Depois de Eduardo Bolsonaro declarar guerra a Tarcísio, "02" arremete contra um dos cotados à presidência em 2026
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por Yuri Ferreira na Revista Forum ------
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) utilizou as suas redes sociais para atacar o governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD).
No Instagram, o paranaense fez uma postagem afirmando que "O Brasil tem que virar a página". Cotado à presidência da República como um possível nome da direita e do Centrão para 2026, Ratinho tenta se distanciar do bolsonarismo para tentar se cacifar como uma "terceira via" nas próximas eleições.
Apesar das pesquisas indicarem um cenário negativo para Ratinho, desconhecido do grande público brasileiro, o governador faz parte do grupo de "ratos" — termo usado pelo próprio Carlos Bolsonaro — que esperam ter uma chance no ano que vem após a provável condenação de Jair Bolsonaro no STF por tentativa de golpe de estado nos próximos meses.
A publicação de Ratinho foi replicada pelo perfil do Twitter 'RT do Brasil', uma página dedicada ao bolsonarismo, e teve uma resposta de Carlos Bolsonaro.
"Surreal uma atitude destas!", disse Carlos Bolsonaro, que ensaia uma candidatura ao senado pelo estado de Santa Catarina no ano que vem.
Eduardo declara guerra a Tarcísio
Em postagem feita em seus perfis oficiais nas redes sociais, no início da tarde desta terça-feira (26), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma postagem afirmando que não irá aceitar "chantagens" para substituir o nome de Jair Bolsonaro (PL) como candidato à presidência no ano que vem.
A publicação foi vista como uma reação ao nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que tem sido ventilado na imprensa como o possível escolhido para a substituir o ex-presidente no jogo da direita.
"Há uma curiosidade no ar: quanto mais próximo do julgamento do meu pai, mais pessoas têm falado sobre substituí-lo na corrida presidencial. E, de maneira descarada, essas mesmas pessoas ainda dizem que é para o bem de Bolsonaro, porque o apoiam. Se houver necessidade de substituir JB, isso não será feito pela força nem com base em chantagem. Acho que já deixei claro que não me submeto a chantagens. Qualquer decisão política será tomada por nós. Não adianta vir com o papo de “única salvação”, porque não iremos nos submeter. Não há ganho estratégico em fazer esse anúncio agora, a poucos dias do seu injusto julgamento. Então, eu me pergunto: para que a pressa? Só há uma resposta lógica: o julgamento é a faca no pescoço de JB, é o “meio de pressão eficaz” para forçar Bolsonaro a tomar uma decisão da qual não possa mais voltar atrás. Quem compactua com essa nojeira pode repetir mil vezes que é pró-Bolsonaro, mas não será percebido como apoiador e muito menos como merecedor dos votos bolsonaristas. São com atitudes - e não com palavras - que mostramos quem somos. Antes de mais nada, caminhar com Bolsonaro significa ter princípios, coerência e valores. Aviso desde já, para depois não virem com a ladainha de que eu estou desunindo a direita ou sendo radical: na base da chantagem vocês não irão levar nada”, escreveu o deputado lesa-pátria.