por Odenir Colombo
Em seu discurso aos empresários da FIESP, ontem, Caiado colocou na mesa, não as suas propostas para o Brasil, mas de todos os candidatos da direita. Especialmente aquilo que o Bolsonarismo e a trup de Zema querem como política econômica, ou seja jogar o País na Idade Média.
Caiado defendeu o fim da jornada de trabalho e da Justiça Trabalhista, jogando a relação capital trabalho ao regime escravocrata, com nenhum direito aos mais fracos. Os explorados terão direito ao Código Civil, escrito e aplicado para proteger os poderosos.
Quer aumentar a idade para aposentados da Previdência Social, em cinco anos, 70 anos para os homens e 65 as mullheres e o congelamento das correções por cinco anos, para os já aposentados. Ou seja, um confisco no ganho dos atuais aposentados em 35%.
Submissão total aos interesses e produtos americanos, reduzindo ainda mais a desindustrialização da nossa economia, que passou de 27% do PIB, na década de 80 para pouco mais de 11. Colocando na rua milhões de brasileiros, que desprovidos das leis trabalhistas, terão que trocar sua força de trabalho por comida.
Redução do Estado, vendendo na bacia das almas as estatais, que sobraram, acabando com capacidade do Estado de fazer políticas públicas em áreas vitais, como energia, saneamento, saúde, educação e outros.
Fim de programas sociais que reduziram as desigualdades dos miseráveis que não tinham o que comer, tirando o país do mapa da fome.
Caiado não defendeu apenas o seu projeto de País, volta para a Idade Média. Defendeu o projeto de Flávio Bolsonaro, escondido nas entrelinhas do programa de governo, redigido por seu coordenador de campanha, Rogério Marinho. Defendeu as propostas de Romeu Zema e seu maniquismo oportunista da ultra direita.
Vale uma reflexão profunda sobre o que pensam e o que prometem os líderes da extrema direita. Querem transformar o Brasil naquilo que o Millei está fazendo na Argentina: fuga de capitais, fechamento de empresas; desemprego aos 35%. Enfim, se o projeto do PT é ruim, imagine o projeto dessa gente.
