O presidente dos EUA, Donald Trump, com Eduardo e Jair Bolsonaro – Divulgação
-----------------
Publicado por Jessica Alexandri no DCM -----
--------------
O governo dos Estados Unidos não prepara novas sanções contra o Brasil. O principal objetivo de Donald Trump — desviar o foco do estigma autoritário para a esquerda — já teria sido atingido. Nesse cenário, discursos e ações aumentam a polarização política no país.
Segundo apuração do jornalista Lourival Santanna, do Estadão, o Departamento de Estado americano não tem planos, até o momento, de aplicar sanções adicionais contra autoridades brasileiras, como integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Palácio do Planalto.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA também não recebeu ordens da Casa Branca para estudar a aplicação de tarifas extras ao Brasil, como ocorreu recentemente com a Índia, penalizada por manter importações da Rússia. Atualmente, produtos brasileiros já estão sujeitos a tarifas de 50%, o que desestimula novas medidas comerciais.
A última ação concreta do governo Trump em relação ao Brasil foi a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, no dia 30 de julho. Dias depois, por um descumprimento de medidas cautelares, o magistrado determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL).
A medida gerou forte reação dos filhos do ex-presidente, que classificaram a prisão como injusta. A indignação dos apoiadores de Bolsonaro foi acompanhada por acusações de abuso de poder contra Moraes, disseminadas parte da opinião pública que não se identifica com a narrativa da esquerda.
Esse ambiente polarizado é considerado ideal para a estratégia de Donald Trump, que busca reforçar seu discurso internacional de combate ao autoritarismo de esquerda.
