ECOS DA DITADURA MILITAR

Conhecimento Reverso Ieda Akselrud de Seixas tinha 23 anos quando foi presa, na noite de 16 de abril de 1971, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, um dos períodos mais repressivos da ditadura militar. Ela, a mãe Fanny e a irmã Iara foram levadas ao DOI-CODI do II Exército, na Rua Tutóia, onde já estavam presos seu pai, Joaquim Alencar de Seixas, e seu irmão Ivan. Ieda relatou ter sido submetida a tortura e violência sexual durante a detenção. No dia seguinte, 17 de abril, Joaquim morreu após ser torturado por agentes do Estado. Os órgãos de segurança divulgaram que ele teria morrido em confronto, versão posteriormente desmontada por documentos, testemunhos e investigações oficiais. A Comissão Nacional da Verdade concluiu que Joaquim foi preso, torturado e morto por agentes do Estado brasileiro durante a ditadura militar no governo Médici. Ieda, sua mãe e sua irmã permaneceram presas por cerca de um ano e meio. Décadas depois, ela continuou denunciando as violações cometidas contra sua família, prestou depoimentos oficiais e ajudou a reconstruir as circunstâncias da morte do pai e da repressão sofrida durante a ditadura militar. #IedaAkselrudDeSeixas #DitaduraMilitar #GovernoMedici #DireitosHumanos #ConhecimentoReverso