Blog do Esmael Morais ------
A candidata à prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml (PMB), nesta sexta-feira (11), viu sua campanha ser duramente criticada por educadores da rede pública municipal.
Em um manifesto contundente publicado em vídeo, professores e pedagogos pediram respeito à educação, reagindo às declarações polêmicas da candidata sobre a compra de livros com temáticas LGBTI pela Secretaria Municipal de Educação.
Graeml, conhecida por suas posições de extrema direita, acusou o governo municipal de “doutrinação” infantil, afirmando que o material adquirido teria o intuito de impor uma agenda ideológica nas escolas.
No entanto, o manifesto dos educadores deixou claro que essas afirmações são falsas e baseadas em desinformação.
As obras, segundo o grupo, nunca foram distribuídas aos alunos, sendo utilizadas exclusivamente para a formação dos professores em temas como inclusão, direitos humanos e saúde mental.
“A educação inclusiva que defendemos não é um favor, é um direito”, declararam os profissionais, em uníssono.
O grupo ainda criticou o que chamou de “narrativa populista e preconceituosa” da candidata, que desconsidera o trabalho sério de milhares de educadores comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
A tentativa de Graeml em desqualificar a educação pública de Curitiba levanta um alerta sobre os perigos da disseminação de fake news em pleno processo eleitoral.
O que os educadores pedem é simples: respeito.
Respeito à educação, aos profissionais e, principalmente, aos direitos garantidos pela Constituição.
Neste momento, o debate eleitoral deveria se concentrar em propostas sólidas e factíveis, e não em distorções que apenas contribuem para a polarização e a desinformação.
Respeitem a educação.
Assista ao manifesto/vídeo dos educadores de Curitiba:
https://youtu.be/dhaWAIr4TOE