); Rogério Kormann (SECOOMED); Paulo Roberto Ribas, Marcio da Rocha e Antônio Leocádio (SITRO); Luis Eduardo Nunes (SINDENEL); Luiz Vecchi e Rejane Soldani (SIGMUC); João Freire (SINTRAG); Waldir Rosa (SINEEPRES). “Obrigado a todos esses dirigentes sindicais que estão hoje aqui empenhados em prestar solidariedade aos policiais federais, em especial quero agradecer ao presidente do SELETROAR, o companheiro Paulo Bastos que gentilmente nos cedeu o caminhão de som para nossa manifestação”, disse o presidente Fernando Vicentine.

Os policiais federais já programaram um calendário nacional de mobilizações e paralisações até a Copa do Mundo de 2014.“Esse movimento nacional acontecerá até que o governo Dilma cumpra suas promessas de campanha, com a efetiva reestruturação da Policia Federal, transformando-a em uma polícia moderna e eficiente”, concluiu Vicentine.

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