quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Londrina: Richa 32,5%, Ratinho 9% e Gleisi 8,5%



Em Londrina, pesquisa divulgada ontem (30) pela Folha de Londrina aponta a liderança do governador Beto Richa (PSDB) na disputa do Palácio Iguaçu em 2014. Richa tem 32,5% das intenções de voto, seguido por Ratinho Junior (PSC), 9%, Osmar Dias (PDT) e Gleisi Hoffmann (PT), ambos com 8,5% . Para a presidência, José Serra (PSDB) aparece com 15,5% e Dilma Rousseff (PT) tem 14,5%.

O Instituto Multicultural também perguntou qual é a avaliação que os londrinenses fazem dos governo estadual e federal. Beto Richa alcançou 56% entre conceitos ótimo/bom e 9% de péssimo/ruim. A presidente Dilma teve 27% para péssimo/ruim e 30% para ótimo/bom. A pesquisa foi feita entre 25 e 29 de outubro e entrevistou 602 eleitores nas zonas urbana e rural do município. A margem de erro é de 3 pontos.

Fonte: Blog do Bronca

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O simbolismo das pombas brancas



(*) Por Mylena Cooper

Há muito tempo, a pomba branca vem sendo usada em comemorações de datas cívicas, em aberturas ou encerramentos de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, casamentos, formaturas e outras tantas manifestações religiosas, desportivas ou patrióticas. A ave ganhou o status de símbolo da paz em todo o mundo.

Para os católicos, essa denominação surgiu quando a pomba trouxe para Noé o ramo de oliveira depois do dilúvio, simbolizando a paz entre Deus e os homens. Na interpretação bíblica, a pomba branca é um dos símbolos do Espírito Santo. Na antiguidade, gregos e romanos trocavam pombos como presente de casamento.

Para alguns, soltar pombos brancos em um funeral simboliza a jornada do espírito do indivíduo falecido para um mundo de paz. O número de pássaros soltos também carrega um sentido simbólico. Um único pássaro significa o espírito do ente querido, enquanto que quatro pombos significam a Santa Trindade guiando a alma para o céu. De dez a 20 pombos representam anjos viajando com o espírito, guiando a pessoa até o destino final.

Um curioso estudo, feito pelo Crematorio Vaticano, afirma que a importância da revoada de pombas brancas no final de um funeral, sepultamento ou cerimônia de cremação vai além da simbologia: a revoada ajuda no bem-estar físico e emocional da família. A explicação está no fato que os olhos têm tecidos semelhantes aos do cérebro e estão diretamente ligados por vasos sanguínios, nervos e músculos. Com o emocional afetado, o corpo tensiona. O simples movimento de olhar para cima por aproximadamente um minuto estimula o sistema nervoso, reduzindo a pressão arterial, o que proporciona o relaxamento e, consequentemente, diminui o ritmo da respiração. A movimentação do pescoço para acompanhar a revoada também auxilia no alívio da tensão.

Existe muita beleza e significado nessas aves, ainda mais no dia em que lembramos dos entes queridos já falecidos. Utilizar pombas brancas é uma homenagem bonita aos olhos e à memória daqueles que já não estão mais conosco.


(*) Mylena Cooper é publicitária e sócia do Crematório Vaticano, pioneiro nos estados de Santa Catarina e Paraná

Paraná obtém liberação de R$ 3,9 bi para investimentos



O governador Beto Richa anunciou hoje, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff em Curitiba, a liberação pelo governo federal de financiamentos nacionais e internacionais para o Paraná que somam R$ 3,9 bilhões. Os primeiros empréstimos que deverão ser assinados somam R$ 1,7 bilhão. “Os novos recursos vão permitir que o Governo do Paraná amplie os investimentos que já vem fazendo em programas e ações nas áreas de atendimento social, educação, saúde, segurança pública e obras de infraestrutura em todas as regiões do Estado”, disse Richa.

“Vamos fortalecer programas em andamento e implantar novos projetos que repercutem diretamente na qualidade de vida dos paranaenses. Os financiamentos para investimentos no Estado serão pagos religiosamente pelos paranaenses. É tradição do nosso Estado honrar seus compromissos”, afirmou Richa, que agradeceu à presidente Dilma Rousseff. “Está dando ao Paraná a atenção que o Estado merece”, completou.

