por Celio Antonio Morais
O terceiro round no Oriente Médio terminou... e Trump continua no chão?
Ainda não conseguiu se levantar dos 5 socos que o Irã diz ter dado.
E agora eu vou explicar quais foram esses golpes.
Os Estados Unidos encerraram seus ataques no sábado, mas a retaliação iraniana continuou até a tarde de domingo.
E, segundo Teerã, cinco posições americanas no Oriente Médio foram atingidas.
A Guarda Revolucionária afirma que os danos foram catastróficos para os inimigos.
O primeiro golpe teria atingido a Jordânia, com instalações de comando e estruturas ligadas aos drones MQ-9 na Base Príncipe Hassan.
O segundo golpe teria sido no Catar, onde fica a maior base americana da região, a Base Al Udeid. Segundo o Irã, estruturas de comando e manutenção de aeronaves foram atingidas.
O terceiro golpe teria vindo contra Omã, com ataques a plataformas de apoio e reabastecimento no Porto de Duqm.
O quarto golpe teria atingido o Kuwait, com sistemas de defesa Patriot, depósitos de munição e radares.
E o quinto golpe teria sido contra o Bahrein, atingindo sistemas de comunicação e vigilância.
Mas o maior movimento de Teerã pode não ter sido apenas militar.
Foi o Estreito de Ormuz.
O Irã anunciou que a passagem estratégica do petróleo continuará sob seu controle enquanto os Estados Unidos mantiverem a intervenção na região.
E aqui está a pergunta que está dividindo o mundo:
Se os Estados Unidos conseguiram uma vitória esmagadora, por que a maior rota de petróleo do planeta continua sendo uma ameaça?
E se o Irã está tão enfraquecido, como conseguiu responder atingindo posições americanas em diferentes pontos do Golfo?
A guerra moderna não é apenas sobre quem tem mais aviões ou mais mísseis.
É também sobre quem consegue impor custos ao adversário.
Os Estados Unidos têm o maior poder militar do planeta.
Mas o Irã mostrou que uma potência regional, usando sua posição estratégica e seus recursos, pode transformar uma guerra em um problema global.
O terceiro round acabou...
