Gleisi Hoffmann (Foto: Gil Ferreira/Ascom-SRI)
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Desvalorização de bancos no Brasil é “mais uma parcela do custo Bolsonaro”, afirma a ministra
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por Otávio Rosso no Brasil 247 - A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu à turbulência no mercado financeiro e atribuiu a responsabilidade pela crise a Jair Bolsonaro (PL), a seu filho Eduardo e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declaração publicada nesta quarta-feira (20), Gleisi defendeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que barrou a aplicação automática da Lei Magnitsky no Brasil, gerando um impasse judicial no sistema financeiro.
“Quem agrediu o sistema financeiro no Brasil foi Donald Trump, provocado por Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo. O ministro Flávio Dino tomou uma decisão em defesa da soberania nacional, das nossas leis e até dos bancos que operam em nosso país. Agiu em legítima defesa do Brasil. A especulação com o valor das ações dos bancos é mais uma parcela do Custo Bolsonaro, que recai sobre o país desde que ele se aliou a Trump para fugir do julgamento por seus crimes”, disse a ministra.
As ações dos maiores bancos que operam no Brasil sofreram forte desvalorização nesta terça-feira, impactando diretamente o Ibovespa, que recuou 2,1% e fechou a 134.432,26 pontos. O Banco do Brasil despencou 6%, Itaú Unibanco caiu 3,05%, Bradesco recuou 3,43%, Santander perdeu 4,88% e o BTG Pactual caiu 3,48%. Somente nesse pregão, o setor financeiro perdeu R$ 41,9 bilhões em valor de mercado, segundo o portal E-Investidor.
As quedas foram motivadas pela insegurança em torno da aplicação da Lei Magnitsky, que prevê sanções a autoridades estrangeiras e foi usada pelo governo Trump contra o ministro Alexandre de Moraes. Dino decidiu que nenhuma restrição imposta por governos externos tem efeito automático no Brasil, o que gerou um impasse jurídico para os bancos, que temem punições bilionárias dos Estados Unidos se não aplicarem as medidas.
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Incerteza no sistema financeiro
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Um parecer interno do BTG Pactual revelou que instituições financeiras estudam encerrar unilateralmente contas de clientes atingidos pelas sanções como forma de mitigar riscos. A estratégia busca evitar que os bancos sejam enquadrados como “facilitadores” em território americano, ao mesmo tempo em que procuram resguardar-se de questionamentos no Brasil.