por Moz na Diáspora
A Rússia anunciou oficialmente que iniciou ataques sistemáticos contra Kiev, capital da Ucrânia, após o bombardeio ucraniano atingir um dormitório estudantil em Lugansk, região controlada por Moscou. Segundo o governo russo, o ataque matou estudantes e deixou dezenas de feridos. O Kremlin afirmou que essa foi a “gota d’água” e informou que agora passará a realizar ofensivas contínuas contra estruturas militares e centros de comando ucranianos.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, os ataques terão como alvo instalações militares, fábricas ligadas a drones, postos de comando e áreas estratégicas usadas pelas forças ucranianas. Moscou também recomendou que estrangeiros deixem Kiev imediatamente e pediu que moradores fiquem longe de estruturas administrativas e militares da cidade.
Nos ataques recentes, a Rússia voltou a utilizar o míssil hipersônico Oreshnik, uma das armas mais avançadas do arsenal russo atualmente. Esse míssil chamou atenção mundial porque atinge velocidades extremas e praticamente não existe hoje um sistema de defesa capaz de interceptá-lo com eficiência. O uso dessa arma mostra que Moscou está tratando essa nova fase da guerra com máxima seriedade.
Além disso, a Rússia informou oficialmente os Estados Unidos sobre a decisão de iniciar esses ataques contínuos contra Kiev. Nos bastidores, analistas enxergam que Moscou quer demonstrar que não pretende mais responder de forma limitada aos ataques ucranianos. E isso aumenta o risco de uma escalada ainda maior no conflito, justamente num momento em que o mundo inteiro acompanha a guerra com preocupação crescente.
