domingo, 22 de setembro de 2019

Nassif: Primeira delação de Léo Pinheiro, que implicava Serra e Aloysio 300 mil, não foi aceita para facilitar impeachment de Dilma


Viomundo - A Folha de S. Paulo e o Intercept revelam, neste domingo 15, detalhes da delação do empresário Léo Pinheiro, da construtora OAS, até então desconhecidos.

O diário conservador paulistano apurou que constam da delação homologada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Repetimos, aqui, o óbvio: delação é testemunho. Pode ser falso ou verdadeiro. Pode ser uma invenção, com objetivos políticos do próprio delator. Uma vingança pessoal, por exemplo.

Ou pode atender àqueles que querem ouvir determinados fatos e não ouvir outros.

A Vaza Jato já demonstrou que a Operação Lava Jato, em Curitiba, tinha ouvidos seletivos. Que era comandada pelo juiz federal Sergio Moro desde o início com objetivos políticos.

Fernando Henrique Cardoso? Não interessava. “Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante”, escreveu Moro quando se cogitou chegar perto do ex-presidente.

Tirar o PT do poder era o objetivo número um e, para isso, era necessário prender Lula. O Norte da operação (sem trocadilho) era este.

As pedras dos rins de Michel Temer sabem que os governos de coalizão no Brasil são $ustentados com acertos de bastidores.

O currículo de Temer é prova disso.

Temer foi presidente da Câmara no governo de FHC, vice-presidente de Dilma e presidente depois de golpeá-la com a mão do gatuno Eduardo Cunha.

O que a Folha publica neste domingo demonstra uma obviedade: qualquer denúncia associada ao PT ganha espaço na TV, no rádio e nos jornais — não equivalente quando se trata do PSDB.

A denúncia de hoje, como ficará claro mais adiante, é tardia. Como foi a do mensalão do PSDB, que antecedeu o do PT e não teve as mesmas consequências eleitorais, jurídicas e políticas.

Se o delator Léo Pinheiro está falando a verdade, o ex-senador e ex-chanceler — de Michel Temer — Aloysio Nunes Ferreira recolheu ao menos R$ 11,3 milhões em propinas de empreiteiras em nome do partido desde que José Serra assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005.

Pinheiro diz que se reuniu com Serra e Aloysio para discutir a continuidade de obras deixadas pela ex-prefeita Marta Suplicy, como a Ponte Octávio Frias de Oliveira.

Aloysio teria chamado Léo Pinheiro numa varanda para dizer que o preço era propina de 5% sobre o valor do que faltava fazer.

Em outra ocasião, em 2010, num encontro com José Serra governador, prestes a concorrer ao Planalto — Aloysio era chefe da Casa Civil — Léo Pinheiro teria usado uma “senha” para confirmar a Serra um acerto pelo qual a OAS receberia R$ 54 milhões pendentes do governo paulista em troca de propina de 10%.

Pinheiro diz ter dado R$ 1 milhão em dinheiro vivo para a campanha de Aloysio ao Senado, em 2010.

O chanceler de Temer foi apelidado de Aloysio 300 mil pelo blogueiro Paulo Henrique Amorim por ter confirmado o recebimento de um empréstimo neste valor de Paulo Vieira de Souza para a compra de um apartamento.

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi diretor da Desenvolvimento Rodoviário S/A, a Dersa, empresa que lida com investimentos bilionários de infraestrutura em São Paulo.

Paulo Preto é aquele que José Serra passou a desconhecer depois de um ataque de amnésia. Os dois foram fotografados juntos em visita à obra do Rodoanel, através da qual o tucanato paulista financiou campanhas locais e nacionais.

O ataque passou logo que o operador deu declaração pública dizendo que “não se larga um líder ferido na estrada”.

Em ação penal da Lava Jato, Paulo Preto é acusado de lavagem de dinheiro. Já foi condenado na Justiça Federal paulista a 172 anos de prisão, mas recorre em liberdade.

O operador tucano admitiu à Receita Federal ter quatro contas na Suiça com o equivalente a R$ 137,4 milhões, provavelmente com o intuito de ter a chance, um dia, de repatriar o dinheiro pagando os impostos devidos, depois de ser absolvido.

No Brasil, tudo é possível para um tucano paulista.

Paulo Preto deve sua ascensão no tucanato ao amigo Aloysio e mereceu dois habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, razão pela qual pode desfrutar de sua fortuna sem o risco de fazer delação premiada.

Ou seja, Paulo Preto flana por São Paulo com 100 tríplex do Lula, por assim dizer, “no bolso”. Não consta que tenha passado a viver na miséria depois de ter o dinheiro bloqueado no Exterior.

