CONTINUIDADE NA INVESTIGAÇÃO
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba encaminhou à Corregedoria, nesta segunda-feira (6), uma representação que pede a investigação do presidente da Casa, vereador Tico Kuzma (PSD).
Tico Kuzma é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, por suspeita de participação em um esquema de "rachadinha", prática em que servidores são obrigados a repassar parte dos próprios salários a um agente público.
Na reunião, a Mesa Diretora avaliou exclusivamente se a representação cumpria as exigências previstas no Regimento Interno da Câmara. Após concluir que os requisitos formais foram atendidos, o pedido foi considerado admissível e seguiu para a Corregedoria.
Segundo a Câmara, essa decisão não representa um julgamento sobre as acusações nem uma análise do conteúdo da denúncia. A partir de agora, caberá à Corregedoria definir quais serão as próximas providências.
Como é o principal envolvido no caso, Tico Kuzma não participou da reunião em que a Mesa Diretora deliberou sobre a admissibilidade da representação.
De acordo com o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba, a Corregedoria deverá decidir se há indícios suficientes para instaurar uma sindicância. Caso isso ocorra, a apuração terá prazo de até 30 dias para ser concluída. Dependendo do resultado da investigação e da gravidade dos fatos, o processo poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética ou ao Plenário da Câmara, conforme determinam as normas da Casa.
Em nota à TMC Paraná, o vereador Tico Kuzma afirmou que "recebe com tranquilidade a decisão da Mesa Diretora, que apenas reconheceu o cumprimento dos requisitos regimentais para o encaminhamento da representação à Corregedoria, sem qualquer análise de mérito" e que segue "tranquilo e confiante de que os fatos serão devidamente esclarecidos".
📸: Rodrigo Fonseca/CMC
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