segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Aécio é investigado pelo Departamento Antidrogas dos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas


Depois das denúncias a respeito das irregularidades em relação ao aeroporto de Cláudio (MG) envolvendo a polêmica pista de pouso com o tráfico de drogas, a Drug Enforcement Administration (DEA) esteve no Brasil.

Depois da repercussão nacional e internacional envolvendo o nome do senador Aécio Neves (PSDB) com helicóptero pertencente, a Agropecuária Limeira, preenchido com 450 quilos de cocaína, no qual foi divulgado amplamente pelo canal Telesur e um dos sites mais famosos dos EUA, o TMZ. O juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa do Espirito Santo, recebeu em seu gabinete o agente da Polícia Federal Rafael Pacheco. Ele estava acompanhado de dois homens que falavam português com sotaque.
Apresentaram-se ao juiz como agentes da DEA – a agência antidrogas americana. Os investigadores estrangeiros queriam saber o local do pouso do helicóptero que trouxe de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, pelo menos 445 quilos de pasta base de cocaína. O local do pouso estava registrado no GPS da aeronave.
A conversa era informal e se alongou. Os agentes da DEA contaram ao juiz que, assim como o México é a rota da droga para os Estados Unidos, o Brasil se transformou no principal corredor da cocaína exportada para a Europa, e assim como no México o tráfico de drogas alimenta a política, no Brasil não seria diferente, e essa especulação que envolve o nome do Senador Aécio Neves, "os interessa e muito"!.
Telesur é um dos maiores canais de televisão da America Latina, já TMZ ganhou notoriedade quando o artista Michael Jackson faleceu. O TMZ foi a primeira mídia a divulgar sua morte superando grandes redes de notícias mundiais. 4 Horas mais tarde, a informação foi confirmada e o TMZ se tornou oficialmente uma referência de informações sobre celebridades.

Foco da investigação do DEA
A policia investiga se o aeroporto de Cláudio foi utilizado como rota para o tráfico de drogas, uma vez que já é pública a informação de que o helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, da família do senador Zezé Perrela, apreendido no Espírito Santo transportando 445 quilos de cocaína em novembro passado, chegou a pousar antes em um ponto do povoado de Sabarazinho (apenas 14 km de distância do aeroporto mineiro de Cláudio), três horas antes de seguir viagem para um sítio na cidade capixaba de Afonso Cláudio. A PF chegou a tal confirmação baseando-se no rastreamento do GPS do helicóptero, assim como nas anotações do plano de voo dos pilotos. e apreendido pela Polícia Federal do Espírito Santo, no sudeste do país, no último ano.

Assista o vídeo em: http://youtu.be/oEPw12JxxP8

Fonte: Plantão Brasil

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Requião é desleal, traiçoeiro e avarento


Doático Santos

Ao tentar desmerecer a recém anunciada, Tendência PMDB Esperança e Mudança, ex-governador demonstra a opção pela autofagia como estratégia para domínio do poder no PMDB do Paraná e aleivoso, ataca os que trabalham por um horizonte de convívio solidário no partido.

Foi desleal com as lideranças populares do PMDB de Curitiba que o ajudaram construir um partido voltado para a parcela da população mais sofrida e que viveu, por muito tempo, perseguida pelo lernismo que não enxergava o direito dos moradores de favelas, em ter sequer, uma torneira pública de água tratada, além de os impedir acesso à rede de energia elétrica. Em 2012, senador e já governador aposentado, ele Requião, escolheu como candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB, o maior expoente do lernismo - depois do próprio Lerner - nada mais nada menos que Rafael Greca de Macedo. Deslealdade no maior grau de expressão possível.

Traiçoeiro, me pediu à época que montasse um diretório municipal que fosse de nossa confiança, 'sic', e utilizou aquela articulação para impor Greca como candidato peemedebista majoritário. Não foi diferente nas eleições de 2014. Enquanto lançava todo tipo de aleivosia contra a bancada de deputados do PMDB, percorreu o estado com a mala preta do pedágio, seduzindo lideranças para apoio a Marcelo Almeida, dono da pedageira Ecovia, como candidato a senador pela legenda peemedebista.

