por Edilson Martins ----------
O Grupo armado que executaria os primeiros assassinatos da quartelada bolsonarista está no banco dos réus.
Não é bom.
Afora o diabo desta COP30, que rouba a cena, joga para as calendas as sofridas sequelas da facada covarde.
O sofrimento com as 6 "cirurgias" - entre aspas porque há polêmica - não pode agora, portanto, ser deflagado.
E mais as depressões alternadas, a erisipela, os vômitos que não dão trégua, todo esse pacote que tanto toca um nicho da civilização brasileira, tudo está sendo adiado pelos dois eventos registrados.
Malditos eventos.
O capitão sofre com esses adiamentos, se toma de pessimismo.
Não esquecer a complementação desse pacote de recursos; obstrução intestinal e o refluxo.
Bolsonaro vê chegada a hora, a hora da verdade; Papuda e a clássica foto do presídio.
Mesmo indo posteriormente ao recolhimento domiciliar, que Michelle tem pavor, terá antes que passar por essa humilhante provação.
Essa bateria de recursos, comovendo e também fazendo a festa de seus desafetos, fica no banco de reservas.
Anistia dançou, derreteu.
O tarifaço, que ele sempre desconfiou, nunca acreditou, diga-se em nome da verdade, foi quase um tiro no peito.
Não fora a barbárie do Cláudio Castro - 121 mortos - o mais idiota dos governadores de direita, ganha até do Zema, a maior da história do país, ele, a direta, a extrema-direita, o Centrão de Ciro e Artur, estariam buscando socorro, com mar revolto, em bolhas de sabão.
Os governadores do grupo Tarcísio querem vê-lo pelas costas
Tornou-se tóxico, mas não querem perder seus votos.
Tarcisio, a partir da chacina fluminense, voltou a ter diante seus olhos, esvoaçante, uma linda mosca azul.
A reeleição paulista começa a fazer água.
E, no entanto, o ex-capitão está vivinho da Silva.
Apesar dos governadores querendo jogar seu caixão em cova rasa, continua articulando, sob os olhares implacáveis de Michelle, dando as cartas, indicando os candidatos da direita e extrema-direita do resto país.
O alvo principal é o Senado, é dali que ele quer a cabeça de Alexandre de Moraes.
Equações complicadas.
Flavinho, 01, reconhecendo que o pai perdeu, foi aos EUA convencer o irmão, o nosso instigante Dudu.
Dudu também perdeu.
Se retorna, pode vir a fazer companhia ao pai.
Ou pior, conhecer a tranca da Papuda sem o pai.
Flavinho tem a seu favor, como presidenciável, antes mesmo da barbárie dos Complexos do Alemão e da Penha, ter recomendado a Trump, num soberbo gesto de visionário, bombardear barcos da baía de Guanabara, no Rio.
Concordemos; um feito e tanto, percepção de estadista.
Valdemar do PL, o melífluo Boy de Mogi, sempre diz; "se a anistia sair, no dia seguinte Bolsonaro exibe a saúde de uma vaca premiada".
Não fala nestes termos, mas algo parecido.
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