Como o governo federal alimenta com verbas públicas a extrema direita e o lavajatismo em Curitiba e no Paraná
blog do Esmael Morais ------
O jornal Folha de S.Paulo publicou o texto do jornalista Fábio Victor neste domingo (8/1), numa tentativa de desvendar a alma de Curitiba, associada à direita, supostamente moldada à imagem e semelhança do antigo jornal e do atual blog Gazeta do Povo, cujo dono é Guilherme Cunha Pereira, sócio da RPC, afiliada à Globo no Paraná.
A Globo é aquela emissora que veiculou anúncio “golden break duplo” [120 segundos] da Petrobras, no intervalo do Jornal Nacional, pelos “míseros” quatro milhões de reais cada inserção, de acordo com a reverberação da própria Folha.
Parte dessa verba publicitária do governo federal é redistribuída para as afiliadas que também veiculam nos estados os comerciais do governo federal, dentre as quais a RPC, que alimenta o extremismo e o lavajatismo dos Cunha Pereira em Curitiba e no Paraná.
Não se trata apenas de campanhas da Petrobras, pois outros órgãos do governo federal igualmente despejam publicidades na Globo e, consequentemente, na RPC/Globo/Gazeta do Povo.
Sim, as extravagâncias de Guilherme Cunha Pereira, fervoroso seguidor da Opus Dai e da Lava Jato, são financiadas indiretamente com recursos públicos do governo federal.
Também com esses recursos autorizados pela SECOM (Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República), contraditoriamente, a Gazeta do Povo mantém artilharia pesada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do PT.
No plantel da extrema direita na capital paranaense, agasalhado no grupo Globo/RPC/Gazeta do Povo estão os bolsonaristas deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e os jornalistas Alexandre Garcia, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiuza e Luis Ernesto Lacombe, entre outros.
Há quase um mês, o Blog do Esmael mostrou que esses militantes do fundamentalismo político anticomunista, antipetista e anti-Lula estão convocando manifestação no dia 15 de novembro para derrubar o governo com a palavra de ordem “chega” da mão pesada do Estado.
“[Curiosamente, o Grupo RPC, afiliado à TV Globo e cujos sócios controlam o ex-jornal Gazeta do Povo, é um beneficiário das verbas do governo Lula.]”, grifo do Blog do Esmael em 14 de setembro passado.
A Gazeta do Povo também serve como bunker para o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) e o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol, que recentemente trocou o Podemos pelo Novo no Paraná.
Quanto à tese de que Curitiba é o “túmulo” da esquerda, há controvérsias, que a própria Folha reconhece ao lembrar que a cidade realizou o primeiro comício das Diretas Já em 1984.
Além disso, embora não cite na matéria, a capital dos paranaenses elegeu Roberto Requião, ícone da esquerda brasileira, atualmente no PT, como prefeito entre 1986 e 1989, governador três vezes (1991-1994 e 2003-2010) e duas vezes senador (1995-2003 e 2011-2019).
Portanto, a matéria da Folha apenas endossa a ideologia segunda a qual “a esquerda não se cria” em Curitiba e no Paraná – o que não é verdade, como se verá logo adiante.
A ideologia nada mais é do que a falsa representação da verdade, ensinava o velho Karl Marx.
Curitiba, além de ter “produzido” Requião, Carol Dartora e Renato Freitas, também assistiu o Paraná eleger prefeitos do PT em Londrina, Maringá e Ponta Grossa; ainda mantém uma gama de prefeitos do campo progressista, embora não estejam filiados a partidos de esquerda, como Marcelo Belinati (Londrina) e Ulisses Maia (Maringá).
Parafraseando o saudoso Tom Jobim, a cidade de Curitiba e o estado do Paraná não são para amador [no sentido amplo e histórico].
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Nota da Redação - Na Segunda Guerra Mundial a cidade de Curitiba contava com milhares de imigrantes alemães e italianos adeptos de Hitler e de Mussolini. Eles dominavam o comércio e a política local. Lotavam as praças com manifestações nazistas e fascistas. Os descendentes dos nazistas e fascistas curitibanos dominam hoje as esferas de poder local e estadual.