Mas o mais impressionante da história vem agora.

Foi contada pelo jornalista Luís Nassif, no GGN.

Vamos deixar que ele mesmo desvende:

Primeira delação de Léo Pinheiro foi rejeitada para não atrapalhar o impeachment

Léo foi preso em junho de 2014. Em junho de 2016 sua delação foi recusada. Sabia-se que atingia diretamente lideranças do PSDB e aliados de Temer

A delação de Léo Pinheiro, revelada hoje pela Folha-The Intercept ainda não chegou no essencial: as razões que levaram a Lava Jato a recusar a primeira tentativa de delação do empresário, em 2016.

Pelos documentos relevados pela Folha, a delação atingia diretamente José Serra e seus operadores – Aloysio Nunes, Sérgio Freitas e Márcio Fortes –, confirmando as suspeitas sobre a rejeição da delação anterior: poderia comprometer o movimento pelo impeachment.

Léo foi preso em junho de 2014. Em junho de 2016 sua delação foi recusada.

Sabia-se que atingia diretamente lideranças do PSDB e aliados de Michel Temer. A maneira como se montou a desistência da delação é um dos episódios mais canhestros de toda a Lava Jato.

Narramos esse episódio no “Xadrez de Toffoli e o fruto da árvore envenenada”.

Foi vazada para a Veja um episódio irrelevante, e que sequer constava da delação.

Léo Pinheiro teria dito que orientou uma reforma na casa do Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.

A reforma teria sido feita por terceiros e devidamente paga por Toffoli.

Ou seja, não havia crime e, portanto, não deveria merecer matéria, muito menos de capa.

Era mais uma “denúncia a favor”, como no episódio do grampo do Supremo.

Mas, com base nesse factoide, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot decidiu cancelar a delação. Simples assim.

Na mesma época, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima já mostrava desconforto com a delação da OAS, ao afirmar que a Lava Jato só aceitaria mais uma delação de empreiteiras.

Não fazia sentido. A delação depende do conteúdo a ser oferecido. O próprio juiz Sérgio Moro ordenou a suspensão do processo, sem explicar as razões.

Os vazamentos de agora mostram a extrema partidarização da Lava Jato.

A delação ocorria em pleno processo do impeachment. Foi em junho de 2016. A votação final do impeachment foi em 31 de agosto de 2016

Além de implicar notórios conspiradores – e Aloysio Nunes foi peça chave, inclusive correndo a Washington para pedir bênção ao Partido Republicano, mal se consumou o impeachment –, não apresentava evidências contra Lula.

Certamente sua divulgação enfraqueceria substancialmente o movimento pelo impeachment. Esta foi a razão da grande armação acertada com Janot para impedir a delação.

Jessé explica assassinato de Agatha: Laja Jato possibilitou a guerra aos pobres


"O assassinato de Ágatha por Witzel é o resultado visível da política miliciana no poder no Rio e em Brasília. O ataque à política popular pela lava-jato possibilitou a culpabilização do pobre legitimando uma guerra contra e entre os pobres. Tudo ligado! Agora é a hora de reagir!", escreveu o sociólogo

247 – O sociólogo Jessé Souza, autor de "A elite do atraso", que explica o caráter escravocrata da elite brasileira, e também seu ódio aos pobres, encontrou na Lava Jato a explicação para o assassinato da menina Agatha Felix, de apenas oito anos, que foi vítima da "política de segurança" de Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

Assista em https://youtu.be/RhjZunHoLKE?list=UURuy5PigeeBuecKnwqhM4yg&t=4

As fraturas do processo democrático têm as digitais das Forças Armadas


Em país cujo presidente, militar, governando com militares, é notório desafeto da democracia, exalta ditadores e ditaduras e entroniza no pódio de herói nacional um torturador; quando um filho desse presidente, com mandato parlamentar, anuncia que bastam um cabo, dois soldados e um jipe para fechar o Congresso e o STF, e um outro rebento, conselheiro in pectore do presidente, declara que na democracia as reformas não se fazem na velocidade de seu desejo, devem ser bem recebidas as declarações do general Mourão, vice-presidente da República segundo as quais não haveria, no Brasil de hoje, qualquer ameaça de golpe militar. Diz-nos: “Vocês precisam entender que, em determinados momentos da História, isso funcionou [intervenções militares]. Hoje, não funciona mais. O Brasil é muito complexo, uma sociedade complexa. Não é assim, ‘pô’, manda ligar o motor, fecha o Congresso, fecha isso, fecha aquilo, e muda tudo” (Correio Braziliense, 15/09/2019).

Como para nos tranquilizar, o general afirma que “as Forças Armadas brasileiras sempre foram uma instituição democrática. Em todos os momentos da vida nacional se apresentaram para preservar a lei, a ordem, e garantir que a democracia terminasse por vicejar”.

