Dados oficiais anuais divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que as exportações diretas de petróleo bruto do Brasil para Israel caíram para zero ao longo de todo o ano de 2025, marcando uma queda histórica que reflete o impacto da mobilização popular e sindical.
Até meados de 2024, o Brasil era o quarto maior fornecedor de petróleo bruto para Israel, respondendo por aproximadamente 9% de todas as importações israelenses do produto. A mudança ocorreu após uma intensa campanha liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), em conjunto com o movimento BDS, que defende um embargo energético para impedir qualquer cumplicidade com o genocídio em curso na Faixa de Gaza.
O relatório também levanta preocupações jurídicas sobre a possibilidade de o petróleo brasileiro continuar chegando a Israel por vias indiretas, por meio da reexportação e do refino em países terceiros, como a Itália. Embora a Petrobras afirme que comercializa o petróleo com refinarias estrangeiras e não tenha controle sobre seu destino final, organizações de direitos humanos sustentam que o Brasil continua obrigado, à luz do Direito Internacional e das determinações da Corte Internacional de Justiça, a adotar medidas que impeçam também o fornecimento indireto de petróleo para Israel.
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