O Paraná negociou, ao longo dos últimos de dois anos e meio, financiamentos junto ao Banco Mundial, BID, Credit Suisse, BNDES e do Banco do Brasil. A liberação dos empréstimos, contudo, aguardava a chancela do governo federal. Os financiamentos junto ao Bird, Banco do Brasil e BNDES poderão ser assinados com a anuência da Secretaria do Tesouro Nacional. Os financiamentos junto ao BID e o Credit Suisse, após anuência prévia da STN, serão encaminhados para aprovação do Senado Federal. Estão incluídos no montante total, recursos para o metrô de Curitiba.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Análise mostra Partido Democrata dos EUA totalmente envolvido com a Indústria da Espionagem nas Comunicações



Bem-vindo a The Real News Network. Eu sou Noor Jaisal em Baltimore.

Bush e Cheney podem ter inventado, mas os líderes nacionais do Partido Democrata são jogadores exímios no estado nacional de vigilância do século 21. E as pressões de grupos de interesse que agora ajudam a sustentar os seus defensores em Washington funcionam tão poderosamente tanto sobre os democratas quanto os republicanos. Isso é de acordo com Thomas Ferguson, Paul Jorgensen e Jie Chen. Eles acabaram de postar uma versão curta de seu novo relatório na AlterNet e um paper de trabalho para o Roosevelt Institute intitulado Party Competition and Industrial Structures in the 2012 Elections: Who's Really Driving the Taxi to the Dark Side?

Estamos agora com um dos autores, Thomas Ferguson. Ele é professor de ciência política na Universidade de Massachusetts Boston, um membro sênior do Instituto Roosevelt, e um editor contribuinte da AlterNet.

Muito obrigado por estar conosco.

TOM FERGUSON, Prof. Ciência política, University of Massachussets, Boston: Olá.

NOOR: Então, professor Ferguson, o que estamos discutindo aqui vai contra a sabedoria convencional e a narrativa oficial da eleição de 2012. Você pode resumir exatamente o que você está dizendo?

FERGUSON: Certo. Bem, nós estamos dizendo um monte de coisas, mas vou me concentrar nas coisas relacionadas diretamente ao estado de vigilância nacional. Começamos tentando simplesmente fazer uma análise direta de dinheiro na política na eleição. Agora, eu digo isso plenamente consciente da ironia, porque não há nada de direto nisso.

Nós não usamos dados de ninguém. Eu baixo tudo da Comissão Eleitoral Federal (Federal Election Commission) e da Receita Federal (IRS), que faz as chamadas 527 contribuições, que são grandes - é um monte de dinheiro. E, então, passamos uma espécie de peneira e aplicamos várias técnicas de computador que ninguém aplica. Quer dizer, eu já falei sobre isso antes neste programa - não sinto particularmente a necessidade de fazê-lo novamente.

E então estávamos sentados, sabe, analisando. E nossas primeiras fases do estudo são praticamente as mesmas. Você meio que senta lá e tenta descobrir, ok, vamos pegar toda a comunidade empresarial, então vamos dividi-la em grandes empresas e o resto e ver essas duas amostras, uma das empresas em geral e a outra de grandes empresas. Então, fazemos isso.

E quando olhamos a amostra das empresas em geral, o que descobrimos é simples, o apoio a Obama nesse segmento não era muito forte. Apenas contando percentuais de empresas que contribuíram, cerca de 24% o fizeram. O percentual republicano para Romney era, tipo, 46% - muito maior.

E quando olhamos para a amostra de grandes empresas, encontramos, sabe, mais uma vez a desproporção entre republicanos e democratas, embora desta vez tudo mudou.

Ou seja, 76% das grandes empresas de negócios em nossa amostra estavam contribuindo para Romney, e cerca de 56% para Obama. Agora, você sabe, o que isso parecia para nós foi a história de sempre, que é, sim, os republicanos são o partido das grandes empresas, embora, pensamos que isso era realmente muito interessante. E esse é um lugar onde começamos a nos afastar da narrativa costumeira. Obama tinha um grande apoio das grandes empresas, muito mais do que qualquer discussão sobre a campanha que eu conheço poderia sugerir.

Mas onde a história ficou muito interessante para nós foi quando fizemos o nosso movimento habitual, que foi começar a olhar para partes da comunidade empresarial, geralmente setores em primeiro lugar. E lá descobrimos rapidamente que o apoio a Obama de certas indústrias está muito maior do que a média. E essas indústrias são seis, em especial: telecomunicações, eletrônica, defesa, software na web, computadores e fabricação para a web.

