Cenas de Combate
A China defendeu o princípio de “não interferência” após os Estados Unidos classificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.
A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ching, ao comentar a decisão americana. Segundo ela, Pequim defende “consistentemente” que assuntos internos de outros países não sejam alvo de interferência externa.
💬 A resposta chinesa ocorre em meio à repercussão internacional da medida dos EUA, que passará a tratar PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras a partir de junho.
O anúncio americano se insere em uma estratégia mais ampla de Washington para combater o chamado “narcoterrorismo” nas Américas, ampliar sua presença no hemisfério ocidental e conter a influência chinesa na América Latina.
O tema também ganha peso diplomático porque o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, fará visita oficial à China entre 31 de maio e 2 de junho, justamente em um momento de tensão envolvendo segurança, soberania e disputa de influência entre grandes potências.
