segunda-feira, 31 de março de 2014

A ditadura-civil militar foi o regime mais corrupto da história brasileira


O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

Heloisa Maria Murgel Starling

Combater a corrupção e derrotar o comunismo: esses eram os principais objetivos que fermentavam os discursos nos quartéis, às vésperas do golpe que derrubou o governo João Goulart, em março de 1964. A noção de corrupção dos militares sempre esteve identificada com uma desonestidade específica: o mau trato do dinheiro público. Reduzia-se a furto. Na perspectiva da caserna, corrupção era resultado dos vícios produzidos por uma vida política de baixa qualidade moral e vinha associada, às vésperas do golpe, ao comportamento viciado dos políticos diretamente vinculados ao regime nacional-desenvolvimentista.
Animado por essa lógica, tão logo iniciou seu governo, o marechal Castello Branco (1964-1967) prometeu dar ampla divulgação às provas de corrupção do regime anterior por meio de um livro branco da corrupção – promessa nunca cumprida, certamente porque seria preciso admitir o envolvimento de militares nos episódios relatados. Desde o início o regime militar fracassou no combate à corrupção, o que se deve em grande parte a uma visão estritamente moral da corrupção.
Essa redução do político ao que ele não é – a moral individual, a alternativa salvacionista – definiu o desastre da estratégia de combate à corrupção do regime militar brasileiro, ao mesmo tempo em que determinou o comportamento público de boa parte de seus principais líderes, preocupados em valorizar ao extremo algo chamado de decência pessoal.
Os resultados da moralidade privada dos generais foram insignificantes para a vida pública do país. O regime militar conviveu tanto com os corruptos, e com sua disposição de fazer parte do governo, quanto com a face mais exibida da corrupção, que compôs a lista dos grandes escândalos de ladroagem da ditadura. Entre muitos outros estão a operação Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares), que ganhou concorrência suspeita para a exploração de madeira no Pará, e os desvios de verba na construção da ponte Rio–Niterói e da Rodovia Transamazônica. Castello Branco descobriu depressa que esconjurar a corrupção era fácil; prender corrupto era outra conversa: “O problema mais grave do Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar.”
A declaração de Castello foi feita meses depois de iniciados os trabalhos da Comissão Geral de Investigações. Projetada logo após o golpe, a CGI conduzia os Inquéritos Policiais-Militares que deveriam identificar o envolvimento dos acusados em atividades de subversão da ordem ou de corrupção. Com jurisdição em todo o território nacional, seus processos obedeciam a rito sumário e seus membros eram recrutados entre os oficiais radicais da Marinha e da Aeronáutica que buscavam utilizar a CGI para construir uma base de poder própria e paralela à Presidência da República.
O Ato Institucional nº 5, editado em 13 de dezembro de 1968, deu início ao período mais violento e repressivo do regime ditatorial brasileiro – e, de quebra, ampliou o alcance dos mecanismos instituídos pelos militares para defender a moralidade pública. Uma nova CGI foi gerada no âmbito do Ministério da Justiça com a tarefa de realizar investigações e abrir inquéritos para fazer cumprir o estabelecido pelo Artigo 8º. do AI-5, em que o presidente da República passava a poder confiscar bens de “todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública”.
Para agir contra a corrupção e dar conta da moralidade pública, os militares trabalharam tanto com a natureza ditatorial do regime como com a vantagem fornecida pela legislação punitiva. Deu em nada. Desde 1968 até 1978, quando foi extinta pelo general Geisel, a CGI mancou das duas pernas. Seus integrantes alimentaram a arrogante certeza de que podiam impedir qualquer forma de rapinagem do dinheiro público, através da mera intimidação, convocando os cidadãos tidos como larápios potenciais para esclarecimentos.
A CGI atribuiu-se ainda a megalomaníaca tarefa de transformar o combate à corrupção numa rede nacional, atuando ao mesmo tempo como um tribunal administrativo especial e como uma agência de investigação e informação. Acabou submergindo na própria mediocridade, enredada em uma área de atuação muito ampla que incluía investigar, por exemplo, o atraso dos salários das professoras municipais de São José do Mipibu, no Rio Grande do Norte; a compra de adubo superfaturado pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e as acusações de irregularidades na Federação Baiana de Futebol. Entre 1968 e 1973 os integrantes da comissão produziram cerca de 1.153 processos. Desse conjunto, mil foram arquivados; 58 transformados em propostas de confisco de bens por enriquecimento ilícito, e 41 foram alvo de decreto presidencial.
Mas o fracasso do combate à corrupção não deve ser creditado exclusivamente aos desacertos da Comissão Geral de Investigações ou à recusa de membros da nova ordem política em pagar o preço da moralidade pública. A corrupção não poupou a ditadura militar brasileira porque estava representada na própria natureza desse regime. Estava inscrita em sua estrutura de poder e no princípio de funcionamento de seu governo. Numa ditadura onde a lei degradou em arbítrio e o corpo político foi esvaziado de seu significado público, não cabia regra capaz de impedir a desmedida: havia privilégios, apropriação privada do que seria o bem público, impunidade e excessos.
A corrupção se inscreve na natureza do regime militar também na sua associação com a tortura – o máximo de corrupção de nossa natureza humana. A prática da tortura política não foi fruto das ações incidentais de personalidades desequilibradas, e nessa constatação reside o escândalo e a dor. A existência da tortura não surgiu na história desse regime nem como algo que escapou ao controle, nem como efeito não controlado de uma guerra que se desenrolou apenas nos porões da ditadura, em momentos restritos.
Ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, em especial entre 1969 e 1977, a tortura se tornou inseparável da corrupção. Uma se sustentava na outra. O regime militar elevou o torturador à condição de intocável: promoções convencionais, gratificações salariais e até recompensa pública foram garantidas aos integrantes do aparelho de repressão política. Caso exemplar: a concessão da Medalha do Pacificador ao delegado Sérgio Paranhos Fleury (1933-1979).
A corrupção garantiu a passagem da tortura quando esta precisou transbordar para outras áreas da atividade pública, de modo a obter cumplicidade e legitimar seus resultados. Para a tortura funcionar é preciso que na máquina judiciária existam aqueles que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é necessário encontrar gente disposta a fraudar autópsias, autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. É preciso, ainda, descobrir empresários dispostos a fornecer dotações extra-orçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior precisão e eficácia.
A corrupção quebra o princípio da confiança, o elo que permite ao cidadão se associar para interferir na vida de seu país, e ainda degrada o sentido do público. Por conta disso, nas ditaduras, a corrupção tem funcionalidade: serve para garantir a dissipação da vida pública. Nas democracias – e diante da República – seu efeito é outro: serve para dissolver os princípios políticos que sustentam as condições para o exercício da virtude do cidadão. O regime militar brasileiro fracassou no combate à corrupção por uma razão simples – só há um remédio contra a corrupção: mais democracia.