Neste ponto a conversa muda, porque, lamentavelmente, não é esta a certidão da História.

Os temores da sociedade brasileira sobre a continuidade democrática são justos, pois a República está plena de episódios de ruptura da via constitucional. E não são menores nem menos frequentes os momentos de plenitude autoritária, mesmo sob a ordem legal, compreendendo restrições de direitos civis e individuais, a censura, a discriminação e a repressão às minorias. Presentemente governantes estimulam a perseguição de adversários políticos transformados em inimigos, pregam o uso de armas de fogo e fuzilamentos sumários, combatem a liberdade de imprensa e aplicam a censura a livros.

As fraturas da ordem legal fazem parte desta cultura autoritária.

O próprio general, na entrevista citada, reconhece o viço das intervenções castrenses ostensivas, e o certificado da Historia republicana, lembramos, está repleto de episódios que assinalam, pois não são poucos, o desapreço da caserna pela ‘lei e pela ordem’ intervindo sempre para fraturar o processo democrático e juncar de crises a vida política.

O papel buscado pelas Forças Armadas é o de um especioso “Poder tutelar”, instando-se acima das leis e das instituições, como verdadeiro “salvador da Pátria”, com juízo próprio, doutrina própria, projeto próprio que não recolhe da sociedade mas que à sociedade empresta. Seus valores não são os da comunidade brasileira, pois que intentam fazer nacionais (como de todo o povo) seus próprios valores e seus conceitos, como os conceitos de legalidade e de democracia, inclusive os conceitos muito proprios de pátria e de um específico “patriotismo castrense”.

Finalmente, nossas Forças não são uma projeção da ordem democrática, mas pretendem ser a base de sustentação dessa ordem. Os militares falam de um “patriotismo” e de um “amor à pátria”, uma espécie de “nacionalismo corporativo”, próprio deles, ao qual não poderia aspirar o brasileiro comum.

Por força desse viés, qualquer leitura de nossa História, a partir da Guerra do Paraguai, mas principalmente após a Proclamação da República, revelará o permanente intervencionismo das Forças Armadas na vida política nacional, quebrando a ordem democrática, rasgando constituições, infringindo a legalidade, transformando-se, em não poucas hipóteses, em fator de instabilidade política.

O general Góes Monteiro, o mais longevo de nossos líderes militares, sua preeminência vai, pelo menos, de 1930 a 1945, costumava dizer (vide O General Góes depõe) que “não há política no Exército, mas política do Exército”. Na realidade, o Exército interfere na política de todo o período republicano e é decisivo a partir de 1930, ocupando os principais postos do novo regime; custodia o governo provisório e o regime constitucional que logo quebraria em bandas. O golpe de 1937, vestibular da ditadura do Estado Novo, é engendrado, executado e sustentado pelas Forças Armadas, e para sua efetividade foi decisiva a elaboração, no Estado Maior do Exército, chefiado por Góes Monteiro, de um falso plano subversivo (contra o qual alegadamente se operaria o golpe), conhecido como “Plano Cohen”. As mesmas Forças Armadas que haviam feito de Getúlio presidente constitucional de 1934 e ditador em 1937 levam a cabo sua deposição em 1945.

Os “pronunciamos militares” (nesse então ativíssimo o Clube Militar) são assíduos quando o ex-ditador se faz presidente constitucional em 1950, eleito por esmagadora maioria eleitoral, suplantando seu rival, o brigadeiro Eduardo Gomes, herói do Levante do Forte de Copacabana. As Forças Armadas são agente decisivo no golpe que levou à deposição e suicídio de Vargas em 1954; são elas que tentam impedir a posse de Juscelino Kubitscheck e João Goulart em 1955, promovem as arruaças de Jacareacanga (1956) e Aragarças (1959) e tentam impedir a posse de João Goulart em 1961. O coroamento de tantas intervenções, de tantas quebras da legalidade, de tantas fraturas na ordem democrática seria o golpe de abril de 1964, com seus desdobramentos conhecidos – dos quais o capitão Bolsonaro é um golfejo tardio.

Mas as ameaças à democracia não se cingem aos golpes de Estado e às intervenções militares, pois elas se podem dar mesmo na vigência da ordem jurídica democrática quando, por exemplo, um comandante do exército adverte o STF de como deve ou não deve votar na interpretação da Constituição. E é atendido.

Diz-nos a sabedoria popular que “gato escaldado tem medo de água fria”. Portanto, são mais do que justas as apreensões quanto à continuidade do processo democrático, como já chegou a ecoar no STF, de que é testemunha recente intervenção do decano, ministro Celso de Melo.

