Moro disputa voto bolsonarista com Sandro no debate da RPC

Foto: reprodução/RPC por Esmael Morais em seu blog Sergio Moro (PL) e Sandro Alex (PSD) abriram o debate da RPC, na noite de terça-feira, 29 de setembro, com uma disputa pelo eleitorado de Jair Bolsonaro. O primeiro confronto reuniu acusações sobre o voto na indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF), cobranças sobre o mandato de senador e uma discussão sobre prioridades em obras no Paraná. Moro começou reclamando do nível da campanha dos adversários e apresentou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Associou os partidos da aliança de Sandro ao governo Lula (PT) e propôs um desafio: ele deixaria de mencionar Lula se o rival deixasse de citar Ratinho Junior (PSD). Sandro respondeu defendendo a continuidade da administração estadual. Disse que Moro havia procurado Rafael Greca (MDB) para compor sua chapa como vice, afirmação negada pelo senador. Também questionou a decisão do adversário de disputar o governo antes de concluir o mandato no Senado. O candidato do PSD sustentou que Moro votou a favor de Dino. Moro negou, afirmou que seu voto foi contrário e lembrou o caráter secreto da votação. Sandro citou uma conversa atribuída ao senador, prometeu divulgá-la nas redes e sugeriu uma consulta ao ChatGPT. A votação secreta impede comprovar pelo sistema do Senado como cada parlamentar votou. A Agência Senado explicou essa limitação em dezembro de 2023. Uma resposta de inteligência artificial tampouco demonstra o conteúdo de um voto individual. A afirmação de Sandro e a negativa de Moro são as posições dos candidatos. Moro levou a discussão para uma estrada de acesso ao resort Tayayá, que associou ao ministro Dias Toffoli. Acusou Sandro de priorizar essa intervenção em relação à ponte de Guaratuba. A associação com o ministro foi apresentada pelo candidato; não constitui, por si, demonstração de favorecimento. Sandro rejeitou a acusação e afirmou que a ponte enfrentou obstáculos judiciais. Defendeu sua atuação em obras nos municípios e acusou Moro de ameaçar a continuidade de contratos, sem que essa previsão possa ser tratada como uma decisão já tomada pelo adversário. O confronto voltou ao Senado quando Sandro cobrou atuação contra Alexandre de Moraes. Moro respondeu que assinou um pedido de impeachment. A troca mostrou que o desafio de discutir propostas sem os padrinhos políticos não se sustentou: Lula, Bolsonaro e Ratinho continuaram no centro das falas.