Avarento, sabia que não tinha chances de vitória para o governo do estado, mas concorreu tão somente para eleger o filho Maurício como deputado estadual. Não fora - ele Requião - candidato, seu primogênito não chegaria nem próximo dos candidatos a deputado, mais votados. Avarento, quer agora conceder a direção do PMDB aos membros da família, Mauricinho e Joãozinho, como se nossa legenda, devesse ser transferida como uma herança dos Mello e Silva, que o oportunismo eleitoral transformou em Requião.

Vamos seguir na estruturação da Tendência PMDB Esperança e Mudança. Particularmente, trabalho na edição de um caderno que reproduz a notícia crime que mantenho no Ministério Público Federal sobre o escândalo do cofre, com farta documentação de negócios estranhos do ex-governador. As urnas não deixaram dúvidas e deram o recado definitivo: vá pra casa, Requião. Simples assim: #vapracasaRequiao

Doático Santos, secretário-geral do PMDB de Curitiba, e membro do diretório estadual do PMDB do Paraná

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os mistérios das “malas” de Youssef


Por Fernando Brito, no blog Tijolaço

O depoimento do policial federal – Jayme Oliveira, o Careca – em que ele diz ter levado dinheiro em malas para Eduardo Cunha (líder do PMDB) e Antonio Anastasia ( braço direito de Aécio Neves) tem alguns pontos muito interessantes, além das revelações sobre o caráter “democrático” da propinagem de Paulo Roberto Costa.

É que, no depoimento – que você pode ler aqui, no facsímile divulgado pelo Estadão - Oliveira diz, por diversas vezes, que foi levar malas de dinheiro de Youssef para as executivos das empreiteiras.
É algo que “passou batido” por nosso “jornalismo investigativo”.
Oliveira diz que levava dinheiro de Youssef para a Camargo Correia, para Júlio Camargo, da Toyo-Setal, e para Fernando Baiano, que seria o operador do PMDB no esquema.
Isso, em princípio, contraria a lógica da roubalheira até agora exposta.
Ou seja, o dinheiro vinha da empreiteira, por acertos de Paulo Roberto Costa, e passava por Youssef e ia para os políticos.
Agora se descobre que os executivos das empreiteiras usavam o doleiro para receber dinheiro vivo.
É pouco provável que, no dia seguinte, mandassem o tesoureiro da empresa contabilizar a “bufunfa”, não é?
Isso é algo que mexe significativamente na mecânica criminosa das falcatruas de Paulo Roberto Costa, se Youssef era seu operador.
Então tinha dinheiro por fora para os executivos das empresas?
Ao senso comum, isso é lógico, porque, afinal, ninguém se mete em falcatruas sem um, como se diz na gíria, “levado”.
Esquemas de ladroagem envolvendo empresas, podem crer, envolve empresários.
Ninguém é coagido a dar nada se não estiver levando algum na história.
Talvez, então, se descubra que este caso de corrupção é um conluio de interesses pessoais.
Ou, uma possibilidade mais remota, vai-se perceber que a corrupção é um conluio de interesses que é antes de tudo pessoal, patrimonial.
E que o político entra na história como cúmplice, por conta da necessidade – sempre camuflada – de ter recursos para uma campanha eleitoral cara e “privatizada”.

sábado, 3 de janeiro de 2015

FELIZ ANO NOVO! O BRASIL NÃO É FEITO SÓ DE LADRÕES.


Inaugura-se, nesta quinta-feira, novo ano do Calendário Gregoriano, o de número 2015 após o nascimento de Jesus Cristo, 515, depois do Descobrimento, 193, da Independência, e 125, da Proclamação da República.

Tais referências cronológicas ajudam a lembrar que nem o mundo, nem o Brasil, foram feitos em um dia, e que estamos aqui como parte de longo processo histórico que flui em velocidade e forma muitíssimo diferentes daquelas que podem ser apreendidas e entendidas, no plano individual, pela maioria dos cidadãos brasileiros.

Ao longo de todo esse tempo, e mesmo antes do nascimento de Cristo, já existíamos, lutávamos, travávamos batalhas, construíamos barcos e pirâmides, cidades e templos, nações e impérios, observávamos as estrelas, o cair da chuva, o movimento do Sol e da Lua sobre nossas cabeças, e o crescimento das plantas e dos animais.

