quinta-feira, 30 de abril de 2015

Radicalismo e violência


Artigo de Beto Richa publicado na Gazeta do Povo:

Como democrata, cristão e cumpridor das leis, lamento profundamente os dramáticos incidentes ocorridos no Centro Cívico. Incidentes que tiveram sua origem na irresponsabilidade, na leviandade e no extremismo de grupos radicais estranhos à categoria dos professores paranaenses, inflamados por oportunistas que não respeitam e não honram o Poder Legislativo.

Desde o início das negociações com representantes do funcionalismo sobre o plano de custeio da Paranaprevidência, tenho me pautado de forma intransigente pelo diálogo, pedindo serenidade e ponderação a todos.

Fizemos várias concessões ao fórum sindical de servidores, retirando alguns pontos do projeto original e contemplando diversas de suas propostas.

O projeto do sistema previdenciário, elaborado por técnicos da Paranaprevidência, não mexe em nenhum direito dos servidores. Ao contrário: garante a sustentabilidade atuarial e financeira do Fundo de Previdência no longo prazo.

As aposentadorias e pensões são um direito sagrado do servidor. Obrigação constitucional prioritária do poder Executivo, pela qual sempre vamos zelar.

Para salvaguardar o direito dos deputados de votar com a sua consciência e sem pressões, a Assembleia Legislativa solicitou as devidas garantias para a votação do projeto. Garantias que foram asseguradas por decisão do Poder Judiciário.

Infelizmente grupos isolados de militantes políticos e black blocs, armados de pedras, bombas caseiras e barras de ferro, atacaram a força policial, que não teve alternativa senão se defender e garantir que os pudessem deputados cumprir com sua obrigação.

Há imagens comprovando quem tomou a iniciativa dos atos de barbárie.

Lamento profundamente que pessoas inocentes, que participavam da mobilização de servidores, também tenham sido vítimas desses infelizes acontecimentos.

Tenho crença profunda de que a História mostrará que a razão está do lado do equilíbrio, daqueles que praticam a democracia, e não dos que irresponsavelmente provocam a desordem pública, destilam ódio e rezam pela cartilha do quanto pior, melhor.

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