Heloisa Maria Murgel Starling é professora de História da Universidade Federal de Minas Gerais e coautora de Corrupção: ensaios e críticas (Editora da UFMG, 2008).

sexta-feira, 28 de março de 2014

Procon define regras para proteção do turista na Copa


Visando a proteção ao turista que vem para Curitiba nos jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, o Procon-PR reuniu, nesta quinta-feira (27), dezenas de entidades ligadas à preparação do mundial no estado, buscando uma ação que possa determinar um atendimento rápido e decisivo na defesa do consumidor.

A coordenadora do Procon, Claudia Silvano, lembrou que “milhares de turistas estrangeiros e brasileiros estarão circulando pela cidade-sede, e nós precisamos estar preparados para uma resposta rápida aos reclamos que certamente virão”.

O coordenador geral da Copa do Mundo 2014 no Paraná, Mario Celso Cunha, ressaltou a importância da integração. “Existe hoje uma perfeita integração entre os órgãos estaduais e municipais, e todos os setores envolvidos na proteção do consumidor estão focados neste trabalho”, disse Cunha.

Os setores do Turismo estadual e municipal estão elaborando guias de informação ao turista, que também servirá de orientação ao consumidor. “Serão informações úteis nas áreas de defesa de consumidor, segurança, saúde e ação social”, disse Paulo Mosimann, assessor da coordenação estadual da Copa.

