O Tribunal de Contas da União anulou 46 contratos fraudulentos ligados ao escândalo dos kits de robótica financiados com dinheiro do chamado orçamento secreto.
A decisão escancara o uso indevido de recursos públicos em um esquema articulado por aliados de Arthur Lira, envolvendo prefeituras de Alagoas e Pernambuco.
A empresa beneficiada, Megalic Ltda, pertence à família Catunda, com fortes vínculos com Lira.
Ela comprava kits por R$ 2.700 e revendia por até R$ 14 mil para municípios sem estrutura básica nas escolas.
Enquanto faltava água encanada, internet e salas de aula, milhões eram desviados para alimentar interesses privados com a fachada da tecnologia educacional.
A Polícia Federal já investigava o caso desde 2022.
Apesar disso, o STF arquivou as provas envolvendo diretamente o nome de Arthur Lira por entender que ele apareceu indiretamente nas apurações.
Mas os fatos seguem gritando.
O rastro de corrupção está traçado e atinge o coração do bolsonarismo e de seu sistema de sustentação no Congresso.
Esse caso é mais um retrato do Brasil onde a elite política manipula verbas destinadas à educação para favorecer empresários aliados.
O que era para ser robótica para crianças virou mecanismo de enriquecimento e controle político.
Educação não é palco para desvio. É hora de responsabilização, transparência e fim da blindagem.
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