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Em discurso proferido durante visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento dos investimentos nas Forças Armadas e no setor de defesa do país. O chefe do Executivo declarou que, embora o Brasil seja uma nação pacífica, a conjuntura global e o valor estratégico dos recursos nacionais exigem uma estrutura de defesa robusta para proteger a soberania territorial e evitar ingerências externas.
Segundo Lula, a preparação militar funciona como um elemento de dissuasão necessário em um cenário internacional imprevisível, afirmando que “há loucos pelo mundo querendo fazer guerra”. Para ilustrar a importância da prontidão nacional, o presidente relembrou a Guerra do Paraguai e ressaltou que conflitos armados podem surgir de maneira inesperada, demandando recursos e rápida resposta do Estado.
O presidente destacou também que o Brasil guarda ativos estratégicos de grande relevância — como extensas reservas de água doce, florestas tropicais, jazidas de minerais críticos e terras raras, além de milhares de quilômetros de fronteiras terrestres e marítimas. Em sua fala, ressaltou que as Forças Armadas precisam estar devidamente aparelhadas do ponto de vista tecnológico e científico para assegurar o respeito à soberania brasileira “sem arrogância, mas preparados para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”.
Retomada da indústria de defesa
A agenda em Jacareí celebrou a retomada das operações da Avibras, uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa do Brasil, responsável pelo desenvolvimento de sistemas de mísseis, foguetes e tecnologia aeroespacial. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras e paralisação de atividades nos últimos anos, conseguindo reestruturar dívidas trabalhistas para retomar a produção.
O evento contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e de comandantes das Forças Armadas. Alckmin enfatizou o papel dos programas de incentivo à indústria nacional, como a Nova Indústria Brasil, ressaltando que os investimentos em defesa garantem soberania, impulsionam a inovação tecnológica e geram empregos de alta qualificação no país.

