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Tudo começou com a intensificação da campanha ucraniana contra a logística marítima russa. Drones e mísseis passaram a atingir navios, instalações portuárias e estruturas ligadas às exportações russas, provocando prejuízos ao transporte de petróleo, combustíveis e outras cargas estratégicas.
A Rússia respondeu ampliando os ataques contra os portos ucranianos, principalmente na região de Odesa, atingindo terminais de grãos, infraestrutura portuária e navios mercantes. O resultado foi uma forte redução do tráfego marítimo e das exportações agrícolas ucranianas, uma das principais fontes de receita do país.
Diferentemente da Rússia, a Ucrânia possui menos alternativas para substituir rapidamente sua capacidade logística marítima. Parte das exportações passou a depender ainda mais de ferrovias e das rotas pelo Danúbio, que possuem capacidade menor e também estão sob pressão dos ataques russos.
Diante desse cenário, Kiev apresentou, por meio de um terceiro país, uma proposta para que os dois lados parem de atacar navios civis e infraestrutura portuária no Mar Negro. Moscou, porém, rejeitou publicamente a ideia em 14 de agosto, afirmando que não vê motivos para uma trégua parcial neste momento.
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