por Angelica Torres no Al-Quds Global
"Quando Julian Assange afirmou que o objetivo não era vencer guerras, mas prolongá-las, ele tocou em uma das questões mais inquietantes do nosso tempo:
- E se os conflitos modernos não fossem meras disputas por território, ideologia ou segurança?
- E se fossem, acima de tudo, mecanismos de transferência de riqueza?
O fato é que:
Bilhões saem dos bolsos dos contribuintes.
Trilhões circulam entre governos, bancos, empresas do setor de defesa, fundos de investimento e corporações ligadas à indústria bélica.
Enquanto isso, a narrativa oficial muda de nome, de bandeira e de inimigo, mas o fluxo de dinheiro permanece o mesmo.
Afeganistão. Iraque. Ucrânia. Gaza. Venezuela.
Novos palcos, velhos interesses.
Assange sustentava que o verdadeiro objetivo de certas intervenções não é alcançar a paz, mas manter um estado permanente de conflito.
Conflito estável o suficiente para justificar gastos intermináveis. Porém instável o bastante para nunca levar a uma solução definitiva.
A guerra gera medo.
O medo gera consentimento.
O consentimento libera recursos.
E esses recursos alimentam uma elite transnacional que prospera longe dos campos de batalha.
Talvez a questão não seja quem está vencendo a guerra. Talvez a pergunta seja:
- Quem está lucrando com ela?
"O objetivo é uma guerra sem fim, não uma guerra bem-sucedida." (Julian Assange). "
Via https://youtube.com/@mred_son
Do portal Capitalistas sem Capital