Participaram da reunião, além da advogada Claudia Silvano e do coordenador geral Mario Celso Cunha, as seguintes pessoas: Maximiliano Deliberador (Ministério Público), Luciano Bartolomeu (Abrasel), Cristiane Santos e Aline Orteha (Instituto Municipal do Turismo), Rômulo Bronwel e Letícia Tonetto (Abih), Iroclê Wykrota (Associação Comercial do Paraná), Evelyn Portela (Anac), Edson Nogueira (Infraero), Christiano Bettega (Anit), Michelle Alves, Sabrina Mendes (secretaria municipal da Saúde), Pedro Mariucci Neto e Eliane Sanches (Paraná Turismo) e Caroline dos Santos e Juliana Haluch Bastos (Procon de SJP).

Fotos: Pedro Mariucci Neto

quarta-feira, 26 de março de 2014

Central de ingresso para a Copa será no Shopping Pátio Batel


O espaço destinado à Central de Ingressos da FIFA (Ticket Center) para Curitiba foi entregue na manhã desta terça-feira (25) à Match Serviços de Eventos, agência oficial da FIFA para o gerenciamento dos ingressos para a Copa do Mundo de 2014. O espaço, localizado no subsolo do Shopping Pátio Batel (estacionamento piso S2), ainda passará por adequações para a implantação de equipamentos de Tecnologia da Informação (TI) e a partir de 18 de abril será aberto para atendimento ao público.

No local será feita a entrega de ingressos para jogos da Copa do Mundo, não só para os quatro confrontos marcados para Curitiba, mas também para os jogos que acontecerão em outras Cidades-sede.

A Central de Ingressos FIFA na capital paranaense tem uma área total de 800 metros quadrados, sendo 500 de área externa e 300 de área interna. Nela estarão dispostos sete guichês com a presença de funcionários para a entrega dos ingressos ao público e outros três guichês de auto-atendimento.

“É mais uma instalação que é pré-requisito da FIFA para a realização da Copa do Mundo em Curitiba e que está sendo entregue”, diz a assessora técnica da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo, Zelinda Morais da Costa.

O coordenador geral da Copa do Governo do Estado, Mario Celso Cunha, participou do evento e falou sobre o local. "O espaço destinado para o Ticket Center é próximo ao estádio da Copa, e isto facilitará bastante aos torcedores e turistas", destacou Cunha.

O evento contou também com a participação de representantes do Comitê Organizador Local (COL) da FIFA e da Match.

Em Curitiba, a Central de Ingressos FIFA no Shopping Pátio Batel será o único local para a retirada de ingressos para jogos da Copa do Mundo 2014.

terça-feira, 25 de março de 2014

Deputados repudiam discriminação ao PR


A discriminação ao Paraná por parte do governo federal, relatada hoje na Gazeta do Povo, provocou uma série de debates na sessão de hoje na Assembleia Legislativa. Cinco deputados - Ademar Traiano (PSDB), Élio Rusch (DEM), Wilson Quinteiros (PSB), Luiz Claudio Romanelli (PMDB) e Stephanes Junior (PMDB) - consideram injusta o bloqueio de empréstimos, que superam R$ 2,8 bilhões, na Secretaria do Tesouro Nacional.

A manchete do jornal diz que o Paraná é o ‘Estado com o menor número de empréstimos federais’ e esclarece que os problemas do estado, para liberar recursos começaram no segundo semestre de 2011. “Acontece que essa data coincide justamente com o momento em que Gleisi Hoffmann tomou posse na Casa Civil, em 8 de junho de 2011”, disse Traiano.

Elio Rusch afirmou que “Gleisi atira no governador Beto Richa, mas acerta na população do Paraná”. Romanelli enfatizou que “os números demonstram a profunda discriminação do governo federal ao Paraná”. Ele citou Santa Catarina, que recebeu R$ 9,6 bilhões e o Rio Grande do Sul, que tem as finanças públicas em situação pior que a nossa e mesmo assim recebeu R$ 4,8 bilhões. “E o Paraná só recebeu R$ 863 milhões”, comparou.

