O Hamas concordou em realizar uma retirada tática da governança de Gaza, para preservar três objetivos estratégicos: "a sobrevivência política do movimento, a reconstrução da unidade nacional palestina e a continuidade da resistência".
por participabtes do Al-Quds Global no wats
A meu ver, a decisão do Hamas pode ser interpretada não como retirada da luta, mas como reorganização estratégica da resistência diante de uma nova correlação de forças. Com esse gesto, Hamas separa, neste momento histórico, três dimensões distintas: governo, representação política e resistência armada.
A renúncia à administração cotidiana de Gaza não significa renúncia à existência política do movimento nem ao direito de resistência.
No acordo de cessar fogo primeira fase foi acordado a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária dia. Entram em média 30% disso. Foi acordado que o Hamas entregaria a administração de Gaza a um Comitê Tecnocratico (ou Comitê Nacional para Administração de Gaza) formado por palestinos.
Esse Comitê formado aguarda no Egito há 7 meses a permissão de israel para entrar em Gaza. Por outro lado a linha amarela só vai se expandindo, hoje cerca de 64% de Gaza, contrariando a cláusula de retirada de israel na segunda fase. Hoje o dito Conselho da Paz e, obviamente israel, condicionam a 2a fase do acordo e "reconstrução " de Gaza ao desarmamento da resistência. Isso não estava no acordo de cessar de cessar fogo. Que faz o Hamas? Entrega o governo ao Conselho , e portanto o problema volta a ser israel. Iniciativa política de pressão.
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, também comentou a medida.
“O Hamas deu um novo passo ao deixar de controlar a Faixa de Gaza, a fim de eliminar qualquer pretexto para a ocupação, que continua sua agressão e guerra de extermínio”, disse ele.
Ele acrescentou que o Hamas espera a “entrada rápida” do NCAG e “afirma sua prontidão em transferir as responsabilidades governamentais para o comitê, a fim de garantir seu sucesso”.