Em junho de 2013, quando saíram as revelações de Snowden, você sabe, a partir de Glen Greenwald & Cia. no The Guardian e, até certo ponto, no The Washington Post, nós estávamos olhando para estes resultados e dissemos, “sabe , isso é realmente muito interessante”. Esses setores que estão mostrando porcentagens extremamente altas de contribuição para Obama são justamente os setores em que um grande número dessas empresas que são mencionadas são ativas realmente. E nesse ponto, você sabe, nós sabemos que temos uma conclusão muito interessante, que muitos dos bastiões de apoio a Obama, talvez a maior de todas, são precisamente essas empresas, as responsáveis pela vigilância - deveria dizer, os setores em que essas empresas predominam. Por outro lado, eu também posso dizer, sem tentar ir empresa a empresa, um monte de gente discutiu no The Guardian e em outras publicações, Google, Facebook, Apple, por exemplo, todos eles contêm contribuições substanciais ou colaboradores, porque você pode ter tanto as empresas quanto os executivos contribuindo de acordo com nossas regras nestes dias. Eles aparecem para os democratas em quantidades substanciais.

NOOR: E como você aponta, muitos simpatizantes de Obama estavam esperando que o presidente Obama fosse frear você sabe, o que poderia ser visto como a vigilância desenfreada e as escutas telefônicas nos anos Bush-Cheney. Então, o que precisa ser feito para colocar as rédeas nessas empresas e algum tipo de controle?

FERGUSON: Sabemos pelo excelente livro de Tim Shorrock sobre este assunto que constantemente a partir da era Reagan, o governo privatizou mais e mais operações de inteligência. E, você sabe, o pessoal de Clinton foi muito grande nisso. Mas, então, o tipo de grande mudança é depois do 911. Todo o tipo de operação recém-privatizada, então aumenta enormemente. E por isso estamos a ponto de agora, digamos, assim, dois terços de todos os gastos de inteligência, as estimativas de Shorrock, vão para o setor privado.

E, você sabe, eu tenho que dizer, considerando o passado, isto se parece com uma enorme quantidade de outros esforços de privatização que eu vi, onde começa uma política de clientela. E, certamente, há pressões de grupos de interesse poderosos. Se você olhar - quero dizer, há alguns estudos - há pelo menos um estudo da emenda que quase passou na Câmara dos Deputados, não muito tempo após as revelações iniciais para conter a NSA, e eles mostravam que houve - a correlação entre os distritos e defesa e que eles estavam chamando dinheiro do setor de vigilância, o que provavelmente é mais restrito do que o que eu sou, era muito elevado. E é - isso é muito interessante e é muito assustador.

Mas a minha opinião é que o tipo real de interesses industriais aqui é agora muito profundo muito grande. E o que parecia ser um problema de ideologia, ou seja, o que políticos líderes ou burocratas achavam que era legal ou moralmente aceitável é apenas a ponta do iceberg. Agora você tem um enorme problema de grupos de interesse.

Mas penso eu que isso coloca a questão de controle novamente. Quer dizer, parece bastante óbvio para mim, olhando agora de novo em tudo isso com olhos mais atentos, que é óbvio que, quando Obama chegou, sim , como você disse , nós todos esperávamos que ele iria frear a espécie de superestado nacional de vigilância prolongada da era Bush-Cheney , em vez disso o que ele fez foi corrigir alguns erros mais graves, mas nós sabemos que ele estava de fato secretamente expandindo o que estava acontecendo sob a vigilância.

O governo até mesmo estava se oferecendo para pagar parte dos custos das empresas, quando eles tiveram que mudar o seu equipamento, o que naturalmente torna absurdas suas negações de que eles não sabiam de nada. E o que há é, eu diria - muito assustador, certo? Quero dizer, você tem um governo que quer coletar quase tudo sobre você, trabalhando com empresas que também gostam dessa ideia. E, o que de fato eles gostariam de fazer é vender essas informações. Este é um tipo de circuito fechado.

Isto é - você sabe, eu não diria que esse era problema principal. Você sabe, eu fui, claro, como um monte de outras pessoas, ingênuo.

NOOR: Então, Thomas Ferguson, nós certamente temos muito o que falar, mas nós vamos terminar esta parte da conversa. Muito obrigado pela sua participação

FERGUSON: Obrigado.

NOOR: Obrigado pela participação na Real News Network.

Fim da entrevista.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Alunos das Apaes homenageiam Richa



Nas visitas que faz ao interior, o governador Beto Richa é sempre bem recebido pelos professores e alunos atendidos pelas Apaes do Paraná e, é claro, fica muito emocionado. "No Paraná temos 415 escolas de educação especial, a maioria Apaes, que atendem, com extrema dedicação e qualidade, mais de 42 mil alunos", disse Richa , hoje ao encontrar com professores e alunos da Apae de Imbutiva. As fotos são do mestre Orlando Kissner.