Com as ameaças à democracia – sempre à mercê de intempéries – a tolerância é um erro, a omissão é um crime.

Essas apreensões são ainda mais justificadas quando temos presente a anomia do quadro político-social brasileiro caracterizado pela ausência de grandes lideranças na política, no Congresso, na vida civil, na ordem empresarial e mesmo entre as Forças Armadas, onde só se destacam expressões burocráticas. Soma-se a tal vazio e ausência de debate, a desmobilização dos movimentos social e sindical, e a crise econômica que caminha para a crise social que chamará para si a repressão, o espaço no qual se alimentam as aventuras e os aventureiros.

A questão democrática não pode ser considerada como secundária em país de autoritarismo larvar, que adota como princípio a desigualdade social, cuja formação se fez de forma bárbara na base do escravismo e do etnocídio de índios, e que ainda hoje vive dividido entre a Casa Grande e a Senzala, esta cada vez mais extensa, embora cada vez mais o povo, o povo massa, seja sujeito ausente do processo histórico, manejado pelas classes dominantes e condicionado aos seus interesses – aos quais não têm deixado de servir nossas Forças Armadas animadas pela adesão alienada a um ocidentalismo que na verdade limita nossas ações, coarcta nossa liberdade e nosso projeto de nação e nos submete à geopolítica dos EUA, agora como nos idos da ditadura.

Esse ocidentalismo, agora como antes, nos tem levando à desconstrução nacional, à renúncia à soberania e ao desenvolvimento autônomo, ao ponto de incidir diretamente nas condições de defesa dos interesses nacionais e da própria defesa armada. Porque esse ocidentalismo (suposta defesa da “civilização ocidental e cristã’) é, na verdade, uma opção pela hegemonia dos EUA e à sua política de guerra permanente, os militares chegaram a eleger seus nacionais como inimigos, pois inimigos a combater, no regime instaurado em 1964, eram os reformistas, os comunistas e todos aqueles que de uma forma ou de outra, por qualquer meio, intentavam promover modificações ou avanços no statu quo político-social. Por isso, somos, ainda, em pleno século XXI, um país em busca de uma Nação, em busca de destino, e, assim ainda sem rumo, à mercê de idas e vindas, avanços e retrocessos, à mercê de aventuras e aventureiros de que o bolsonarismo, empunhando um patriotismo tosco. É a tragédia presente.

Como observa o professor Manuel Domingos Neto (“Sobre o patriotismo castrense”) o “Brasil perde a condição de respeitável país emergente para assumir a triste situação de nação subalterna e desatinada”.

Roberto Amaral


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Roberto Amaral é escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Nassif aponta que queda dos juros levará à falência ou venda da Globo


Plantão Brasil - Trecho da coluna do jornalista Luis Nassif, no GGN – Segundo dados da revista especializada Teletimes, em 2018, o resultado operacional da controladora foi negativo em R$ 530 milhões, contra um resultado negativo de R$ 83 milhões em 2017. A controladora engloba a TV Globo, a Globoplay e a Som Livre.

Considerando todo o grupo, a receita operacional foi positiva em R$ 1 bilhão no ano de 2018, mas registrando uma queda de 44% em relação ao mesmo período de 2017.

O que pesou no resultado operacional negativo foram os investimentos na Globoplay, plataforma que pretende concorrer com a Netflix, Amazon e Apple.

A Globoplay atingirá apenas países de língua portuguesa, Brasil, Portugal e alguns países africanos. A Netflix só não entra (por enquanto) na China, Crimeia, Coreia do Norte e Siria.

No Brasil, junto ao público jovem – que em alguns anos será o público total do mercado – o nome Globo tem muito menos penetração do que Netflix ou Apple.

Volte aos números de balanço. Em 2018 a receita líquida da controladora Globo foi de R$ 10 bilhões. Do grupo todo, R$ 14,8 bilhões. Com o dólar a R$ 4,00, significa uma receita total de US$ 3,7 bilhões, estabilizada, em crescimento lento ou queda.

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A receita da Netflix foi de US$ 14,7 bilhões, em alta. A perspectiva é de crescimento de 26% ao trimestre. Apenas no Brasil, a Netflix já tem um faturamento estimado em R$ 1,8 bilhão, quase 10% da Globo. A Netflix pretende investir apenas em novas produções US$ 10 bilhões.

E a Netflix é peixe pequeno perto dos novos competidores. O faturamento da Amazon é de US$ 252 bilhões. O da Apple, US$ 259 bilhões. O Amazon Prime atua em 18 países e tem mais de 100 milhões de assinantes.