Stephanes Junior demonstrou indignação. ”O PT acha que ganha a eleição no Paraná sacaneando o estado, com a Gleisi segurando os recursos de empréstimos. Se não fosse ela, os recursos já estariam no Paraná, fomos muito prejudicados com a presença da Gleisi na Casa Civil”. Quinteiro também condenou a perseguição ao Paraná e disse que os paranaenses não podem ficar calados diante dessa postura inaceitável da senadora de trabalhar para inviabilizar obras importantes para o Estado.

Traiano disse que "a matéria foi toda elaborada com base em dados oficiais e comprova todas as denúncias que fizemos”. "Gleisi acredita que deixando o Paraná sem recursos financeiros facilitaria seu projeto de chegar ao governo do Paraná. A senadora, alucinada pela ambição de chegar ao poder, não se dá conta dos prejuízos imensos que está causando ao povo do Paraná. Ou, se percebe o mal que faz ao Paraná, não se importa”.

O deputado tucano disse o governo do Paraná nunca discriminou prefeitos do PT e espera que Gleisi mude de atitude. Ele fez um apelo para que os deputados do PT se mobilizem para liberar os recursos que o estado precisa. “Um político não pode apostar no quanto pior melhor nem ambicionar o poder a qualquer preço. Assisto o governador Beto Richa distribuir recursos a prefeitos do PT toda a semana. Não dá para aceitar essa guerra de extermínio que a senadora move contra o Paraná”.

Traiano destacou que as digitais de Gleisi ficaram visíveis também quando se analisa que outros estados governados pelo PSDB tiveram empréstimos liberados. “O que esses estados não tinham era uma ministra e uma senadora jogando sujo contra os interesses da sua população”.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Em Curitiba, as obras anunciadas por Dilma estão longe de começar


Os curitibanos vão demorar pra ver sair do papel as principais obras do PAC da Mobilidade, anunciadas no ano passado pela presidente Dilma Rousseff, entre elas as modificações na capacidade de atendimento da linha Inter II, a conclusão da Linha Verde, a ampliação dos corredores exclusivos de transporte e os recursos para o metrô. Todos os projetos ainda aguardam liberação de verba do governo federal ou nem foram licitadas. As informações são de Eduardo Santana no Paraná Online.

Uma das obras que ainda não tiveram o processo de licitação iniciado é o da conclusão da Linha Verde Norte. A Secretaria de Obras
disse que a parte entre o Jardim Botânico e o viaduto da Victor Ferreira do Amaral, no Tarumã já está praticamente concluído e ainda falta concluir o alargamento do viaduto sobre a Avenida Affonso Camargo, que deve ocorrer até o fim de maio. No entanto, ainda de acordo com a pasta, o trecho entre o viaduto da Victor Ferreira do Amaral e o Atuba ainda não foi licitado.

Outro trecho da Linha Verde que também não foi licitado é o do Pinheirinho até o Contorno Sul. O metrô é outra obra que ainda aguarda ser licitada. Anunciada a um custo estimado de R$ 4,6 bilhões - R$ 1,8 bilhão do governo federal e R$ 1,4 bilhão dos governos estadual e municipal, e o restante da iniciativa privada, a grande obra do PAC da Mobilidade em Curitiba está em fase de elaboração do edital de licitação.

Segundo Sérgio Pires, presidente do Ippuc, até o mês de abril o edital será publicado. “Acreditamos que no segundo semestre o processo de licitação já esteja em andamento, mas acho difícil que ainda neste ano se comece alguma obra do metrô na nossa capital”, diz.

Aguardando verba As intervenções previstas no aumento de capacidade dos BRTs e da linha Inter II ainda aguardam recursos. Esses projetos já foram detalhados e encaminhados para o governo federal e aguardam a liberação de recursos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Secretários participam das reuniões da FIFA no Rio


O coordenador geral da Copa do Mundo 2014 no Paraná, Mario Celso Cunha, juntamente com o secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro, a engenheira Susana Lins Costa e a secretária municipal do Trabalho e vice-prefeita Mirian Gonçalves, participarão do seminário do Grupo de Trabalho – Acomodações, Aeroportos, Transporte e Mobilidade, que será realizada nesta quinta-feira (20), no Riocentro, Rio de Janeiro (RJ).

