Os “confrontos” dos militares com Zelensky são fortes indicios de que a alta patente está negociando a paz com a Rússia. ----------
Os EUA culparam a Ucrânia por dispersar demasiado as suas forças na ofensiva, desobedecendo instruções dos instrutores americanos e da OTAN, que impuseram suas doutrinas militares. Zelensky rebateu e disse que seu exército não recebeu armamento suficiente. Ou seja, ele queria mais dinheiro e sacrificou suas tropas.
Na semana passada, notíciaram no website ucraniano Strana, que o Presidente Zelensky tinha ordenado aos governadores regionais que “interrompessem todas as comunicações” com o chefe do Estado-Maior do Exército ucraniano, Valery Zaluzhny. O tom e o teor da ordem poderiam ser interpretados como Zelensky tentando cortar as asas de um concorrente potencial.
O Canal foi bloqueado pelas autoridades ucranianas em 2021 sob a acusação de realizar atividades de propaganda a favor de Moscow. Mas, o canal continua a propagar em sistemas alternativos. Rumores de conflito entre Zelensky e o chefe do Estado-Maior ucraniano Zaluzhny circulam recentemente em quase todos canais midiáticos.
Um artigo publicado no The Economist em 28 de Novembro relatou que as relações entre o Presidente e o seu chefe do exército vão de mal a pior. As razões das diferenças entre os 2 não foram divulgadas. Mas algumas dessas especulações em vários círculos poderiam ser resumidas da seguinte forma:
A razão imediata pela qual tiveram de ser emitidas ordens para que todos os governadores regionais parassem de comunicar com Valery Zaluzhny, o chefe do exército, foi que, numa entrevista, o General tinha dito que a Ukraine estava num impasse na guerra. Reagindo a esta afirmação, Zelensky, repreendendo, falou ao General a permanecer confinado à área de defesa e a não se dedicar a assuntos públicos. Os
Soldados ucranianos suportam as trincheiras, encharcadas em lama pelas chuvas e neve de outono.
Agora os EUA culparam a Ucrânia por dispersar demasiado as suas forças na ofensiva, sendo que instrutores americanos e da OTAN, que impuseram suas doutrinas militares. Zelensky rebateu e disse que seu exército não recebeu armamento suficiente para avançar. O General Zaluzhny relatou ao The Economist, que o reconhecimento dos drones russos e suas tecnologias tornaram impossível o ataque mecanizado.
Lendo nas entrelinhas do artigo do General Zaluzhny, encontramos graves diferenças nas estratégias e tácticas de guerra ocidental e da doutrina militar russa, onde afirma ser totalmente diferente da OTAN. Zhovka, o vice no gabinete do presidente, disse que as observações do general Zaluzhny podem reflectir “um profundo oceano estratégico”, mas correm o risco de prejudicar o esforço de guerra da Ucrânia”.
Ele disse ainda que o fracasso estimulou o apelo das autoridades estrangeiras, perguntando: “O que devo relatar ao meu líder? Você está realmente em um beco sem saída? Ele acrescentou: “Era este o efeito que queríamos alcançar?”
O professor Olexy Harab, da Academia Moyle da Universidade Nacional de Kiev, disse que o que Zhovkva está dizendo é “que é melhor comunicar sobre isso a portas fechadas”.
Uma história relacionada com conversações de paz secretas para a Ucrânia foi publicada por Seymour Hersh. Afirmou que o general Valerii Zaluzhny e o general russo Valery Gerasimov estão negociando secretamente um acordo que poderia potencialmente pôr fim à guerra na Ucrânia, informou o Asia Times em 2 de dezembro. A história é apoiada por “fontes anônimas”, do sistema de inteligência dos EUA, acrescenta o jornal.
Surpreendentemente, o relatório russo sobre a história de Hersh desapareceu. Mas no que diz respeito à posição do Presidente Zelensky, ele deixou claro que o governo ucraniano não irá nem, legalmente, pode negociar com Moscow devido à legislação .
No entanto, seguindo a história de Hersh, os jornais russos dizem que existem duas condições gerais para um acordo entre os generais. A primeira é que a Ucrânia terá de aceitar o controle russo sobre a totalidade do território ucraniano que detém atualmente.
Os relatórios indicam que existem diferenças profundas dentro dos escalões do exército em Kiev, onde muitos comandantes do exército não concordam com os planos definidas pelo Presidente. Muitos membros da NATO levantam questões sobre o resultado do fornecimento de armas à Ucrânia.
Todos estes sinais não são um bom presságio para o Presidente Zelensky. Chegou a hora de ele abandonar a obstinação na vida de milhões de seus compatriotas e no futuro do seu país.
