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Como contar a história da independência? Para Peninha, essa história está sempre sendo reescrita, já que é possível escutar novos personagens.
O jornalista Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, defende que a escolha do 7 de setembro como data da Independência do Brasil foi uma construção política e um "marketing paulista" para dar protagonismo a São Paulo, em detrimento de datas alternativas mais marcantes do processo.
“O passado está sempre mudando e é muito inconstante. O passado depende do olhar que o presente lança sobre ele. Agora, felizmente, a gente olha para trás e se pergunta: ‘como foi a participação do povo preto? E dos indígenas?’”, explica.
Independente dos personagens, o escritor lembra que todo o processo de independência foi turbulento e que o 7 de setembro nem foi a data mais relevante do processo.
“Foi inventada, foi no meio do nada, era marketing paulista. São Paulo disse: ‘chega de uma história contada só na Corte ou no Rio de Janeiro’”, conta.
Na visão dele, o dia do fico, que aconteceu em 9 de janeiro de 1822, possui muito mais relevância para a Independência do que o próprio 7 de setembro.