O seminário irá atualizar e integrar os Planos Operacionais das 06 cidades-sedes da Copa do Mundo, no que compreende o núcleo de ações para atendimento de visitantes, nacionais e estrangeiros, durante o evento. As cidades-sede de Cuiabá, Manaus, Natal, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo farão apresentações no evento, que contará com a participação do secretário executivo do ministério do Esporte, Luis Fernandes, e do coordenador do Gecopa e CEO do Comitê Organizador Local (COL), Ricardo Trade.

Na sexta-feira (21) a comitiva paranaense participará ainda da reunião do Comitê de Responsabilidades Copa 2014, que também será realizada no Riocentro (RJ), cuja pauta será “discussão da sistemática da distribuição dos ingressos para os operários que trabalharam nas obras dos estádios”. A reunião também contará com a presença de representantes do ministério do Esporte, Comitê Organizador Local (COL), FIFA, representantes das cidades-sede, além de proprietários dos estádios e das construtoras.

No sábado (22), em Curitiba, o coordernador geral Mario Celso Cunha e o secretário municipal Reginaldo Cordeiro irão acompanhar a comitiva da FIFA numa visita ao estádio da Arena da Baixada, que terá também a presença do secretário da Segurança Pública do Paraná, Leon Grupenmacher. Na parte da tarde participarão da reunião da FIFA sobre discussões operacionais, que será realizada no Parque Barigui.

"PR é discriminado", diz Richa na Record


Em entrevista a Heródoto Barbeiro e Ricardo Kotscho, no jornal da Record News, o governador Beto Richa (PSDB) reiterou a discriminação sofrida pelo Paraná em âmbito do governo federal, respondeu sobre as eleições, finanças do Estado e analisou a conjuntura nacional, principalmente o mau desempenho do governo Dilma. Assista à integra da entrevista.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Requião tem vergonha da relação PT e PMDB


"Esta é uma reunião absurda, onde vão discutir favores em véspera de eleição que depois não vão cumprir. Vão discutir o preço do aluguel do PMDB? Eu fico envergonhado com isso. Eu nunca fui convidado pela Dilma para ir com ela no Paraná. Na hora de distribuir caminhãozinho, maquininha, espelhinho, ela só chama a Gleisi. Estão fazendo aquela política sórdida do PT. E se me chamassem também não iria. Será uma aliança em torno de que? de cargos? Qual seria o programa do PT para renovar essa aliança? Vão refazer todo o pacto da política econômica? O trem bala? Os portos que não fizeram?"

- do senador Roberto Requião (PMDB-PR) sobre a reunião de Dilma com o PMDB.

sexta-feira, 7 de março de 2014

PR investe R$ 334 mi nas rodovias estaduais


O Paraná vai investir R$ 334 milhões até dezembro na recuperação e manutenção da malha rodoviária estadual. É R$ 1 milhão por dia usado na restauração de pistas, tapa-buracos, roçadas, recuperação da sinalização e de trechos de rodovias. “O resultado deste esforço é a qualidade da malha rodoviária do Paraná que segundo a Confederação Nacional do Transporte é a segunda melhor do Brasil, ficando atrás de São Paulo”, disse Pepe Richa, secretário estadual de Infraestrutura.

Ao longo do ano, são mais de 60 equipes trabalhando em mais de 11 mil quilômetros de rodovias. Em média, o DER tem cerca de dois mil profissionais trabalhando na conservação em todas as regiões: Norte, Noroeste, Oeste, Campos Gerais e Leste.

Sede de Curitiba receberá turistas de cinco continentes


Além de contar com a seleção da Espanha, atual campeã mundial de futebol que irá jogar na Arena e ficará concentrada no CT do Caju, e também com a seleção da Rússia, próxima anfitriã da Copa do Mundo de 2018, a sede de Curitiba terá a participação das seleções dos cinco Continentes, o que representa uma garantia de turistas estrangeiros e fomento da cultura entre os povos.

Jogarão na sede de Curitiba as seleções da Espanha e Rússia (Europa), Argélia e Nigéria (África), Equador e Honduras (América), Irã (Ásia) e Austrália (Oceania).

