Prisão do ex-secretário Guilherme Wichthoffet e afastamento do vice-prefeito Vitor Bertolin agitam Morretes

oexpressobr.com.br Operação Horímetro Uma ação conjunta promovida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou no avanço das investigações sobre um expressivo esquema de corrupção no município de Morretes, no Litoral paranaense. A segunda fase da Operação Horímetro cumpriu mandados judiciais que resultaram na prisão preventiva do ex-secretário municipal de Infraestrutura e no afastamento do vice-prefeito da cidade. ​O ex-secretário Guilherme Wichthoffet Machado foi localizado e preso no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Já contra o vice-prefeito Vitor Angelo Bertolin e o superintendente municipal de Obras e Projetos, a Justiça determinou o afastamento cautelar das funções públicas e a suspensão do exercício do cargo. Ambos também foram proibidos de frequentar repartições municipais ligadas à infraestrutura, de manter contato com testemunhas e de se aproximar dos demais investigados. ​Esquema e movimentações de até R$ 100 milhões ​As apurações apontam para a prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, fraude em licitações e contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro. O grupo é suspeito de cobrar e receber propina de empresas contratadas pela Prefeitura de Morretes, redistribuindo os valores ilícitos por meio de contas de terceiros e familiares para ocultar a origem dos recursos. ​De acordo com a análise fiscal e bancária realizada pelos investigadores, o núcleo principal envolvido movimentou cerca de R$ 43,9 milhões em créditos e débitos entre janeiro de 2022 e março de 2026. Quando analisado o conjunto total de pessoas físicas e jurídicas sob investigação, o volume financeiro sob suspeita ultrapassa a marca de R$ 100 milhões. ​Desdobramento das investigações ​A Operação Horímetro teve sua primeira etapa deflagrada em abril, ocasião em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de investigados, resultando na apreensão de telefones celulares, computadores e documentos. O material recolhido e periciado revelou novas conexões entre os suspeitos e embasou os pedidos de prisão e afastamento executados nesta nova fase. ​O inquérito policial e os relatórios foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a sequência das medidas cabíveis. As apurações continuam em segredo de Justiça para a conclusão das perícias e a individualização das condutas dos envolvidos, resguardado o direito ao contraditório e à ampla defesa.