"Com o programa Todos pela Educação, pioneiro no país, as escolas especiais têm a garantia do pagamento de professores, da construção e manutenção dos prédios, mobiliário, transporte, alimentação escolar e do pagamento de despesas com energia e água. Até o final deste ano, serão R$ 436 milhões em recursos destinados para a educação especial", completou.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Pessuti visa pré-candidatura a governador em 2014



O ex-governador Orlando Pessuti está em campo para disputar o governo no próximo ano. Ao cumprir seu mandato ao suceder Requião, Pessuti mostrou um estilo diferente e moderno de administração, mantendo contato direto com a população, trabalhando com serenidade e equilíbrio, conquistou grande parte da opinião pública paranaense.
Para discutir as candidaturas majoritárias nas eleições do ano que vem, o ex-governador Orlando Pessuti, secretário geral do PMDB estadual, fez plantão na Assembleia Legislativa na semana passada. Conversou com nove dos treze deputados da bancada peemedebista e reafirmou sua disposição de disputar o pleito como candidato a governador. O dirigente do PMDB disse também que, semanalmente tem percorrido as cidades do interior do Paraná e também da Região Metropolitana de Curitiba, para conversar com as lideranças do partido. “Nesses encontros tenho procurado sempre estimular as candidaturas de deputado estadual ou federal e apresentado minha intenção em participar da disputa ao governo do Paraná”. Como resultado dessas conversas, Pessuti apresentou nesta segunda-feira (21), à Comissão Executiva Estadual do PMBD uma proposta para que sejam realizados seis encontros macro regionais até o final do ano. “Vamos debater com as lideranças peemedebistas de todo o Estado, a realização das prévias, que poderão acontecer em março de 2014, visando definir as questões ligadas à candidatura própria, bem como as possíveis coligações e alianças”, informou o ex-governador. Na opinião de Pessuti, uma vez que as convenções partidárias que definirão os candidatos, só acontecerão em junho de 2014 “é natural que no período que antecede essas convenções, os partidos e pré-candidatos conversem e, através do entendimento, busquem construir aquilo que julguem melhor para cada partido ou coligação”, justificou.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pânico no PT-PR: ex-assessor ameaça falar sobre 'recursos não contabilizados'



Rastilho de pólvora – O pânico voltou a rondar o PT do Paraná. De dentro da cadeia, o ex-assessor especial de Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Eduardo Gaievski (acusado de estupro de menores), retomou a sessão de de recados. Caso continue abandonado e sem assistência do partido pode revelar o que sabe. Gaievski tem relatórios minuciosos sobre quanto encaminhou em “recursos não contabilizados” para as campanhas do PT nos dois mandatos (2005-2012) em que foi o prefeito de Realeza, cidade do Sudoeste paranaense. Para colocar mais lenha na fogueira, diz saber quanto, quando e, principalmente, quem recebeu tais recursos.

Para que não lhe ocorram “mal entendidos fatais”, Gaievski avisa que qualquer “incidente” não impedirá que as informações – guardadas em lugares seguros, em mãos de pessoas de confiança – cheguem a quem de direito. O PT do Paraná, que acaba de ter seu presidente, o deputado estadual Ênio Verri, condenado por improbidade administrativa, receia entrar na campanha de 2014 mergulhado em escândalos.

de ucho.info

Richa anuncia R$ 240 milhões às cidades do litoral do Paraná



O governador Beto Richa anunciou neste sábado, 19, em Matinhos, no litoral do Paraná, R$ 240 milhões para Matinhos e Pontal do Paraná. A maior parte dos recursos (R$ 200 milhões) é para ampliar o sistema de coleta e tratamento de esgoto nas duas cidades. "É o maior volume de investimentos que o Governo do Estado fez no Litoral, região que era lembrada em outros governos apenas no período de veraneio. Aqui também moram pessoas que merecem atenção e melhoria na sua qualidade de vida", disse Beto Richa.

Mais de três mil pessoas acompanharam Richa em Matinhos. A interação do governador com as crianças e com os moradores do litoral podem ser comprovadas pelas fotos do mestre Orlando Kissner.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Escolas continuam especiais no Paraná - por Beto Richa



Não sei o porquê do impasse criado ou da resistência de parlamentares petistas em não reconsiderar o projeto do senador José Pimentel (PT-CE) que obriga o atendimento de alunos com deficiências na escola pública tradicional, e que está na Comissão de Justiça do Senado.

No nosso estado, tudo foi resolvido de forma mais simples e mais humana: as escolas especiais passaram a integrar a rede estadual de ensino, recebendo a mesma atenção das escolas públicas, os mesmos programas educacionais e os mesmos recursos financeiros do governo.

