CHINA VAI ADOTAR O PIX BRASILEIRO

O Pix ganhou destaque em um cenário que vai além das fronteiras brasileiras. Criado para facilitar transferências instantâneas, o sistema de pagamentos do Banco Central passou a fazer parte das discussões econômicas entre Estados Unidos e China. Enquanto autoridades norte-americanas incluíram o Pix em uma investigação comercial, alegando possíveis práticas que poderiam afetar a concorrência, a China sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil na área de pagamentos digitais. Durante o 4º Encontro do Grupo de Trabalho de Cooperação Financeira Estratégica China-Brasil, realizado em Xangai, representantes dos dois países discutiram formas de fortalecer os pagamentos internacionais, ampliar o uso de moedas locais nas transações bilaterais e integrar plataformas financeiras para tornar as operações mais rápidas, seguras e eficientes. O encontro contou com a participação do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e também abordou temas como investimentos, financiamento bilateral e mecanismos para facilitar o comércio entre Brasil e China. O episódio demonstra que o Pix, além de revolucionar os pagamentos no Brasil, passou a ser observado internacionalmente como uma tecnologia de relevância estratégica, inserida nas discussões sobre inovação financeira, comércio global e cooperação entre países. Fonte: Comunicado conjunto do Banco Central da China após o 4º Encontro do Grupo de Trabalho de Cooperação Financeira Estratégica China-Brasil e informações do Banco Central do Brasil.