Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, participou da reuniões do Conselho de Chefes de Estado da OCX e da OCX Plus (Bishkek, 1 de setembro de 2026)
Trechos principais:
🔹Ao longo do último quarto de século, a Organização de Cooperação de Xangai percorreu um longo caminho. Fundada em 2001 por iniciativa de seis Estados – Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão – ela se fortaleceu e se tornou mais poderosa, consolidando-se como um dos centros independentes e influentes do emergente mundo multipolar.
🔹Como sabem, o número de participantes também aumentou significativamente. Em 2017, a Índia e o Paquistão aderiram à #OCX; em 2023, o Irã; e em 2024, a Bielorrússia. Os Estados observadores Afeganistão e Mongólia, bem como 15 países parceiros de diálogo, também participaram ativamente das atividades da Organização.
🔹Hoje, a OCX é efetivamente a maior associação regional não apenas em nosso continente eurasiático, mas também em todo o mundo. Seus países membros abrigam quase metade da população mundial e representam mais de um terço do produto interno bruto global.
🔹A OCX abriga um poderoso potencial intelectual e tecnológico, bem como uma parcela significativa dos recursos naturais mundiais. Rotas transcontinentais, de transporte e logística essenciais a atravessam.
🔹As trocas comerciais e de investimento recíprocas crescem ano após ano. Por exemplo, o volume de negócios da Rússia com os países da OCX ultrapassou US$ 400 bilhões no ano passado. A participação dessas moedas nas transações da Rússia com os membros da organização é superior a 98%.
🔹Sem dúvida, as Nações Unidas têm desempenhado e devem continuar a desempenhar um papel central nos assuntos globais.
🔹O potencial da ONU parece estar longe de ser realizado, e é essencial envidar esforços para melhorar sua eficácia, expandir a representação de seus órgãos, inclusive no Conselho de Segurança, incluindo países do Sul Global e do Leste, e, de modo geral, adaptar-se às mudanças da realidade e às transformações fundamentais que emergem na política e na economia globais.
🔹Estamos falando da formação de uma nova ordem mundial multipolar, verdadeiramente equitativa. Este processo é objetivo e irreversível. Muitos Estados se esforçam para determinar seu próprio destino de forma independente, defender decisivamente seus interesses legítimos e participar ativamente dos assuntos internacionais.
🔹Diante disso, o trabalho unificador e criativo da ONU é extremamente relevante. A organização global deve, sem dúvida, manter suas funções como o principal mecanismo para conciliar interesses.
🔹A Carta da ONU deve continuar sendo a principal fonte do direito internacional. É evidente que, ao lado das Nações Unidas, novas estruturas regionais multilaterais que surgiram e ganharam força na Ásia, África e América Latina estão se integrando organicamente à arquitetura de um mundo multipolar. Uma dessas estruturas é a nossa Organização de Xangai.
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