Frame das câmeras de segurança do Bar do Juvenal, na Rua Antonio Benedito Ferreira, em Osasco.
Créditos: Reprodução
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Maior chacina já registrada em São Paulo deixou pelo menos 25 mortos em agosto de 2015 e foi motivada pela vingança ao assassinato de agentes de segurança; Relembre o caso que completa 8 anos ------ Por Raphael Sanz - Revista Forum ------
O cabo da Polícia Militar Victor Cristilder dos Santos, de 38 anos, apontado pelas famílias das vítimas como um dos articuladores da Chacina de Osasco e Barueri, em 2015, foi reintegrado à corporação no último mês de maio pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Cristilder chegou a ser expulso da PM e ficou cinco anos preso por conta do massacre, até ser absolvido em 26 de fevereiro de 2021.
Após a absolvição, a defesa do policial apresentou um recurso ao Órgão Especial de Justiça que, após avaliação, deu um prazo de 30 dias para o governador tomar a decisão. O recurso do PM pedia a revisão da expulsão imposta em 2019, antes de sua absolvição.
No dia 5 de maio, Cristilder esteve no Centro Administrativo da PM, na zona norte da capital, onde assinou os papéis de sua reintegração. Ele publicou o momento nas redes sociais.
É verdade que Tarcísio apenas cumpriu um rito legal e burocrático ao assinar a reintegração de Cristilder, afinal ele foi absolvido e pediu para retornar. No entanto, é digno de destaque que a Chacina de Osasco e Barueri deixou pelo menos 25 mortos e é a mais letal já registrada no Estado de São Paulo. A assinatura do governador que na última semana se disse “extremamente satisfeito” com a operação policial militar em curso no Guarujá, litoral do Estado, dá indícios de que a barbárie não tem hora para acabar no estado mais desenvolvido economicamente do país.
Entrevistada pela Revista Fórum, Maíra Coraci Diniz era a defensora pública de Osasco que cuidou do caso ao longo dos anos. Ela lembra que tanto as matanças de hoje, no Guarujá, como as de ontem, em Osasco e Barueri, tiveram a mesma motivação: vingar a morte de agentes de segurança.
"Em Osasco as vítimas não tinham nada a ver com as mortes dos policiais e agora no Guarujá estamos vendo a mesma coisa. No meu entender isso demonstra que o Estado não tem o controle das suas tropas e uma política de segurança requer exatamente esse controle. Deveriam investigar e encontrar o autor dos assassinatos dos policiais, mas tudo dentro da lei. É lamentável a postura do governo de São Paulo, sequer apresentou o resultado de uma investigação e já está legitimando a ação. Não teve uma investigação, uma análise e ele vai lá, legitima e dá os parabéns. Como assim?", questionou.
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