O MAIOR ROUBO NA HISTÓRIA DO PARAGUAI: UENO BANK

Na foto acima o controlador do conglomerado por trás do banco (Grupo Vázquez, Ueno Bank), Federico Miguel Vázquez Villasanti O roubo do Ueno Bank, segundo a imprensa paraguaia e economistas, apenas em recursos públicos somam cerca de 850 milhões de dólares, representando quase 2% do PIB. por Carla Regina O atual presidente do Paraguai, de direita, Santiago Peña assumiu o cargo, em 2023. Era acionista da Ueno Holding, que reúne empresas como a Ueno Seguros, a itti e o Grupo Vázquez, principal acionista do Ueno Bank. No início de 2025, quando a imprensa começou a publicar denúncias envolvendo o banco, o presidente afirmou que havia deixado de ser acionista da holding e negou qualquer ligação com o banco. Assim que tomou posse Peña nomeou Carlos Carvallo, então presidente-executivo do Ueno Bank, para comandar o Banco Central do Paraguai e abrir a porteira para a roubalheira do banco. O Paraguai tem 6 milhões de habitantes. A propaganda do Ueno Bank era a seguinte: "2 entre 3 paraguaios tem conta no Ueno Bank". Calcula-se que mais de 3 milhões de paraguaios (e centenas de brasileiros) acordaram ontem sem dinheiro no banco, isto é, mais da metade da população está em situação crítica, sem dinheiro para se alimentar ou para atender as necessidades básicas. Também havia milhões de dólares em recursos públicos, especialmente da previdência social, administrados pelos bancos. Ou seja, os aposentados são os maiores prejudicados. Trata-se de um crime de lesa pátria, mas tratando-se do Paraguai, a impunidade dos criminosos parece ser o desfecho mais acertado, a depender do maior partido político do país, o Partido Colorado, cujos dirigentes se beneficiaram de alguma forma da roubalheira no Ueno Bank, e por estarem de "rabo preso", fugiram do Congresso ontem na hora de votar o impeachment do presidente Peña. O maior roubo da história do Paraguai com a liquidação do Ueno Bank foi organizado por políticos corruptos, e seguiu o mesmo roteiro do Banco Master no Brasil. A impressão que se tem é que trata-se da mesma quadrilha, a se julgar pelo modus operandi: 1 - Um presidente corrupto permite que uma financeira se transforme em banco; 2 - O banco engana milhões de trabalhadores, empresário, aposentados, e produz desfalque bilionário; 3 - Os criminosos corrompem políticos, magistrados, imprensa etc; 4 - A conta fica para o povo pagar, através dos órgãos garantidores bancários; 5 - Os cúmplices dos criminosos, aqueles que se beneficiaram da corrupção (políticos, magistrados, imprensa etc), ficam livres, leves e soltos. O governo afirmou que o Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa (cerca de R$ 211 mil). O Banco Central do país chegou a garantir o ressarcimento e afirmou que ainda precisa avaliar se conseguirá cobrir valores acima desse limite. Resumindo, 60% da população adulta do país. São pessoas que estão com suas economias bloqueadas. Segundo o site Rede Onda Digital do Paraguai, oito ex-integrantes da direção do Ueno Bank tiveram a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (5), no Paraguai, em meio às investigações sobre irregularidades financeiras que levaram ao fechamento da instituição. Entre os investigados estão o fundador e proprietário do banco, Federico Miguel Vázquez Villasanti, o ex-presidente Juan Manuel Gustale e outros ex-diretores. Duas executivas também são investigadas e receberam autorização para cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Quanto aos políticos, magistrados, imprensa, aqueles que se beneficiaram indiretamente de alguma forma pela roubalheira, nenhuma notícia de que "o crime não compensa". Assista: https://www.facebook.com/reel/2333033904150618/?s=single_unit&__cft__[0]=AZjQhbPE2wTwtPTaU8tvidqh5phYg3Pyrj0OWOp0y28IPhLkqbeocUfaeDImwDSM7I9djjz-iuiI9esNSqTnUfIkmiGxDkAZDLtdPLy3jutGL4CfvtwUZkYRHMinTL1X6d6Pbr9a27jAY53IeDXUVi42ch-cJs09wOOoUjJ2wjs2KnXoDFI&__tn__=H-R