EUA escolheram o caminho da guerra e não querem solução pacífica na Ucrânia

Sputnik Brasil ---- A alocação de um novo grande pacote de assistência militar à Ucrânia demonstra a relutância das autoridades dos EUA em buscar uma solução pacífica para o conflito, disse o embaixador da Rússia em Washington Anatoly Antonov. Ontem (9) o Pentágono anunciou o fornecimento à Ucrânia de armas e munições no valor de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10,29 bilhões). "Os Estados Unidos continuam a encher seus tutelados com novos carregamentos de armas letais. A alocação de fundos financeiros tão consideráveis para esse propósito mostra uma coisa: Washington não pretende buscar uma solução diplomática para o conflito", ressaltou Antonov. De acordo com ele, os representantes da Casa Branca não fizeram nada para trazer o regime de Zelensky à mesa das negociações. O diplomata russo acrescentou que para Washington é impossível desistir da tarefa de "infligir uma derrota estratégica à Rússia". "Em jogo está a reputação da liderança do país que escolheu o caminho da guerra e não das soluções diplomáticas [...] É óbvio que o retorno da paz à terra sofredora da Ucrânia não faz parte dos planos dos estrategistas de Washington", concluiu Antonov. Moscou declarou repetidamente que a ajuda militar ocidental não augura nada de bom para a Ucrânia e apenas prolonga o conflito, enquanto os transportes com armas se tornam um alvo legítimo para a Força Aeroespacial russa. --------------------
Reputação global de Biden depende do sucesso da contraofensiva de Kiev, diz mídia norte-americana --------- Caso a ofensiva militar ucraniana falhar, o apoio ocidental a Kiev será reduzido para acomodar um acordo diplomático rápido, que prejudicaria Washington, de acordo com o Politico. A continuidade da ajuda de Washington a Kiev, bem como a reputação internacional do presidente dos EUA, Joe Biden, dependem do sucesso da contraofensiva militar ucraniana, escreveu na quinta-feira (8) o jornal norte-americano Politico, citando autoridades dos EUA. O jornal escreve, citando funcionários dos EUA, que se a Ucrânia for bem-sucedida em sua contraofensiva, "a ajuda militar e econômica ocidental fluirá", mas, se não for, "esse apoio provavelmente se esgotará, provocando a um aumento dos pedidos de uma resolução diplomática acelerada e prejudicando uma das conquistas internacionais mais importantes da Casa Branca". Além disso, notam as fontes do Politico, a Casa Branca ainda não tem certeza se os legisladores permitirão fundos adicionais para Kiev quando os valores previamente aprovados pelo Congresso chegarem ao fim. Um fracasso da Ucrânia no campo de batalha pode dar aos republicanos da Câmara a oportunidade de criar obstáculos para a concessão de fundos adicionais, sublinham as fontes.