terça-feira, 10 de setembro de 2013

Água Verde se revolta contra Gustavo Fruet



Reportagem de Gerson Klaina, no Paraná Online, aponta que os moradores do Água Verde estão indignados com a prefeitura de Curitiba devido à grande quantidade de moradores de rua que infernizam a região. Comerciantes e moradores denunciam o aumento do número de furtos, consumo de drogas, bebidas alcoólicas e pratica de sexo nas ruas. As situações ocorrem desde o fim do ano passado quando a FAS instalou um abrigo para moradores de ruas na esquina das ruas Professor Assis Gonçalves e Goiás.


O bancário Evaldo Grein é um dos vizinhos indignados com o mau comportamento dos moradores de rua na região. Ele afirma que por diversas vezes já presenciou cenas de consumo de drogas e que até sexo entre os mendigos já foi flagrado pela vizinhança. “É só você andar pelas ruas da região. Tem morador de rua por todos os lados, mas o que incomoda mais é o comportamento nas ruas do bairro. O uso de crack já virou normal e já teve gente que os viu mantendo relações sexuais à céu aberto”, afirma.


O casal Geraldo e Rosa Neponuceno mora na região há mais de 30 anos. Eles contam que nos últimos meses andar pelas ruas do bairro ficou mais complicado e perigoso. “Quando não pedem dinheiro, ficam gritando palavrões e mexendo com as pessoas na rua”, reclama Dona Rosa. “Eles montam acampamentos nas calçadas e você quase não consegue andar. Fora o mau cheiro deixado por esses acampamentos”, completa Seu Geraldo.


Grein afirma que o número de pequenos assaltos cresceu consideravelmente desde que o Centro POP foi inaugurado. “As vítimas são principalmente as pessoas mais idosas, que costumavam caminhar pelas ruas do bairro. Como são alvos fáceis, os moradores de ruas mal intencionados assaltam mesmo. Quase sempre usando cacos de vidros e pedindo qualquer quantia”, explica o morador.


De acordo com os moradores, a indignação não é em relação ao trabalho do Centro POP, mas sim onde e a maneira como ele é feito. “Sabemos que esse é um trabalho que qualquer administração pública tem que fazer. Mas aqui está sendo feito de maneira errada. No Centro, eles apenas oferecem comida e um banho. Trazem moradores de rua da regional inteira, dão de comer e depois largam aqui na nossa vizinhança. Além disso, o local é inadequado. Aqui é um bairro residencial. Esse centro devia ser instalado num local mais movimentado. Os moradores de rua chegam e vão ficando”, relata Grein.


A situação fez com que a vizinhança realizasse um abaixo-assinado para pedir maior patrulhamento policial. A ação, que já colheu mais de 2 mil assinaturas, foi organizada por Jean Franco Toniolo, dono de uma pequena banca de revistas localizada na Avenida dos Estados. Ele conta que diversos comerciantes da região vêm sofrendo com a presença dos moradores de rua no local. “Aqui no meu negócio eles acabam abordando clientes de maneira grosseira. Tem um restaurante aqui do lado, que um morador de rua invadiu gritando e batendo nas mesas. Outro colega comerciante me disse que toda a semana é obrigado a lavar a fachada da sua loja porque urinam e defecam na porta da loja. Então, a situação está insustentável”, alerta.


“Nós vizinhos estamos tomando todas as medidas cabíveis e legais em relação ao assunto. Já tivemos conversas e reuniões com a FAS, Polícia Militar, Guarda Municipal e Conselho de Segurança do bairro. Já fizemos um abaixo-assinado e mandamos pra prefeitura e órgãos responsáveis. Até agora nada mudou. Nosso próximo passo é fazer uma caminhada até a prefeitura para chamar a atenção para a nossa situação. Alegam que todos têm o direito de ir vir, mas esse direito nos foi tirado”, lamenta Grein.

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