O único setor em que a Globo se dá bem é na venda de conteúdo pelos canais Globosat, que responde por 54% do lucro bruto do grupo. O restante vem da TV aberta e da Internet.

No país dos juros recordistas, o que tem sustentado a Globo são as receitas financeiras. No consolidado do grupo, as receitas financeiras saltaram de R$ 943 milhões para R$ 1,06 bilhão em 2018.

No final, a realidade vai se impor e a globalização, tão defendida pela Globo, se incumbirá de coloca-la no seu papel, no novo mundo da mídia que se descortina: ou uma provedora de conteúdo, não mais do que isso; ou a venda para um dos gigantes da mídia global.

Meia dúzia de ideias ruins não fazem um plano econômico


Guedes é um personagem com meia dúzia de ideias ruins, sem maior elaboração, e joga com essas ideias para dar a impressão que toca a economia, mas o quadro da realidade demonstra o não-projeto, a não-ação, a incapacidade de gerar propostas e ideias factíveis.

Por Andre Motta Araujo

O Ministro da Economia não tem a formação, a experiência, o interesse em construir um plano econômico de Estado, com políticas públicas a serviço da população em geral e não apenas a serviço dos “mercados”, que é a única coisa que ele conhece numa vida sem nenhum registro de interesse público.

Uma pessoa na faixa dos 60 anos que, durante sua vida, teve um interesse mais geral, além da vida privada, que teve um interesse cultural, social, político, mostra necessariamente alguma preocupação que se aflorou em algum artigo, livro, conferência, debate onde essa preocupação ficou registrada.

O atual Ministro da Economia NÃO TEM registro dessa preocupação por toda sua vida. O que se conhece se refere exclusivamente à sua ocupação de banqueiro, voltada unicamente ao enriquecimento pessoal. Como um personagem com essa limitação pode cuidar da economia de um grande e complexo País, com imensos problemas sociais cuja solução depende de um plano econômico de visão MACRO, de Estado e não apenas de apoio a empresários? De uma visão mais geral de mundo combinada com um sentido de solidariedade, de generosidade que move um estadista com liderança?

O caso do Ministro é outro. É um personagem com meia dúzia de ideias ruins, sem maior elaboração e joga com essas ideias para dar a impressão que toca a economia, mas o quadro da realidade demonstra o não-projeto, a não-ação, a incapacidade de gerar propostas e ideias factíveis e de resultado comprovável e não mera suposição, como a de que reduzir encargos na folha por si só cria empregos. Sua base de pensamento não tem evidências, o rito operacional é um conjunto de ideias velhas, ruins, sem reverberação no dia-a-dia, mais ideologia do que planos práticos de políticas reais de resultados.

Quais são essas ideias ruins?

1.DESONERAR A FOLHA DE PAGAMENTOS CRIA EMPREGO: Ideia falsa que gira em torno de ilusão. O que gera emprego é o CRESCIMENTO QUE VEM PELA DEMANDA de produtos e serviços. Não havendo demanda, o empregado não será contratado nem que trabalhe de graça. Nos períodos de maior crescimento da economia brasileira, nos anos 5O a 70, os encargos na folha já eram altos e havia pleno emprego, nunca foi isso que causou desemprego. Uma leitura errada com uma solução errada. O problema do desemprego não é o custo da mão de obra, é a falta de compradores para os produtos da indústria.

2.ABRIR A ECONOMIA TRAZ CRESCIMENTO: Nenhum País, pobre ou rico, abre sua economia de graça, só por ideologia. Os EUA, central das grandes economias ricas, TEM TARIFAS e está criando mais tarifas para proteger seu mercado. Todos os países protegem seu mercado, NINGUÉM ABRE A ECONOMIA SÓ POR ABRIR, como ideia de que isso é bom por si só, como quer Guedes. Os neoliberais de aldeia dizem que abrindo a economia aumenta a competição e isso é bom, mas para quem? Que imensa tolice. Mercado tem valor por existir, quando um dono de padaria vende o ponto, ele está vendendo mercado, é um valor.

Nenhum País dá seu mercado de graça, como os neoliberais burros querem fazer com o mercado de combustíveis no Brasil, “abrir o mercado para aumentar a competição”, quer dizer, a PETROBRAS cede mercado à SHELL porque isso é bom para o Brasil, é de uma estupidez única, mercado não se cede de graça.

A ideia de uma “economia aberta” como algo ideológico é de fanáticos neoliberais que não operam com a realidade real do mundo. As economias têm barreiras, e sempre tiveram, por razões objetivas. E quando se reduzem barreiras, é por negociação com vantagens recíprocas, ninguém abre porque é bonito abrir.

