CURITIBA SOLIDÁRIA COM O IRÃ

Curitiba é chamada por muitos de "cidade fascista", em função de sua história de apoio ao nazismo e ao fascismo na Segunda Guerra Mundial, e da matriz ideológica de alguns de seus políticos racistas. Porém, os setores mais esclarecidos da cidade tem se posicionado de forma mais progressista e solidário nas causas nacionais e internacionais. Muitos professores, estudantes, políticos de esquerda e sindicalistas tem participado de passeatas e atos públicos em defesa do Irã, Venezuela, Palestina e Cuba. As últimas manifestações foram atos públicos na praça Santos Andrade, escadarias da Universidade Federal do Paraná, seguidas de passeatas até a praça Osório. A cidade fundou e conta com um dos mais atuantes movimentos de solidariedade internacional no país, o Comitê Árabe Brasileiro de Solidariedade. Aos domingos vários integrantes se reúnem na frente da mesquita ou na Sociedade Muçulmana, no Largo da Ordem.
O Jornal Água Verde apoia esses movimentos e participa de várias atividades. Nas fotos acima, pessoas com a camiseta do jornal prestando homenagem aos líderes iranianos Ali e Mojtaba Khamenei. Para o diretor do jornal, José Gil, o "Irã luta contra forças demoníacas do clube Epstein, pedófilos e criminosos governantes dos EUA e Israel".
------------------- Uma luta antiga ------------ A solidariedade e apoio ao Irã não são de hoje no Brasil, assim como a manifestação em camisetas. No ano de 1979, quando o líder Khomeini derrubou o Xá Reza Pahlevi, um fantoche do Ocidente, estudantes da Universidade Estadual de Maringá usaram camisetas em apoio ao Aiatola Khomeini. Na foto, o estudante Roberto Quiarelli, o "Véio", líder estudantil na época, usando uma camiseta em apoio ao Aiatolá Khomeini. E até hoje Quiarelli é solidário aos iranianos.