sábado, 19 de julho de 2014

PT ataca 'passe livre' de Eduardo Campos


O PT e o candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, trocaram críticas nos últimos dias em relação ao passe livre. Na terça-feira, Campos confirmou que está estudando uma proposta e que poderá, caso eleito, trabalhar pela gratuitamente do transporte público para estudantes da periferia. "Queremos afirmar o nosso compromisso com a questão da mobilidade, sobretudo dos estudantes e com a causa do passe livre. É isso que a gente estava gravando, eu não sei como essa notícia saiu", disse a jornalistas na saída do evento. "Estávamos fazendo um programa com uma série de alunos que foram se reunir e gravar conosco. Tratamos do assunto respondendo a uma pergunta de um estudante e eu reafirmo o que eu disse lá. (...) Eu e Marina temos o compromisso com a tese do Passe Livre."

O PT reagiu ontem à declaração. Segundo artigo publicado pela legenda e compartilhado em sua página oficial do Facebook, a proposta do ex-governador de Pernambuco "é meramente eleitoreira". "A promessa também destoa de sua ação durante os protestos de janeiro de 2012, quando defendeu a forte ação policial contra estudantes que pediam o "Passe Livre Estudantil". E não ficou só nas palavras, pois a PM pernambucana reprimiu os protestos com balas de borracha e bombas, que foram lançadas inclusive dentro da Faculdade de Direito do Recife, ponto de encontro dos manifestantes", destaca o texto do PT.

No Facebook, o texto petista foi intitulado de "promessas vãs". No post, há uma foto do ex-governador com imagens do batalhão de choque ao fundo e uma mensagem escrita "contradições socialistas". Já no site do partido, a nota é intitulada "Campos promete passe livre, mas reprimiu manifestações em Pernambuco".

"Playboy mimado"

No início do ano, uma publicação na página do PT no Facebook gerou polêmica. Também com críticas a Campos, o texto chamou o então governador pernambucano de "Playboy mimado" e "tolo". A publicação dizia ainda que ele era um candidato "sem projeto, sem conteúdo e sem compostura política" para disputar a Presidência da República neste ano.

FolhaPress

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