O Brasil cresceu a altíssimas taxas com economia super fechada dos anos 40 a 😯 e deixou de crescer quando Collor abriu a importação de tudo em 1990.

3.O BRASIL ESTÁ QUEBRADO, VAMOS CORTAR GASTOS – Desde os primórdios da ciência econômica sabe-se que só o Estado pode impor e operar políticas ANTI-CÍCLICAS para combater recessão e depressão econômica através de MAIS E NÃO MENOS GASTOS FISCAIS. São os estímulos, que só o Estado pode produzir, que enfrentam crises. Na última grande crise global, a de 2008, foi o Tesouro dos EUA quem salvou a economia privada, através do programa TARP, com DINHEIRO PÚBLICO, acabando aí com o NEOLIBERALISMO DE CHICAGO, causador da crise, seita que fugiu para o Brasil, onde se escondeu no Leblon.

4.CAPITALIZAÇÃO NA PREVIDÊNCIA SOCIAL – Um modelo de resultados mais do que controverso, quebra o princípio da SOLIDARIEDADE, que é do modelo tradicional de repartição, onde os mais novos ajudam a aposentadoria dos mais velhos, os mais abonados ajudam os mais desvalidos e miseráveis, toda a lógica do primeiro sistema de previdência social criado por Bismarck, na Alemanha, em torno de 1875. O sistema de CAPITALIZAÇÃO é egoísta e NÃO DÁ CERTO PARA OS MAIS POBRES, exatamente o grupo social que a Previdência visa proteger. O sistema de CAPITALIZAÇÃO é discutível em países ricos, mas é absolutamente imprestável para países com os níveis de pobreza do Brasil. Como é que um trabalhador que ganha 1.000 Reais vai ter sobra de renda para CAPITALIZAR numa conta financeira? Por que tirar da empresa qualquer obrigação de suportar parte da previdência social de seus colaboradores?

POR QUE ESSA ÂNSIA DE FAVORECER O CAPITAL À CUSTA DO TRABALHO, que parece ser toda a lógica da vida do Ministro Guedes?

5.ABAIXAR OS IMPOSTOS PARA AS EMPRESAS – A velhíssima ideia, desmoralizada já ao tempo de Milton Friedman, de que abaixando os impostos para as empresas e para os ricos, esses com mais dinheiro, vão investir e criar empregos. A ideia é mera questão de fé, PORQUE ISSO NÃO ACONTECE NO MUNDO REAL. O ganho extra, que os ricos e as empresas vão auferir com essa política, irão pra o mercado financeiro, para contas no exterior, para iates e aviões privados, para comprar outras empresas e concentrar ainda mais a renda. Nos EUA, 200 bilionários fizeram um abaixo assinado para o Presidente Trump sugerindo aumento de imposto de renda para os mais ricos porque acham mais justo para a sociedade. A estrutura tributária brasileira já é regressiva e penaliza os mais pobres, dividendos não pagam nenhum imposto de renda, acionistas controladores de bancos receberam em 2018 R$17 bilhões em dividendos sem pagar um centavo de imposto. O Ministro quer melhorar ainda mais a situação para os mais ricos, compensando com aumento da carga fiscal dos mais pobres e classe média, retirando deduções fiscais com saúde e educação. São ideias muito ruins, sob o ângulo moral e de eficiência econômica, fruto de uma péssima visão de mundo, de sociedade, de lógica social e econômica, não há justificativa alguma para ideia tão perniciosa.

6.PRIVATIZAÇÕES – O Ministro propala que privatizações vão promover o crescimento. Não há qualquer liame entre uma coisa e outra. Privatizações significam troca de controle de ativos já existentes, o padrão geral é o novo dono CORTAR A FOLHA, CORTAR MANUTENÇÃO, ENXUGAR DESPESAS para gerar caixa a curto prazo e amortizar seu investimento na compra da empresa. Portanto, privatização provoca desemprego e não emprego. A meta é gerar dividendos, vender parte dos ativos e mesmo se a nova gestão for muito boa não gera crescimento só porque foi privatizada, MAS a gestão pode não ser tão virtuosa e, em vez de progresso, pode provocar ruindades, caso da VALE, LIGHT RIO, ELETROPAULO, TELEMAR, BRASIL TELECOM depois OI.

As estatais foram a locomotiva de compras de equipamentos e obras que puxaram o crescimento entre 1950 e 1990, desenvolveram com isso a indústria de bens de capital ,o Brasil se tornou o maior fabricante de hidrogeradores do mundo por causa das compras da ELETROBRAS E CESP, todo o grande ciclo de crescimento econômico do Brasil, pós Segunda Guerra, veio das estatais na siderurgia, energia elétrica, saneamento, petróleo e gás, petroquímica.