Em que ponto estamos de nossa História ?

Nesta passagem de ano, somos 200 milhões de brasileiros, que, em sua imensa maioria, trabalham, estudam, plantam, criam, empreendem, realizam, todos os dias.

Nos últimos anos, voltamos a construir navios, hidrelétricas, refinarias, aeroportos, ferrovias, portos, rodovias, hidrovias, e a fazer coisas que nunca fizemos antes, como submarinos - até mesmo atômicos - ou trens de levitação magnética.

Desde 2002, a safra agrícola duplicou - vai bater novo recorde este ano - e a produção de automóveis, triplicou.

Há 12 anos, com 500 bilhões de dólares de PIB, devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI, tínhamos uma dívida líquida de mais de 50%, e éramos a décima-quarta economia do mundo.

Hoje, com 2 trilhões e 300 bilhões de dólares de PIB, e 370 bilhões de dólares em reservas monetárias, somos a sétima maior economia do mundo. Com menos de 6% de desemprego, temos uma dívida líquida de 33%, e um salário mínimo, em dólares, mais de três vezes superior ao que tínhamos naquele momento.

De onde vieram essas conquistas?

Do suor, da persistência, do talento e da criatividade de milhões de brasileiros. E, sobretudo, da confiança que temos em nós mesmos, no nosso trabalho e determinação, e no nosso país.

Não podemos nos iludir.

Não estamos sozinhos neste mundo. Competimos com outras grandes nações, que conosco dividem as 10 primeiras posições da economia mundial, por recursos, mercados, influência política e econômica, em escala global.

Não são poucos os países e lideranças externas, que torcem para que nossa nação sucumba, esmoreça, perca o rumo e a confiança, e se entregue, totalmente, a países e regiões do mundo que sempre nos exploraram no passado - e ainda continuam a fazê-lo - e que adorariam ver diminuída a projeção do Brasil sobre áreas em que temos forte influência geopolítica, como a África e a América Latina.

Nosso espaço neste planeta, nosso lugar na História, foi conquistado com suor e sangue, por antepassados conhecidos e anônimos, entre outras muitas batalhas, nas lutas coloniais contra portugueses, holandeses, espanhóis e franceses; na Inconfidência Mineira, e nas revoltas que a precederam como a dos Beckman e a de Filipe dos Santos; nas Conjurações Baiana e Carioca, na Revolução Pernambucana; na Revolta dos Malês e no Quilombo de Palmares; na Guerra de Independência até a expulsão das tropas lusitanas; nas Entradas e Bandeiras, com a Conquista do Oeste, da qual tomaram parte também Rondon, Getúlio e Juscelino Kubitscheck; na luta pela Liberdade e a Democracia nos campos de batalha da Europa, na Segunda Guerra Mundial.

As passagens de um ano para outro, deveriam servir para isso: refletir sobre o que somos, e reverenciar patriotas do passado e do presente.

