sexta-feira, 17 de abril de 2015

HADDAD CRITICA JUSTIÇA QUE SÓ PUNE O PT


Em entrevista à rádio CBN nesta quinta-feira, 16, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cobrou isonomia da Justiça no julgamento de casos de irregularidades envolvendo políticos; “Nós não podemos ter dois pesos e duas medidas. Assim como que eu quero a punição de quem prejudicou a Petrobrás, eu quero a punição dos tucanos de Minas Gerais que inauguraram o mensalão”, disse; “Todo mundo tem que pagar. Não é porque tem estrela no peito que paga e o outro que é bicudo não paga. Errou paga”, acrescentou; mensalão tucano, que segundo o Ministério Público, irrigou R$ 3,5 milhões para a campanha à reeleição do então governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB), está prestes a prescrever

SP 247 - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou, em entrevista à rádio “CBN” nesta quinta-feira (16), a diferença na condução das apurações de suspeitas de atos ilícitos contra partidos distintos. Para ele, não pode haver “dois pesos e duas medidas”.

Além disso, Haddad relembrou o caso do Mensalão Mineiro, que está há mais de um ano parado na Justiça e a ponto de prescrever. O processo é movido contra o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB). Segundo o Ministério Público, R$ 3,5 milhões foram desviados para a campanha à reeleição do tucano em 1998 .

“Nós não podemos ter dois pesos e duas medidas. Assim como que eu quero a punição de quem prejudicou a Petrobrás, eu quero a punição dos tucanos de Minas Gerais que inauguraram o mensalão”, disse. “Todo mundo tem que pagar. Não é porque tem estrela no peito que paga e o outro que é bicudo não paga. Errou paga”, criticou Haddad. “Isso não é bom. Nós não podemos como cidadãos torcer pra quem errou e é tucano sair impune”, completou o prefeito.

Segundo informações da Agência PT de Notícias, o Mensalão Tucano, como também é conhecido, começou a ser investigado em 2005 e dois anos depois, em 2007, a Procuradoria-Geral da República apresentou a acusação à Justiça. Após as denúncias, Azeredo ainda se elegeu como senador e deputado e sempre negou participação no esquema. O processo foi devolvido totalmente finalizado após o Supremo Tribunal Federal (STF) devolvê-lo em primeira instância.

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