Foto: míssil hipersônico russo após lançamento. Sputnik Brasil. ------
Os governos da França e EUA estão investindo pesado no desenvolvimento da tecnologia de mísseis hipersônicos, utilizados pela Rússia na operação especial de desnazificação da Ucrânia. Esse míssil de tecnologia dominada pelos russos supera os radares ocidentais e são infalíveis para atingir objetivos.
A França o segundo país ocidental a testar a tecnologia hipersônica. Os EUA lutam, a Rússia e a China lideram com folga e continuam desenvolvendo e aperfeiçoando essa tecnologia, desenvolvendo melhorias e outros tipos de armamentos modernos e inovadores. Trata-se de uma tecnologia altamente complexa. A França realiza testes iniciais da plataforma VMaX. No entanto, o país ainda engatinha, precisará de alguns anos de testes, conforme o governo francês, refletindo o atraso geral do Ocidente na tecnologia hipersônica.
A Rússia depois a China lideram reconhecidamente e possuem dezenas de plataformas operacionais de tecnologias hipersônicas. Os EUA ainda lutam para começar a desenvolver armas hipersônicas depois de iniciar seus programas há alguns anos, desenvolvida pela Lockheed Martin, mas esse projeto foi cancelado em março de 2023 após uma série de testes malsucedidos e fracassos este ano.
Um relatório da Reuters disse que o teste envolveu um “foguete de sondagem” carregando um “planador hipersônico VMaX lançado na segunda-feira do local de teste de mísseis Biscarrosse no Golfo da Biscaia. relatório da Reuters disse que o teste envolveu um “foguete de sondagem” carregando um “planador hipersônico VMaX lançado na segunda-feira do local de teste de mísseis Biscarrosse no Golfo da Biscaia, sudoeste da França”.
Ser levantada na borda da atmosfera por outro foguete significa que a arma francesa é um Hypersonic Glide Vehicle (HGV), um tipo de míssil hipersônico entre 2 categorias principais. “Seu teste de voo, em uma trajetória de longo alcance muito, representou um desafio técnico sem precedentes, disse um comunicado do Ministério da Defesa francês.-------
Tipos de Mísseis Hipersônicos---
Um ramjet de combustão supersônica (ou scramjet) é um míssil hipersônico que mantém um impulso contínuo na atmosfera durante todo o vôo. Ao contrário do ramjet convencional, no qual o ar entra na câmara de combustão em velocidade subsônica, para os scramjets funcionarem, o ar precisa entrar nas entradas apenas em velocidades supersônicas.
O míssil deve primeiro ser acelerado à velocidade supersônica para inflamar o scramjet. Isso implica que a arma tenha que voar a uma altitude fixa durante a maior parte de sua jornada, pois a câmara de combustão do scramjet é otimizada para um perfil de voo específico. Sua trajetória são consequentemente mais previsíveis e detectáveis, dando maior chance de interceptação.
Um míssil aerobalístico é um segundo tipo de arma hipersônica que é lançada de uma aeronave, acelerada à velocidade hipersônica usando um foguete e segue uma trajetória balística. O Kh-47M2 Kinzhal da Rússia pertence a esta categoria.
A geração atual de mísseis superfície-ar (SAM), de defesa aérea do ocidente e seus radares de vigilância e rastreamento não são projetados para projéteis hipersônicos. Somente formas mais recentes de radares, sensores, propulsão de mísseis e algoritmos e software altamente avançados e projetados para esse fim podem derrubar sistemas hipersônicos.
Um terceiro tipo de tecnologia hipersônica envolve o lançamento de um planador de um míssil balístico durante sua fase ascendente, pilotando este dispositivo para “rebater” as camadas da atmosfera para estender seu alcance e mudar de direção. O 'Glide' no Hypersonic Glide Vehicle (HGV) vem deste modo particular de operação.
O demonstrador francês VMaX pertence a esta terceira categoria. O DF-ZF da China e o Avangard da Rússia são outros dois. Enquanto o Avangard é lançado por um Míssil Balístico Intercontinental (ICBM) pesado R-36M2 e RS-28 Sarmat, o DF-ZF é lançado por um míssil balístico DF-17, projetado especificamente para transportar cargas pesadas.
O deslizamento e o ressalto da atmosfera terrestre dão ao míssil uma trajetória que é muito complexa de prever. A formação de partículas de plasma carregadas na superfície do veículo devido ao calor extremo e ao atrito com a atmosfera da Terra, que muitas vezes causa um blecaute nas comunicações, é um problema.