As empresas privadas NÃO têm esse papel e, se forem estrangeiras, tendem a comprar equipamento nos seus países de origem, mesmo que o Brasil produza.

É uma lenda que PRIVATIZAÇÕES impulsionam o crescimento, não há qualquer histórico ou evidência, é mera crença da seita neoliberal tosca, atrasada.

As estatais brasileiras em 2018 produziram R$60 bilhões de lucros para o Estado, ao contrário da lenda, NÃO SÃO UM PESO NEGATIVO.

Esse balaio de PÉSSIMAS IDEIAS ISOLADAS não constituem uma política econômica em lugar nenhum do mundo. O que faz um plano econômico é um CONJUNTO DE POLÍTICAS ARTICULADAS E COORDENADAS, onde entra a política monetária, fiscal, de rendas, de investimentos públicos, de câmbio, com prazos e metas, que NÃO DEPENDAM DE LEIS NOVAS E DO CONGRESSO. É ação, dentro do Poder Executivo, com os instrumentos que o Poder Executivo tem, e sempre teve, no Brasil. É ação de Governo! O Ministério da Economia já tem imensos poderes concentrados, basta fazer, mas precisa saber fazer.

AMA

Miliciano que Flávio Bolsonaro condecorou teria tramado morte de Marielle, diz Curicica. Por Fernando Brito


Ronald afirmou que “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas” (Imagem: divulgação)

PUBLICADO NO TIJOLAÇO

Reportagem de Flávio Costa, do UOL, revela que o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, declarou, em depoimento à Polícia Federal, no presídio de Natal (RN), onde está preso, que o major Ronald Pereira, chefe da milícia “Escritorio do Crime”, participou de um encontro com ele, o subtenente da PM Antonio João Vieira Lázaro, que trabalhou como assessor do ex-deputado estadual Domingos Brazão, e Hélio de Paulo Ferreira, miliciano conhecido como “Senhor da Armas”, para planejarem o assassinato da vereadora Marielle Branco, em 2017.

Na reunião, o major Ronald afirmou que “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas”. Brazão é conselheiro afastado, por suspeita de corrupção, do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

Curicica disse aos investigadores que, naquele momento, ele não teria entendido do que se tratava, “porém tempos depois associou que a fala poderia ser referente à morte da vereadora Marielle Franco”.

Ronald recebeu, em 2004, moção de louvor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que também condecorou seu cúmplice na milícia, o capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, de quem empregou a mãe e a mulher em seu gabinete.

Domingos Brazão, conselheiro cassado do Tribunal de Contas do Estado, foi denunciado pela procuradora geral da República Raquel Dodge, no apagar das luzes de seu mandato na PGR.

Na “milicialand” nunca se sabe o que é verdade ou “mito”.

Prefeitura entrega comenda Ordem da Luz dos Pinhais


Foto: Daniel Castellano / SMCS

Num salão circundado pelos afrescos do pintor curitibano Sérgio Ferro, no Memorial de Curitiba, 33 personalidades e três instituições foram condecoradas nesta quinta-feira (19/9) pelo prefeito Rafael Greca pela Ordem Municipal da Luz dos Pinhais de Curitiba.

As medalhas e diplomas homenageiam curitibanos, de nascimento ou adoção, por sua contribuição ao engrandecimento da cidade e do bem-estar de seus habitantes.

“O agradecimento é a memória do coração”, disse Greca. “Domina esse memorial o painel do grande artista Sérgio Ferro e no centro dele o tímpano que relembra os ensinamentos de Sêneca: a essência da vida consiste em dar, receber e agradecer.”

Com referências bíblicas e históricas, Greca apresentou às mais de 200 pessoas presentes a inspiração da honraria máxima da capital paranaense. A medalha é também uma homenagem ao escultor João Turin, um dos maiores artistas paranaenses e autor da obra "Homem à Altura dos Pinheiros”, estampada na peça.


“Ver o bem e não fazê-lo é covardia”, afirmou o prefeito.

“A luz nasceu para brilhar entre as mulheres e os homens. A luz nasceu para brilhar em um lugar alto. Que o senhor da vida e da luz os recompense e conserve esta medalha como símbolo da nossa gratidão. Vamos a partir desta cidade singular, iluminar todo o Brasil, a nossa pátria amada”, completou.



Homenageados


O senador Oriovisto Guimarães, falou em nome dos homenageados. “Obrigado Rafael Greca e obrigado Curitiba. Todos nós homenageados estamos em festa e honrados”, disse Guimarães.

O senador elogiou, ainda, as apresentações da Camerata Antiqua de Curitiba, intercaladas com as entregas das medalhas e diplomas.

