por Palas Atena
Ontem o Irã jogou. Empatou com a Nova Zelândia num resultado que foi, na verdade, uma grande vitória. Os jogadores estenderam o bandeirão em pleno estádio de Los Angeles, cidade do país que os bombardeia.
Eles levaram mochilas de crianças para simbolizar a memória das 150 crianças assassinadas no bombardeio contra a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, em fevereiro, pelos genocidas Israhell e EUA.
O estádio mostrou amplo apoio à seleção do Irã, que teve de chegar aos EUA no mesmo dia do jogo e viajar logo após a partida porque o genocida desgoverno cheetos proibiu que ficassem no país mais do que 24h. E as forças da opressão estadunidense novamente retiveram jogadores iranianos para revista, numa clara atitude de humilhação.
E aqui não se trata de ser favorável ao regime dos aitolás, até porque não cabe a mim ser ou não a favor do que ocorre politicamente numa cultura que não conheço. A questão é a total hipocrisia de se considerar os EUA uma democracia, sendo que ele destrói países, sequestra mandatários ou os mata, pilha os países destruídos por ele e implanta um regime de terror contra imigrantes.
É uma vergonha que a Fifa aceite isso. Gianni Infantino deveria se chamar Gianni Infâmia.
