O antilulismo da mídia é quem mantém viva a candidatura de Flávio

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/Divulgação “A imprensa conivente é quem oculta e minimiza a relação escandalosa do bolsonarista com o banqueiro preso por fraude bilionária” por Tiago Barbosa no Brasil 247 Se a mídia corporativa fizesse jornalismo básico, a candidatura Flávio seria farelo e adeus. Não restaria sequer o ‘V de Vorcaro’ para contar a história de um projeto de poder ancorado no nada. A permanência na disputa se mantém por omissão e complacência de um noticiário antilulista até a alma – a fonte de narrativas alienantes úteis ao aliciamento da seita extremista. A imprensa conivente é quem oculta e minimiza a relação escandalosa do bolsonarista com o banqueiro preso por fraude bilionária. É quem naturaliza ou atenua rachadinha, relação com milícias, traição à pátria, mentira no currículo – suspeitas gritantes de delinquência. A pormenorização somada à perseguição ao filho de Lula e à escandalização vazia de atos do governo suscita falsas equivalências junto à sociedade. Projeta uma simetria enganosa entre um estadista comprometido com a soberania nacional e um desvario extremista de ameaça à integridade do Brasil. A sociedade pervertida pela distorção recicla a desinformação como ódio e, assim, destina a Lula e à esquerda um desprezo insuflado pela mídia. Essa engrenagem de falseamento da realidade para proteger um preposto do mercado em desfavor dos brasileiros constitui um risco ao país. A mídia sustenta uma farsa oca corroída pela inépcia e pelas suspeitas criminosas à custa da coletividade. Se fizesse jornalismo, salvaria o Brasil.