por Camila Tenório Cunha no insta
Artistas que se posiciam contra esta crueldade, têm sido perseguidos.
Soube que um cineasta que sempre me chocou por ser violento, colocar cenas de miolos estourando e violências diversas explícitas, é sionista e até mora no estado genocida de ' israel'. Não fiquei chocada, só fez sentido.
Ser a favor do que fazem com os seres humanos na faixa de Gaza tem haver com escolher ser: por um projeto colonialista e eugenista. Tem haver com ser cruel, como o filme do tal cineasta sempre mostrou.
Ser insensível ao que ocorre com um povo que estava lá sossegado há milhares de anos ( e não há exagero em milhares), derrubar suas oliveiras, matar seus bebês e mulheres, tem haver com quem escolhe estar ao lado de quem faz isso com um povo.
Tem haver com quem faz filmes que em vez de nos encantar e trazer esperanças, apenas nos faz ter pesadelos.
Num sistema econômico que excluí, mata e oprimi, que é insensível por si e que a ideologia dominante nos diz para ignorarmos as pessoas nas calçadas, a morte de povos originários, seja aqui, seja do outro lado do mundo, ser violento faz parte.
O que surpreende é a arte que sensibiliza, que embeleza, que é capaz de trazer esperanças e vontade de transformar o que é injusto pela beleza, doçura e ternura.
Como disse Che, sem jamais perder a ternura, é assim que a arte pode ser transformadora.
Este diretor que descobri ser sionista, nunca fui fã.
Aos artistas que pela arte se posicionam contra as violências e opressões, toda minha admiração.
Camila Tenório Cunha
17/09/2026
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