Trecho do artigo "Escolas continuam especiais no Paraná", do governador Beto Richa, publicado neste domingo, 13, na Gazeta do Povo. Leia a seguir a sua íntegra.

Escolas continuam especiais no Paraná

Beto Richa

Não sei o porquê do impasse criado ou da resistência de parlamentares petistas em não reconsiderar o projeto do senador José Pimentel (PT-CE) que obriga o atendimento de alunos com deficiências na escola pública tradicional, e que está na Comissão de Justiça do Senado.

No nosso estado, tudo foi resolvido de forma mais simples e mais humana: as escolas especiais passaram a integrar a rede estadual de ensino, recebendo a mesma atenção das escolas públicas, os mesmos programas educacionais e os mesmos recursos financeiros do governo.

A medida que está sendo proposta pelo governo federal, além de descabida e desumana, compromete o serviço de qualidade feito pelas Apaes. No Paraná, temos 415 escolas e instituições de educação especial, a maioria Apaes, que atendem, com extrema dedicação e qualidade, a mais de 42 mil alunos de várias idades com algum tipo de deficiência. Com o programa “Todos pela Educação”, que lançamos no início deste ano e que foi pioneiro no país, as escolas especiais têm a garantia do pagamento de professores, da construção e manutenção dos prédios, mobiliário, transporte, alimentação escolar e do pagamento de despesas com energia e água. Até o fim deste ano, serão R$ 436 milhões em recursos destinados para a educação especial.

Nada mais justo. Afinal, sempre primamos em eliminar qualquer tipo de discriminação. Tudo o que é destinado à pessoa sem deficiência também deve ser destinado à pessoa com deficiência. Tudo o que vai para a escola tradicional do estado tem de ir para as escolas especiais, sem criar constrangimentos. Trouxemos as entidades de ensino especial para dentro das ações do estado. Ou seja, a rede pública incorporou a educação especial, respeitando as suas características.

Temos a clareza da possibilidade de convivência do sistema inclusivo com a manutenção das escolas especiais. Por isso, a Resolução 3.600/2011, agora oficializada, autoriza a alteração do nome das escolas de educação especial para escolas de educação básica, na modalidade de Educação Especial. Todas as escolas mantidas pelas Apaes e coirmãs passaram a ser escolas de educação básica na modalidade de educação especial, podendo oferecer, além de educação infantil e ensino fundamental, a educação de jovens e adultos e educação profissional.

Reafirmo que não sou e nunca fui contra a educação inclusiva. Porém, é preciso ressalvar que a Constituição Federal previu, em seu artigo 208, inciso III, a garantia de “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência preferencialmente na rede regular de ensino” e não, como querem alguns, exclusivamente na rede regular de ensino.

Para resumir e acabar com os impasses no Senado é fundamental que seja restabelecida a redação anteriormente aprovada na Câmara dos Deputados: universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos(às) alunos(as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.

Nós, no Paraná, fomos além do que corretamente está proposto e que, aliás, já era reconhecido pela Constituição.

Beto Richa é governador do Paraná.

Fruet tenta justificar a não redução da passagem de ônibus



Assim que assumiu a Prefeitura Municipal de Curitiba, na segunda semana, Gustavo Fruet autorizou aumento nas tarifas do transporte coletivo. No mês seguinte, pressionado pelos estudantes nas ruas, voltou atrás. Hoje, quando o Tribunal de Contas denuncia que a tarifa está superfaturada, além de monopolizada por uma família, o prefeito não apenas se recusa a reduzir o valor de R$ 2,70 para R$ 2,25 (valor informado pelo Tribunal de Contas), como ainda anuncia um possível aumento para fevereiro.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT) repetiu recentemente que só reduz a passagem de ônibus de Curitiba - R$ 2,70 para R$ 2,25 - se houver uma decisão da Justiça. O mesmo diz que à respeito da concessão do sistema de transporte das linhas de ônibus. “Nós temos que respeitar o contrato. O que eu não posso agir de forma irresponsável e deixar depois um passivo para a cidade”, diz o prefeito.

Fruet disse que a tarifa deve aumentar em fevereiro do ano que vem, por conta do reajuste dos salários dos motoristas e cobradores. “Disso tudo, deve ser repassada, pelo menos, a correção da inflação. Esse dinheiro vai sair de algum lugar – ou sai da tarifa, ou sai do imposto sobre a população. Nós temos que ter transparência com relação a esses números”, afirmou. Entretanto, os valores estão superfaturados e a população não é obrigada a engordar os lucros ilegais dos concessionários.