“A ideia é digna de Curitiba e da sua sensibilidade”, disse o senador, referindo-se ao prefeito.

A Camerata Antiqua de Curitiba – uma das instituições agraciadas – foi regida por Mara Campos.

A abertura da solenidade foi com a Entrada das Bandeiras pela Guarda Municipal e o encerramento com a execução do Hino de Curitiba pelo Coro da Camerata.

O repertório das apresentações incluiu: Hino da Bandeira, Hino Nacional, Hallelujah (de Händel), Carinhoso (de Pixinguinha), Hino da Independência, Melodia Sentimental (de Villa-Lobos), Ode à Alegria (de Beethoven), Glória (de Vivaldi) e o Hino de Curitiba.

Cidadão de bem
“É bonito ver a família toda aqui, honrada e feliz”, disse a primeira-dama, Margarita Sansone, destacando a emoção envolvendo o maestro Isaías Pereira da Silva, um dos homenageados, e sua família.

O maestro é sargento da Polícia Militar e há 20 anos ensina crianças de comunidades vulneráveis música e cidadania.

“Acredito no poder na música para tirar as crianças da rua. Temos que dar uma nova perspectiva de vida para elas. Receber esta honraria hoje me deixa muito satisfeito e agradecido”, contou Silva.

Medalha
Instituída pelo Decreto Municipal 915, de 31 de agosto de 2018, a homenagem é constituída de uma medalha, de um diploma e da inscrição do nome dos homenageados em um livro de registros. O decreto define o Conselho da Ordem e os critérios para a escolha de nomes, entre os quais: conduta ilibada dos homenageados e ações de relevância em favor da cidade.

Banhadas a ouro, as medalhas são inspiradas na obra "Homem à Altura dos Pinheiros”, de João Turin, com o desenho de um homem de braços abertos em um cenário de pinheirais. A imagem remete ao Homem Vitruviano, símbolo do Renascimento, de Leonardo Da Vinci. A medalha é sustentada por uma fita nas cores da bandeira de Curitiba verde bandeira, com filete central vermelho, ladeado por dois filetes brancos e dois filetes dourados.

Os homenageados
ABRAPCH – Associação Brasileira de PCHs e CGHs
Adalberto Jorge Xisto Pereira, desembargador;
Anderson Rodrigues dos Santos, paratleta
Barbara Domingos, ginasta
Camerata Antiqua de Curitiba
Carlos Roberto Massa, comunicador e empresário
Coronel Péricles de Matos, comandante-geral da Polícia Militar do Paraná
Daniel Silva, paratleta
Daniel Pimentel Slaviero, presidente da Copel
Darci Pianna, empresário e vice-governador do Paraná
Enrique Iglesias, ex-presidente do BID
Escola Municipal Coronel Durival Britto e Silva
Fábio Ermírio de Moraes, empresário
Giovani Gionédis, advogado
Hajime Kimura, cônsul-geral do Japão em Curitiba
Isaías Pereira da Silva, maestro
Jacson Fressatto, analista de sistemas inovador
Jaime Lerner, arquiteto e urbanista, ex-governador do Paraná em duas gestões.
Joeci Machado Camargo, desembargadora
Lucia Casillo, produtora cultural
Luiz Ernesto Meyer Pereira, produtor cultural
Marcos Francisco Bodanese, empresário
Maurício Noronha e Rodrigo Brenner, designers
Odgar Nunes Cardoso, superintendente da Defesa Social
Oriovisto Guimarães, senador
Padre Reginaldo Manzotti
Paulo Eduardo Martins, deputado federal
Pedro Lupion, deputado federal
Raffaele Festa é cônsul-geral da Itália em Curitiba
Regina Helena Afonso de Oliveira Portes, desembargadora
Reverendo Roberto Brasileiro Silva, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).
Rodolfo Doubek Filho, arquiteto, urbanista e paisagista
Sérgio Ferro Pereira, artista plástico
Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública
Vitor Tavares, paratleta
Presenças
Participaram da solenidade o vice-prefeito, Eduardo Pimentel; o secretário do Governo Municipal e presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Ana Cristina de Castro e a procuradora-geral do município, Vanessa Volpi.

Também estiveram presentes no evento os secretários municipais do Meio Ambiente, Marilza Dias; da Educação, Maria Silvia Bacila; de Obras Públicas Rodrigo Rodrigues, o presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Thiago Ferro; a presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra; o presidente da Cohab, José Lupion Neto; o assessor de relações Internacionais, Rodolpho Zannin Feijó; o diretor da Guarda Municipal, Carlos Celso dos Santos Junior; o ex-deputado federal Abelardo Lupion; e os vereadores Sergio Balaguer (Serginho do Posto) e Mauro Bobato.