Duas seleções estarão no estado do Paraná a partir do mês de maio, fazendo a preparação para os jogos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014. A Espanha ficará no CT do Caju, em Curitiba, e a Coréia do Sul ficará em Foz do Iguaçu, no CT do Flamengo Esporte Clube.

Segundo o coordenador geral da Copa no Paraná, Mario Celso Cunha, “existe a possibilidade de uma terceira seleção ficar concentrada no Paraná, mais especificamente na cidade de Londrina, junto ao CT do SM Sports. Trata-se da seleção da Nigéria, que deverá visitar o Centro de Treinamento de Londrina nos próximos dias”. O coordenador geral da seleção Mello Justin e o diretor geral Beruck Chikaeze Nwabasili confirmaram que pretendem visitar o estádio da Arena/CAP, onde a Nigéria joga dia 16 de junho, às 16h00, contra o Irã, e também o CT de Londrina. O Embaixador da Nigéria, Adamu Emozozo, pretende estar junto nesta visita ao Paraná.

A seleção da Nigéria escolheu o CT da Ponte Preta, em Campinas, mas segundo informações a comissão técnica não estaria satisfeita porque o Centro de Treinamento passa por reformas e não tem data definida para a entrega total. Outro ponto seria que Campinas recebe também a seleção de Portugal, que ficará no CT do Guarani, e que estaria recebendo todas as atenções das autoridades daquela cidade.

domingo, 2 de março de 2014

Mensaleiros: A imoralidade venceu


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está radiante com a desqualificação do crime de quadrilha do condenado José Dirceu & Cia. A parlamentar que desrespeitou o mandato de senadora e foi para a Casa Civil, e agora voltou para se candidatar ao governo paranaense, "brinca" com a seriedade política.

Com todo o respeito ao catarinense Teori Zawaski, com quem convivi por alguns anos quando ele era advogado do Banco Central do Brasil, em Porto Alegre, e a quem rendo os meus respeitos ao seu conhecimento jurídico, lamentavelmente, se ele e o outro novato Luiz Roberto Barroso não fossem peças importantes da engrenagem petista para no STF amenizar as condenações do corrupto José Dirceu e demais cambada condenada, não seriam indicados por Dilma Rousseff para assentarem na Corte neste momento.

Aos calouros ministros faltou coragem de manifestarem o seu impedimento por não terem participado desde o início da ação penal 470. E por outro lado, deveriam ter respeitado os votos dados pelos ministros anteriores aposentados, que se posicionaram pela condenação de crime de quadrilha, pois se eles estivessem na ativa com certeza manteriam a sua posição inicial. Ora, ao participarem os novatos do processo, paira inequívoca desconfiança a qualquer cidadão de mediana compreensão de que iriam favorecer os mensaleiros.

Pergunta-se à senadora Gleisi: o resultado inicial de 6 votos a 4 foi por acaso uma demonstração de incompetência jurídica dos ministros favoráveis ao crime de quadrilha, foi má-fé, foi uma decisão política contra o PT? O PT tem se comportado de forma desrespeitosa e acintosa contra a decisão da Suprema Corte, coisa que nunca se viu no país, por quê? Agora, que a decisão “não republicana” foi favorável aos mensaleiros, para aquilo que já havia sido decidido, a senadora e o PT pachorrentamente vêm falar que as decisões do STF devem ser acatadas? Que conversa fiada é essa, senadora? É evidente que uma mesma matéria se for julgada mais de uma vez por novos integrantes da Corte o resultado poderá não ser o mesmo. Foi o que aconteceu. Só que aconteceu de forma não republicana, ou seja, não séria.

O ministro Joaquim Barbosa teve mérito: não vendeu a sua honra ao PT por sua indicação ao Supremo. Foi íntegro, sério, competente e justo com o que se espera de um magistrado. Não mostrou parcialidade como flagrantemente os ministros petistas Lewandowski e Dias Toffoli se comportaram. Joaquim Barbosa teve o denodo de enfrentar os petistas do Supremo, desejosos de chafurdar esta nação. Gente como Joaquim Barbosa precisa ser comemorada. A quadrilha que pretendia denegrir a imagem do Congresso e das instituições públicas brasileiras recebeu uma lição, cadeia, embora ainda branda.

Júlio Cesar Cardoso, o autor, é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC