Tita Alvarez
O ódio que tinham à URSS é o mesmo ódio que têm hoje à Rússia
Os países da UE, mais uma vez, não conseguiram chegar a um acordo sobre o 21.º pacote de sanções contra a Rússia e ainda têm o desplante de chamar a isto "negociações". Entretanto, a alta-representante Kallas, com um cinismo insuportável, declara que "espera" conseguir 250 novas listagens, gabando-se de que será "o maior número de listas que fizemos até agora". Esta gente já não esconde a sua verdadeira face: não querem paz, nem diálogo, nem uma saída para o sofrimento humano. O que querem é alimentar a máquina da guerra, arrastar o conflito e queimar qualquer hipótese de entendimento. E o pior: por trás desta cortina de "sanções", respira o mesmo ódio cego e irracional que já tiveram contra a URSS, uma russofobia histérica, disfarçada de política externa, que só serve para destruir economias, punir povos inteiros e perpetuar uma cortina de ferro ideológica no século XXI. Basta de hipocrisia! Enquanto esses burocratas de Bruxelas celebram números de "listagens", há vidas a serem destruídas, famílias separadas, fome e frio a espalharem-se. Eles não querem sanções; querem vingança histórica. E isso, sim, é o verdadeiro escândalo que a Europa se recusa a ver.