Brasileiros como os que estão trabalhando, neste momento, na selva amazônica, construindo algumas das maiores hidrelétricas do mundo, como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio; como os que vão passar o réveillon em clareiras no meio da floresta, longe de suas famílias, instalando torres de linhas de alta tensão de transmissão de eletricidade de centenas de quilômetros de extensão; ou os que estão trabalhando, a dezenas de metros de altura, em nossas praias e montanhas, montando ou dando manutenção em geradores eólicos; ou os que estão construindo gigantescas plataformas de petróleo com capacidade de exploração de 120.000 barris por dia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, como as 9 que foram instaladas este ano; ou os que estão construindo novas refinarias e complexos petroquímicos, como a RENEST e o COMPERJ, em Pernambuco e no Rio de Janeiro; ou os que estão trabalhando na ampliação e reforma de portos, como os de Fortaleza, Natal, Salvador, Santos, Recife, ou no término da construção do Superporto do Açu, no Rio de Janeiro; ou os técnicos, oficiais e engenheiros da iniciativa privada e da Marinha que trabalham em estaleiros, siderúrgicas e fundições, para construir nossos novos submarinos convencionais e atômicos, em Itaguaí; os técnicos da AEB - Agência Espacial Brasileira, e do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que acabam de lançar, com colegas chineses, o satélite CBERS-4, com 50% de conteúdo totalmente nacional; os que trabalham nas bases de lançamento espacial de Alcântara e Barreira do Inferno; os oficiais e técnicos da Aeronáutica e da Embraer, que se empenham para que o primeiro teste de voo do cargueiro militar KC-390, o maior avião já construído no Brasil, se dê com sucesso e dentro dos prazos, até o início de 2015; os operários da linha de montagem dos novos blindados do Exército, da família Guarani, em Sete Lagoas, Minas Gerais, e os engenheiros do exército que os desenvolveram; os que trabalham na linha de montagem dos novos helicópteros das Forças Armadas, na Helibras, e os oficiais, técnicos e operários da IMBEL, que estão montando nossos novos fuzis de assalto, da família IA-2, em Itajubá; os que produzem novos cultivares de cana, feijão, soja e outros alimentos, nos diferentes laboratórios da EMBRAPA; os que estão produzindo navios com o comprimento de mais de dois campos de futebol, e a altura da Torre de Pisa, como o João Candido, o Dragão do Mar, o Celso Furtado, o Henrique Dias, o Quilombo de Palmares, o José Alencar, em Pernambuco e no Rio de Janeiro; os que estão construindo navios-patrulha para a Marinha do Brasil e para marinhas estrangeiras como a da Namíbia, no Ceará; os engenheiros que desenvolvem mísseis de cruzeiro e o Sistema Astros 2020 na AVIBRAS; os que estão na Suécia, trabalhando, junto à Força Aérea daquele país e da SAAB, no desenvolvimento do futuro caça supersônico da FAB, o Gripen NG BR, e na África do Sul, nas instalações da DENEL, e também no Brasil, na Avibras, na Mectron, e na Opto Eletrônica, no projeto do míssil ar-ar A-Darter, que irá equipá-los; os nossos soldados, marinheiros e aviadores, que estão na selva, na caatinga, no mar territorial, ou voando sobre nossas fronteiras, cumprindo o seu papel de defender o país, que precisam dessas novas armas; os pesquisadores brasileiros das nossas universidades, institutos tecnológicos e empresas privadas, como os que trabalham ITA e no IME, no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, ou no projeto de construção e instalação do nosso novo Acelerador Nacional de Partículas, no Projeto Sirius, em São Paulo; os técnicos e engenheiros da COPPE, que trabalham com a construção do ônibus brasileiro a hidrogênio, com tubinas projetadas para aproveitar as ondas do mar na geração de energia, com a construção da primeira linha nacional de trem a levitação magnética, com o MAGLEV COBRA; nossos estudantes e professores da área de robótica, do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, várias vezes campeões da Robogames, nos Estados Unidos.

Neste momento, é preciso homenagear esses milhões de compatriotas, afirmando, mostrando e lembrando - e eles sabem e sentem profundamente isso - que o Brasil é muito, mas muito, muitíssimo maior que a corrupção.

É esse sentimento, que eles têm e dividem entre si e suas famílias, que faz com que saíam para trabalhar, com garra e determinação, todos os dias, cheios de orgulho pelo que fazem, e pelo nosso país.

E é por causa dessa certeza, que esses brasileiros estão se unindo e vão se mobilizar, ainda mais, em 2015, para proteger e defender as obras, os projetos e programas em que estão trabalhando, lutando, no Congresso, na Justiça, e junto à opinião pública, para que eles não sejam descontinuados, destruídos, interrompidos, colocando em risco seus empregos, sua carreira, e a sobrevivência de suas famílias.

Eles não têm tempo para ficar teclando na internet, mas sabem que não são bandidos, que não cometeram nenhum crime e que não merecem ser punidos, direta ou indiretamente, por atos dos quais não participaram, assim como a Nação não pode ser punida pelos mesmos motivos.

Eles têm a mais absoluta certeza de que a verdadeira face do Brasil pode ser vista nesses projetos e empresas - e no trabalho de cada um deles - e não na corrupção, que se perpetua há anos, praticada por uma ínfima e sedenta minoria. E intuem que, às vezes, na História, a Pátria consegue estabelecer seus próprios objetivos, e estes conseguem se sobrepor aos interesses de grupos e segmentos daquele momento, estejam estes na oposição ou no governo.

Mauro Santayana em seu blog